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Sunday, February 23, 2025

Voltei ao cinema ! Bridget Jones: Mad About the Boy ! Um fim de tarde bem divertido !


 



Bridget Jones: Bad About the Boy
Michael Morris, 2025


Quem não viu a trilogia baseada nos livros de Helen Fielding, Bridget Jones, quer no cinema, quer mais tarde, na televião ou plataformas streaming ?!


Talvez que muitas de vós tenham lido. O livro de Helen Fielding Bridget Jones's Diary (1996) tornou-se surpreendemente um bestseller global, publicado em mais de 40 países. Depois vieram mais três livros, sendo que  o último Bridget Jones: Bad About the Boy, escrito em 2013, foi adaptado ao cinema. E está agora nas salas de cinema nacionais.
 

Fielding escreve sobre a sua carreira, imagem pessoal, hábitos, família, amigos e relações amorosas. Eu fiquei-me pelos filmes. Não li nenhum dos livros.






Bridget Jones : Mad About The Boy
Helen Fielding, 2013


Bridget Jones : Mad About The boy, uma comédia divertida com três excelentes actores ! A incrível Renée Zellweger, acompanhada de Hugh Grant e Colin Firth (num papel mais saudosista). 


E desta vez, temos também a fantástica e galardoada com 2 Oscars, Emma Thompson no papel de Dr. Rawlings, ginecologista.  Soberba e divertida.






Alguns dos personagens prinicipais... 
embora Mr Darcy devesse estar presente
via Google Images Archive


Duas novas personagens! O jovem bombeiro (entendi como guarda florestal) Roxster e o professor Mr Wallaker... sem esquecer os amigos de velha data. E os novos amigos.


Não vou contar tudo. De outro modo, tiraria a surpresa a quem ainda não viu o filme. Temos, no entanto, uma Bridget mais amadurecida, sem esquecer a sua espontanaeidade, atravessando uma difícil fase da vida que repentinamente se transforma.


Uma boa banda sonora, com temas bem conhecidos e muito bem introduzidos. Alegre, ritmada, para dispor bem. Saí bem disposta e divertida. Finalmente um filme positivo!


Pois com toda a sinceridade, estava mesmo a precisar de uma divertida comédia!





Bridget & Roxster
Bridget Jones: Bad About the Boy
Michael Morris, 2025


O filme no seu todo é incrível. Passei o tempo a rir, alguns minutos depois do início da sessão. E, só quase no final, me comovi um pouco com Billy Darcy no palco da festa da escola, cantando uma homenagem ao pai, Mark Darcy.


Este relacionamento saudável que sempre se obtém da personagem de Bridget foi realmente transferido para esta parte final. E adoro que a tenham mantido fiel a si mesma, apesar de quão diferente a sua vida possa parecer agora...

Ela está de volta, uma das personagens mais queridas do público!




Bridget & Mr. Wallaker
Bridget Jones: Bad About the Boy
Michael Morris, 2025


Renée Zellweger, a actriz que, desde a primeira aparição em Diário de Bridget Jones em 2001, se tornou-a personagem com imensas trapalhadas, mas identificada com as peripécias quotidianas de muitas de nós, desta vez em relacionamentos ainda mais desafiantes e complexos.








Após uma enrome perda, e com novas responsabilidades familiares, eis Bridget, entre a escrita do seu diário, os encontros, e conselhos dos velhos e novos amigos é constantemente pressionada a seguir a sua vida e encontrar um novo amor. 


Juntando a tudo isto, a banda sonora encanta, e faz-nos vibrar, tanto nas composições de Dustin O’Halloran, como nos temas contemporâneos dos nossos gostos musicais.


Solto e encantador, este novo, suponho último da sequela Bridget Jones, um filme a ver ! Simples, despretensioso, em ritmo ameno e divertido, com mensagens encantadoras.


Miosótis (pseudónimo)

23.02.2025
Copyright ©2025-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com®


Sunday, July 12, 2015

Não incomodar... ou Une Heure de Tranquilité ?




France, 2014

Gosto de cinema francês. E na hora actual, depois do grandes vultos já quase todos desaparecidos, é na comédia que os franceses são excelentes. Comédia de costumes, de crítica social, uma comicidade tipicamente francesa que, quando bem conseguida, nos agarra de uma ponta à outra, em tons hilariantes. 

