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Friday, January 29, 2021

Continuo por aqui em tempo sombrio

 



Lembras-te quando era tudo diferente, 1975
Ana Hatherly*


"Criar é organizar, lutar contra a potência do espírito desordenado. Criar beleza é opor a graça à força caótica da fealdade. [...] a beleza se acha confundida na desordem do caos que se mistura ou se misturou à criação divina. [...] Quem sabe se o caos não é se não a memória dos homens, a sua multiplicidade, as diferenças abissais que separam uma alma de outra e todas do conhecimento supremo. Esquecemos?"

Ana Hatherly, excerto A beleza e o caos
in 57, ano IV, n.° 9, Lisboa, Set. 1960, p. 6 e 10.


Espírito desordenado... Tempo feio. Triste. Macilento. Chuva. Chuva. Sempre chuva. Não posso ir  à varanda. O silêncio fica por trás da janela, olhando um horizonte sufocante de  nevoeiro. Observo as plantas que vão morrendo nos vasos. Flores derramadas pela tijoleira, espalhadas, sem vida. Tudo mudou depois daquele Estou por aqui.


O Inverno tem descido rigoroso. Pesado. Já basta não se poder sair de casa. Nem há horizonte para se mergulhar o olhar. Só nuvens espessas, embrenhadas no nevoeiro. 


Se por um lado obriga as pessoas a ficarem em casa, por outro, a vitamina sol faz falta. E a tristeza, o desconforto descem.


Bem gostaria de estar na varanda a olhar o mar lá longe em dias de horizonte limpo. Luminoso. Mesmo com Sol de Inverno.


A minha rua está cheia de carros estacionados, adormecidos, como que sem dono. Não há crianças nas ruas. Nem por trás das janelas. Não há os risos de adolescentes, vozes de adultos. Silêncio absoluto na praceta. 


Não vejo a luz ao fundo do túnel perdida no nevoeiro denso que não deixa vislumbrar um pouco de azul. Como criar beleza sem azul?


Inspiro-expiro, 1959-1969
Ana Hatherly*

Gosto muito de estar em casa. Adoro o meu cantinho, tiro proveito dele, faço o que me apetece. E por vezes nada. Não tem sido fácil.


Lá me entrego ao meu treino dentro de casa. A minha prática de yoga. Não posso deixar que a falta de vontade supere o que tanto gosto de fazer.


Venha o Sol, meu Deus! Criação divina.


Miosótis (pseudónimo)


28.01.2021

Copyright ©2021-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com


* Obras de Ana Hatherly sem referência de origem.

Saturday, February 16, 2019

A mudança é inevitável ?





créditos: Portal Raízes

(Re)começar .... a vontade de mudar alguma coisa. Adoro a sensação do sentimento positivo que me envolve. Os (re)começos.

Encerrar ciclos anteriores. Saber que houve muita reflexão, e algum desapego.

Muitas vezes a vida nos leva a (re)começar. Repensar.

E voltar a sonhos escondidos, não esquecidos. Luminosos. O dia de hoje? Irresistível. (Re)começar é quase inevitável. Este céu azul-claro, inspirador. Tão suave!

Todos os (re)começos provocam uma certa ansiedade. Receio. Será que vou mesmo (re)começar? Respiro. Profundamente!

Abraçar a paixão de (re)começar, mesmo que me pareça desconfortável. A vida dá-nos esses (re)começos... 

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores

16.02.2019

Copyright ©2019-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com®

Saturday, December 30, 2017

Novo Ano : em dias de luz perfeita !





créditos : Casa


Ano Novo! O que é? Uma convenção calendarizada? Ou um ritual ancestral que faz nascer em nós a esperança de um ano mais feliz? 

Tentamos, então, renovar a nossa caminhada, pedindo ao Sol para seja bem luminoso, nesse novo dia que se abre à meia-noite, que tudo transforme para melhor.

No entanto, é simplesmente mais uma meia-noite que bate as doze badaladas. E cada badalada, a renovação da nossa secreta esperança. 

Pedimos, seguindo a tradição, e a nossa fé mais intimista, um desejo a cada uma das badaladas com vagas de uva ou de româ. Nesses desejos incluimos o agradecimento das coisas boas que atravessaram o ano 2017, e tentamos esquecer, nem que por segundos, os acontecimentos que nos feriram.

Somos pequenas nuvens que se movem levadas pela briza, ou pelo orvalho das manhãs de Inverno.

Que os nossos sonhos sejam briza doce que nos levam mais alto. Que nunca percamos esse imenso dom. Sonhar. 

Que ao começar a tomar notas no livro em branco do Novo Ano, possamos dar relevância à beleza das pequenas coisas que talvez se tranformem em sonhos. E que, ao encerrá-lo no final do ano que vai entrar, sorriamos do balanço harmonioso.

Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta

Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,
Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Porque sequer atribuo eu
Beleza às coisas. (...)

Alberto Caeiro, Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta

Bom Ano Novo !

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores

30.12.2017
Copyright ©2017-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com®

Sunday, September 17, 2017

Um dia de domingo em Setembro







E voltou Setembro. Despeço-me com tristeza do verão. A minha estação favorita. Não aprecio o Outono, apesar das tonalidades lindas que nos traz. 

As manhãs estão muito mais frescas, embora o solinho ainda ande por aqui. As noites já pedem um agasalho.

De manhã, acordei com a ideia de dar um passeio, mas ao sair para a varanda, um arrepio me percorreu. Que frio! Nem pensar em tomar pequeno almoço na varanda, como me habituara.

Voltei para dentro. Preparei alguma fruta. E fiz então uma curta prática de Ashtanga yoga.

Sinto-me bem logo pela manhã a praticar yoga. Aproximo-me da janela. Abro-a. Respiro profundamente. Inspiro, expiro com lentidão. Fecho os olhos, deixo o pensamento passar sem o deter. Até que ele quase se esfuma.

Medito um pouco, conecto-me comigo, com a minha respiração. Então numa das dessas inspirações, dei comigo a ter consciência da enorme gratidão pelo momento.

Gratidão por poder respirar. Gratidão por ter saúde. Gratidão por poder observar as manhãs. 

Gratidão, por ver o sol no céu dando inicio a mais um dia. Dando inicio a mais uma oportunidade de Ser.  

Gratidão por ter Tempo. Gratidão por poder sentir o calor do sol, mesmo que mais ténue. Gratidão por poder observar as gaivotas que definitivamente vêm fazer seus ninhos na cidade, nos nossos telhados. Os pássaros voltam ao entardecer. E â noite ouvem-se entre o arvoredo.

Ao longo dos dois últimos meses assisti ao nascer, crescer, aprender a voar de duas crias de gaivota. Um casal de gaivotas veio aqui poisar seu ninho. Os filhotes ganharam asas para a liberdade, mesmo em frente aos meus olhos. Gratidão por ver. Eram o meu bom dia! 

Até que quase no final de Agosto, tomaram o rumo da liberdade. Fiquei grata por elas.

E depois sim. Preparei pequeno almoço, primeiro ritual, fruta. Enquanto se prepara a máquina para um bom café. Bom, o aroma do café que perdura. 

Sentei-me a degustar o meu pequeno almoço. Enquanto isso, fui passando os olhos por algumas redes sociais. Ler notícias do dia. E visitar alguns amigos virtuais ou não. Fiz zapping por alguns instantes.

E andei por aí. Agora no final de tarde, com o sol a entrar pela janela virada para o arvoredo que persiste e bem, reflicto.

Por vezes, queremos muito algo, ficamos presos a isso. E não nos apercebemos que a vida nos traz muitas outras coisas. Aprendi isso e cada vez mais, nestes últimos dois anos. 

A perda de familiares, de amigos, em circunstâncias dolorosas me fizeram tomar a vida de outro jeito.

A alegria de encontrar um grupo de prática de Ashtanga yoga ao ar livre num jardim público, onde reinava a serenidade e o arvoredo entre pássaros e pavões, trouxe-me a cura energética que parecisava, depois daquele triste acontecimento de Julho

Fiquei grata ao grupo, à oportunidade que me foi dada de o encontrar, de partilhar momentos de muita serenidade, bem estar, paz.

Se confiarmos no Universo, as coisas que se cruzam no nosso caminho, são sempre melhores do que pensámos! 

Aceito as leis do Universo. Aceito que existe um plano maior para nós. E deixo fluir a Vida e o que ela te traz no momento.

"A vida não está por ordem alfabética como há quem julgue. Surge... ora aqui, ora ali, como muito bem entende, são miga­lhas, o problema depois é juntá-las, é esse montinho de areia, e este grão que grão sustém?"

António Tabuchi, Tristano Muore, 2004

Miosótis (pseudónimo)

16.09-2017
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Sunday, August 06, 2017

E veio Agosto : leituras






Elena Ferrante
illustration: Helder Oliveira

"Esistere è questo, pensai, un sussulto di gioia, una fitta di dolore, un piacere intenso, vene che pulsano sotto la pelle, non c'è nient'altro di vero da raccontare."

Elena Ferrante

in volume quatro

De volta ao portátil. Recolhida nos fragmentos de muita tristeza, silenciei em meus sentimentos.

Volto a escrever neste meu espaço feito de todos os fragmentos bons, menos bons. Mais serena, agora. Nesta tarde de domingo. 

