Tuesday, February 26, 2019

E lá assistimos aos Oscars !





Green Book
Peter Farrelly, 2018

E chegámos à noite dos Oscars. A noite de todas (quase) as estrelas. E de muitos sonhos.

Fomos surpreendidos pelo facto da cerimónia não ter sido difundida em directo pelas televisões nacionais. Mas sim pela FOX. 

A cerimónia dos Oscars é sempre algo que seduz. Sobretudo, os apreciadores de cinema. Eu gosto.

Decepção? Sim, a ausência de grandes actores e actrizes, nas sua maioria. Não, a ausência de um apresentador propiamente dito. Fluiu melhor a noite e acabou mais cedo.

Green Book, Oscar de Melhor FilmeMuito merecido! Gostei imenso do filme, história bem contada (baseada em factos verídicos), excelente interpretação dos actores Viggo Mortensen (nomeado para Melhor Actor), e Mahershala Ali (Oscar Melhor Actor Secundário). E banda sonora linda de Kris Bowers.





Vice
Adam McKay, 2018

Vi uma parte dos filmes nomeados. Alguns ainda não exibidos nas salas de cinema, ou então disponíveis em vésperas da cerimónia. Mas vi alguns outros com ou sem nomeações.

Premiaram-se filmes discutíveis? Não posso falar de alguns, dado que não os vi. Refiro-me a Roma, Cold War, The Favourite

Vi A Star is Born. Bom! Sem nada a acrescentar. Não saí maravilhada, como vi muitos. Banda sonora muito boa. Lady Gaga é genial como cantora e compositora.

Esquecidos? ViceMelhor Filme e Melhor ActorChristian Bayle, galardoado Melhor Actor nos Golden GlobesFilme com oito nomeações para  91st Academy Awards, não ganhou em nenhuma, suponho. Pelo menos, não me chamou à atenção se obteve algum Oscar, dado que nas principais categorias, foi anulado.

Filme documentário político-histórico de uma época que ainda hoje nos marca. Christian Bale, um dos melhores actores da nova geração.





The Mule
Clint Eastwood, 2018

The Mule traduzindo, Correio da Droga de Clint Eastwood. Quase um testamento cinematográfico. Uma falha imensa. Clint Eastwood, 88 anos, realizador e intérprete, num drama perturbante, em tom de jovial ligeireza.  

Somos levados a sorrir, tantas vezes, pela personificação subtil de um homem que efectivamente existiu. Mais uma história baseada em factos verídicos. Banda sonora óptima. Jazz e country music. Uma característica dos filmes Eastwood. Boa música.





Ben is Back
Peter Hedges, 2018

Numa outra perspectiva, Ben is Back, O Ben Está de Volta (2018) com Julia Robert e Lucas Hedges (19 anos). Interpretações intensas, autênticas. Inesquecíveis. Um jovem actor muito prometedor que fez jus ao brutal desempenho de Julia RobertsSem nenhuma nomeação. Imperdoável.





Julia Roberts
Oscars 2019
créditos: AFP
via The Telegraph

Julia Roberts esteve presente, sim. Apenas para entregar o Oscar de Melhor Filme a Green Book. Linda! Merecia mais.






Bohemian Rhapsody venceu muitas das nomeações, se não todas. Mas brutal foi a performance dos Queen com Adam Lambert! Levantou a sala toda! Magnífica! 

Quanto ao melhor actor, Rami Malek tem de facto uma excelente interpretação em Bohemian RapsodyMas fica bem longe do desempenho de Christian Bale em Vice

Quanto à Melhor Actriz, Olivia Colman. Não sei, ainda não vi o filme. Não me posso pronunciar. Embora não considere que Lady Gaga devesse ser a galardoada.





Roma
Netflix
Alfonso Cuarón, 2018


Roma venceu em Fotografia, Filme Estrangeiro e Realizador. Alfonso Cuarón, um dos melhores realizadores da actualidade.

Lá acabámos felizes. Todos os nomeados para Melhor Filme venceram, pelo menos, um Óscar. O que não apontou para a diversidade de filmes aqui presente. 

Perdeu-se algum encantamento, mas mesmo assim, gosteiCinema é sempre magia.

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores

26.02.2019
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Saturday, February 16, 2019

A mudança é inevitável ?





créditos: Portal Raízes

(Re)começar .... a vontade de mudar alguma coisa. Adoro a sensação do sentimento positivo que me envolve. Os (re)começos.

Encerrar ciclos anteriores. Saber que houve muita reflexão, e algum desapego.

Muitas vezes a vida nos leva a (re)começar. Repensar.

E voltar a sonhos escondidos, não esquecidos. Luminosos. O dia de hoje? Irresistível. (Re)começar é quase inevitável. Este céu azul-claro, inspirador. Tão suave!

Todos os (re)começos provocam uma certa ansiedade. Receio. Será que vou mesmo (re)começar? Respiro. Profundamente!

Abraçar a paixão de (re)começar, mesmo que me pareça desconfortável. A vida dá-nos esses (re)começos... 

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores

16.02.2019

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Wednesday, January 23, 2019

Dolores O'Riordan : para sempre !






Dolores O'Riordan despede-se no final do concerto 
San Remo's Ariston Theatre, Italy, Março 2002
credits: Claudio Papi/Reuters

Sem dúvida! Dolores O'Riordan, a vocalista de uma das minhas bandas de referência desde os anos 90, The Cranberries, a banda indie irlandesa tinha esse carisma que punha em cada canção que interpretava. Sem deixar nunca a sua pronúncia irlandesa.





Dolores O’Riordan

Dolores O'Riordan vai a enterrar esta terça-feira. Tinha 46 anos. Centenas de pessoas de todas as idades, reúnem-se junto à igreja St Josephem Limerick para prestar a sua homenagem à voz que deu vida a The Cranberries.

A cantora, morreu de repente em Londres, na última segunda-feira, 15 Janeiro.




Dolores O’Riordan
credits: Getty Images

Foi em 1990 que O’Riordan se tornou a voz de The Cranberries. E com que garra ela interpretava as músicas da banda indie.

O'Riordan, de Friarstown, County Limerick, era conhecida por sua voz bem distinta de The Cranberries que foi uma das mais bandes de maior sucesso na década de 90, com temas como Zombie e Linger.




"Earlier this week, the body of Cranberries singer Dolores O’Riordan was found in a London hotel room. While police have yet to establish a cause of death for the 46-year-old musician, her bandmates and family have been absorbing it all and requesting privacy. "My friend, partner, and the love of my life is gone," O'Riordan's partner Olé Koretsky said in a statement. "My heart is broken and it is beyond repair."

Rolling Stones, David Brownie




O’Riordan with the Cranberries at the Festival Jardins de Pedralbes 
Barcelona, 2016

Lembro ter escrito algures, neste espaço, em laia de desabafo, o quanto The Cranberries, pela voz de Dolores O'Riordan me embalou nas noites frias, distantes, de uma Holanda inóspita, em viagem de estudo. O tema que não lembro mais o nome, tinha algo de parecido com 'I'm going home' (não consegui encontrar a canção). Tinha o CD que levei comigo, mas não sei onde o deixei.


Pessoas distantes, noites solitárias numa família que se entregava à bebida, talvez para se sentir mais quente. Não havia diálogo. Péssimo acolhimento. Prefiro esquecer.

Subia então para o quarto que me fora dispensado, e ouvia, incessantemente, até adormecer, ao estilo lullabay, a voz de Dolores O'Riordan nessa canção que permanece na minha memória afectiva.

Foi um choque saber da sua morte. Ouvia o seu último video, Ordinary Day, nestes últimos tempos, um trabalho a solo.  Continuava a prender-me a alma.






This is just an ordinary day
Wipe the insecurities away
I can see that the darkness will erode
Looking out the corner of my eye
I can see that the sunshine will explode
Far across the desert in the sky

(...)

Dolores O'Riordan, Ordinary Day


A cantora irlandesa atingiu a fama na década de 90 com The Cranberries, que vendeu milhões de álbuns em todo o mundo, devido em grande parte, ao seu estilo vocal apaixonado e quase assustador.





Dolores O'Riordan em palco na 23a edição do Cognac Blues Passion festival 
Cognac, France, Julho 2016. 
credits: Guillaume Souvant/AFP/Getty Images

Talvez Dolores nunca tivesse lidado bem a fama. Começou a cantar na igreja de Limerick. Era profundamente católica. 