Estou de volta.  Para mim, essencial

Julho já passou. Mês de muito sofrimento. O final de mês marcou uma estadia junto ao mar. Reequilibrio emocional.







The Vegetarian
Han Kang
Man Booker International Prize 2016

Uma praia de pescadores. Um hotel moderno, com um visual bastante sui generis. Livros. livros.

Desde o hall de entrada, estendendo-se entre sala de estar e a grande sala de refeições, uma imensa biblioteca em movimento. Visual contemporâneo. E acesso livre aos livros. Gostei do conceito. 

Durante o dia na praia, livro entre as mãos, enquanto o corpo relaxava ao calor do sol. 

Na praia, procuro leituras mais leves, mais soltas. Não foi o caso, este ano.

Não, não levei comigo Elena Ferrante. Outras leituras. A Vegetariana de Han Kan, vencedor do Man Booker International Prize 2016. 

Elena Ferrante fazia parte da lista dos finalistas. Mais foi Han Kang que saíu vencedora com este seu primeiro romance traduzido em inglês.







A Vegetariana
Han Kang
Dom Quixote, 2016

Logo a partir das primeiras páginas, questionei-me. Por que Han Kang e não Elena Ferrante? Todos andámos com os livros de Ferrante ao longo do ano passado.

As escolhas de júris são sempre subjectivas. E talvez só no final venha a compreender. 

Já comprara livro há alguns meses, mal fora publicado. Mas foi agora que decidi começar a ler.

Pouco li para opinar sobre A Vegetariana. Sei de pessoas que detestaram o livro. E sei de quem gostou muito. Talvez seja diferente?

Como em filmes, quando quero ler um livro - o factor prémio conceituado jogou forte, reconheço - vou pelo meu sentir.

E gosto da literatura oriental. Neste caso, Han Kang é sul-coreana. Vem esse gosto da poesia antiga chinesa.

O livro começa de uma forma leve. Estilo coloquial. Um dia, uma mulher que nos é apresentada na terceira pessoa, pela voz do marido, tem um sonho que a leva a tornar-se vegetariana. Para estranheza do marido.


"Enquanto eu passava a tarde sem fazer nada, agarrado ao comando da televisão, ela fechava-se no quarto. O mais provável era que passasse o tempo a ler, e esse era praticamente o seu único passatempo."

in, A Vegetariana, Han Kang, 2016

Mas a história não é tão simples. Tem que ter algo de mais complexo, cativante. 

Estou a continuar a leitura. Quero entender a relutante reacção do marido. Chega a pôr a hipótese da loucura, depois da noite em que sua mulher teve 'um sonho' estranho, e que vai desencadear uma narrativa intrigante.

Escrita nítida, sensorial. Vou avançar...

E Agosto entrou. 

Miosótis (pseudónimo)

06.08.2017
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Wednesday, February 22, 2017

Vidas cortadas numa primavera anunciada






Almada Negreiros (1893-1970)
Sem título, sem data, grafite e guache sobre cartão
Colecção particular

“A vida é um dilema singelo, ou se é bigorna ou se é martelo.” 

Daniel SampaioTudo o Que Temos Cá Dentro

Ontem a notícia do aparecimento do corpo, nas águas do Douro, de um jovem de 16 anos. E hoje a hipótese levantada de suicídio por desgosto amoroso, leva-me a chorar este trágico desfecho.

Quando releio o que escrevi em Ah! Outono, morreste-me duas vezes, fico presa aos sentimentos que me assolavam na altura. Mas, comparando, com a dor que os pais deste adolescente sentem. Silencio.

Não há dor mais profunda que a perda de um filho. Senti o que meus pais viveram depois da morte por doença, de meu irmão mais novo, 13 anos.

Acompanhei depois alguns amigos na mesma dolorosa via de perda de filhos por doença e por suicídio. E não há palavras.

Mas, interrogo-me. E o sofrimento deste jovem? Alguém o ouviu? 

Fala-se pouco no suicídio de adolescentes. E fala-se pouco com os adolescentes sobre suicídio.

Eu sei. Psicólogos consideram que falar, pode desencadear actos semelhantes. Mas cala-se a dor dos pais. E silenciam-se jovens que precisariam de ser ouvidos, acompanhados? Persegue-me esta aflição.

A adolescência é um momento de descoberta e desorientação. Um período de transição que pode trazer questões de independência, de auto-identidade. 

Muitos adolescentes e seus pares enfrentam escolhas difíceis:  percurso escolar, sexualidade, drogas, álcool, vida social. Grupos de pares, interesses amorosos, aparência, tendem a aumentar, naturalmente, em importância durante a viagem de um adolescente em direcção à idade adulta.