O pai de um jovem morto num bombardeamento, no tempo do IRA, elogiou a cantora, depois da gravação de Zombie (1994) em homenagem a seu filho, Tim12 anos, morto em 1993, quando duas bombas explodiram em Warrington, Cheshire.

Suponho que a última fotografia de Dolores. Postada na sua conta pessoal, Twitter, no dia 4 Janeiro 2018, onde se pode ler: bye bye Gio. We're off to Ireland 🍀




Dolores O'Riordan

Poderão ouvir o concerto live no Olympia, Paris, Maio 2017 que inclui o alinhamento.

Deixo então, na impossibilidade de encontrar o tema que tanto me prende, um outro tema que sempre me seduz. Zombie!








"She was so gracious and sweet – shy and reflective, but also quite effusive and funny."

Hard Rock, Jim Leatherman

É assim que prefiro lembrar Dolores O'Riordan, sorridente, e cheia de vida. Até sempre, Dolores!





Fez um ano no dia 15 Janeiro que Dolores O'Riordan, vocalista de The Cranberries morreu. 

A data foi marcada pelo lançamento de All Over Now, primeiro single do álbum In the End, o último do grupo - que os colegas de Dolores consideram como uma homenagem ao trabalho que fizeram juntos. 






"O álbum celebra o trabalho que Dolores fez e retribui todo o apoio que os fãs deram à banda ao longo dos anos", (...) "É como um pequeno presente que ela deixou para trás".

Fergal Lawler, baterista The Cranberries

Bonita e sensível homenagem da banda que fez as delícias dos anos 80 de muitos de nós.  

Never Grow Old
Analyse
Time Is Ticking Out
Dying Inside
This Is The Day
The Concept
Wake Up And Smell The Coffee
Pretty Eyes
I Really Hope
Every Morning
Do You Know
Carry On
Chocolate Brown

Roses (album), 2012

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores

21.01.2017

actualizado 23.01.2019
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Sunday, January 06, 2019

Dia dos Três Reis Magos





Dia de Reis
créditos: Assinatura de imagem

É difícil resistir. Acordo e vejo este sol esplendoroso. Dia de Reis! Simbologia apelativa.  É o dia da veneração aos Reis Magos. A tradição surgida no século VIII, convertida em Melquior, Gaspar e Baltazar.

Acredita-se que no dia 6 de Janeiro os pedidos aos três Reis Magos tragam sorte, e prosperidade. Entra aqui a tradição da romã de sete bicos.

Olho para trás. Dia Ano NovoNão tenho resoluções ambiciosas para o ano que apenas começou. Alguns pensamentos livres. O mais importante de tudo, é ter consciência do que temos e do que precisamos. 

Tenho reduzido a lista. E adaptá-la àquilo que depende apenas de mim. Do meu esforço e perseverança, sobretudo!

Voltando ao Dia de Reis. Para já um passeio a pé - resolução um - que tentarei que seja diária, nestes dia de Inverno. Pelo menos nos dias de sol.

À noite, lá comerei as bagas de romã que tem sete bicos. Sim, este ano, consegui, mesmo, a romã com sete bicos, no turbilhão das compras de Natal. E tive todo o cuidado para que nenhum bico se partisse até chegar a esta noite. Ceia de Reis.

A tradição da romã é milenar. Faz parte da cultura de vários povos. Para os Gregos, era símbolo do amor e da fecundidade. Para os Romanos, símbolo de ordem e riqueza. 

A tradição diz que a romã deverá ter os sete bicos. Para que, segundo os mias supersticiosos, o dinheiro não falte ao longo do ano. Quanto baste. Apenas.

Simbolismos à  parte, a romã é riquíssima em propriedades medicinais. Precisa de mais algum motivo para ter a romã nas festas de fim de ano?

Fruir da última noite em que as decorações de Natal se espalham pela casa. A árvore ecológica - sim, este ano comprei uma árvore de material reciclado, arame, e bambu - que abrilhantei com luzes e múltiplos enfeites vermelhos, laços doirados, pequenos objectos natalícios. Instala-se já uma pequenina nostalgia no olhar. É que amanhã, tudo se desfaz.
É um tanto ou quanto tristonho. É como o desfazer de um sonho que durará até este noite, Dia de Reis.
Miosótis (pseudónimo)

06.01.2019
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