A adolescência deveria ser uma época feliz, tudo vibra em volta. A natureza, os amigos, a música, a leitura, os amores. 

Adolescência deveria ser feliz, num mundo próprio de realidades simples.

"A arte de viver é simplesmente a arte de conviver... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!"

Mario Quintana

Para Tiago

Miósotis (pseudónimo)

22.02.2017
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Wednesday, January 20, 2016

Não tem sido fácil...





Não tem sido fácil. Não, não tem sido fácil ser mais assídua no meu canto mais intimista. 

Já escrevi várias vezes em diferentes contextos. Não é só falta de tempo, é essencialmente uma definição do querer, não querer. O silêncio é mais presente nas minhas noites de Inverno. Pesado. Ensurdecedor.

Talvez esteja a fugir da causa mais profunda. O desaparecimento de afectos, de pessoas. A fragilidade de vidas por um fio.

Por muito que se queira olhar com um certo distanciamento, não está a ser fácil. A nossa afectividade está lá.

O Natal, essa época de paz, não trouxe mais apaziguamento. Revelou com maior incidência, a ausência das coisas, dos gestos, dos afectos que nos prendem às pessoas. Silêncios.

E trouxe também outos medos. Outras incertezas.

Ainda assim, quero voltar a estar aqui. E quero estar com mais regularidade. Não posso prescindir deste meu refúgio nocturno. Recolhimento.

De qualquer forma, posso sempre começar por dizer algo sobre alguns temas que se identificam com minha sensibilidade. É ir passando por este cais.

(...)

Ah, quem sabe, quem sabe,
Se não parti outrora, antes de mim,
Dum cais; se não deixei, navio ao sol
Oblíquo da madrugada,
Uma outra espécie de porto?
Quem sabe se não deixei, antes de a hora
Do mundo exterior como eu o vejo
Raiar-se para mim, (...)

Álvaro de Campos, Ode Marítima

Miosótis (pseudónimo)

19.01.2016
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Monday, February 09, 2015

Dias simples fazem excelente fim-de-semana





Sim, dias simples fazem fins-de-semana excelentes. Tempo azul, luminoso adentrando-se pelas janelas. Digo tempo azul, porque quando olho o céu, imenso azul, digo tempo azul, em lugar de tempo lindo. Pequenas coisas, o nosso imaginário guarda.

Sábado, pequeno-almoço de frente para o sol, as janelas altas, grandes, abrem-se para o sol, já muito luminoso para esta época do ano. 

Zapping canais televisão, com paragem obrigatória em CineBox, meu programa de sábado de manhã. Além de notícias sobre cinema, entrevistas. Ouvi Jane HawkingFelicity Jones. E decidi. Teoria de Tudo, o filme a ver.

À tarde rotina habitual, descontracção, ler jornais digitais. Gosto deste gesto habitual.

E um pouco de leitura, um ritual bem diferente. Adoro livros, ando sempre agarrada a um livro, ou mais. Vai dependendo dos meus instantes. E do tempo. Importante o tempo nas leituras que fazemos.



The Theory of Everything, 2014

Depois, cinema. The Theory of Everything, ou A Teoria de Tudo já fazia parte da minha lista de filmes. Tenho uma imensa admiração por Stephen Hawking. Uma  das mentes mais brilhantes da nossa era. 

E já vira um filme My week with Marylin que incluí no post O Tempo dos silêncios (2012) em que o actor  me chamara a atenção. Ele tem uma interpretação fabulosa no papel de Stephen Hawkings.

Gosto de filmes baseados em livros. E embora não conhecesse esta biografia de Jane Hawking, primeira mulher, saber que os dois deram todos o apoio a esta biopic, fiquei ainda mais curiosa. Premiado nos Golden Globes e com nomeações para os Oscars 2015? A escolha certa.

Sala cheia, (hum! não é coisa que me agrade muito), mas bom! - não me posso queixar, uma plateia disciplinada. Perto de mim, alguém comovido, quase ao longo de todo o filme. 

Também eu me deixei emocionar em algumas cenas. Impossível não sentir que por trás do filme, existem vidas reais. E sofrimento, por entre alegrias. E muita coragem, por mais romanceada que nos possa ser apresentada.




Domingo. Ah! Domingo foi um dia deliciosamente preguiçoso. Acordar com sol, café bem fresco, e preparar um Brunch apetitoso.  Um hábito 'estrangeirado' que adoro! Sou fã, aos domingos.

Durante a tarde, afazeres gerais de domingo, preparação da semana, com pausas na varanda, já que a tarde se mostrou tão amena.

Pronta então para recomeçar. Dias simples, mas que fizeram um fim-de-semana excelente.

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores

08.02.2015
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