Pois bem, desta vez, levada pelo actor Christian Clavier que tem aquela incrível personagem em Que mal fiz eu a Deus ?fiquei com a ideia que o filme 
Não incomodar, tradução de Une heure de tranquillité, poderia ser uma história cheia de peripécias tão boas quanto o anterior. Não foi assim. 

Mas passemos ao filme. Michel Leproux, aparentemente homem de família, é um apaixonado pelo jazz. Passeando pela Foire aux Puces, descobre um álbum raro em vinil de Paul Youart, músico por quem nutre uma imensa a
dmiração. Há muito que procurava este álbum raro.



Christian Clavier | Michel Leproux

Encantado, apressa-se para voltar a casa e poder ouvi-lo na tranquilidade da sua sala de estar, fruindo do encanto do tema Me and Myself (já de si convincente).

No entanto, algo se vai passar que o impedirá de concretizar este desejo simples. O momento não poderia ser pior.

Sua mulher decide fazer-lhe uma revelação surpreendente, o filho irrompe pela casa, a empregada quer aspirar a sala de estar.



Christian Clavier & Rossy de Palma

Não pára por aí. Um dos vizinhos bate à porta, reclamando problemas de infiltrações no seu andar.


É que no momento, decorrem obras num dos quartos da casa, a cargo de um trabalhador polaco… ou será português? 

A melhor amiga da mulher, com quem mantém uma relação extra-conjugal, está à porta com uma crise de consciência, e os migrantes que o filho acolhia no sotão do edifício, vêm instalar-se no seu apartamento.





Carole Bouquet

Já para não falar na famosa "festa de vizinhos" que acaba por ter lugar - imagine onde - na sua sala de estar.

Enfim, uma série de peripécias que teriam os ingredientes certos para uma comédia divertidíssima. Mas não é. 




http://www.allocine.fr/


Une heure de tranquillité é a adaptação de uma peça de teatro, protagonizada por Fabrice Luchini, um actor brilhante do actual cinema francês. E um diseur incomparável. Ouvir a dicção de Fabrice Luchini é mergulhar na essência da língua francesa.

Não duvido que a peça tenha sido um sucesso, como peça de teatro. O mesmo não se pode dizer da adaptação cinematográfica. Um desastre.


As críticas, mesmo francesas, são muito negativas. Por aqui também, embora alguns pró-intelectuais do cinema de autor tente ver uma obra de arte. 

Não, não é um filme de autor. Não confundamos as pessoas, nem os conceitos.

Realizada por Patrice Leconte, a película foi filmada em cinco semanas, num só espaço e de forma cronológica. 




Une heure de tranquillité

A peça passa-se toda num salão. O filme passa-se essencialmente na grande sala, mas expande-se por diversas divisões do apartamento. E em parte, pela escadaria de acesso.

O argumento foi escrito pelo autor da peça de teatro, Florian ZellerA ideia da história ocorreu a Zeller durante umas férias com amigos, à volta de conversas e situações vividas. Que essas sim, devem ter sido espantosas de humor.






Não se deixem iludir pelo trailer. Os momentos divertidos estão no trailer, mas nenhuma surpresa durante o filme.

Passados os minutos iniciais de expectativa, tendo na memória presente Que mal fiz eu a Deus?, foi com muita paciência, por vezes impaciência, que aguardei o final. O ambiente na sala era unânime.


Filme decepcinante, para a maioria dos espectadares que sairam, com ar de enfado, a que juntaram alguns comentários desabonatórios.


O pormenor do trabalhador, na peça de teatro, um polaco, passar a português, é ridículo. Fora de qualquer contexto social actual.


Sente-se tudo com falta de espontaneidade. Actores 'ausentes', filmagem demasiado monótona. Actores como Christian Clavier, Nicole Bouquet saem desprestigiados. 
Nem Rossy de Palma, que tantas gargalhadas nos arrancava nos filmes de Pedro Almodovar põe aí um pingo do seu antigo talento.




Une heure de tranquillité

Quantoi ao album "Me, Myself and I" de Neil Youart, música e artista de jazz são pura invenção para a narrativa. Embora se oiçam sonoridades de uma melodia de jazz ao bom estilo, suponho, dos anos 50. Breves segundos de bom gosto.


Desilusão. Não gostei. E desaconselho. Vivamente.

Miosótis (pseudónimo)


fragmentos da noite com flores


12.07.2015

Copyright ©2015-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com®



Thursday, August 21, 2014

Que mal fiz eu a Deus : uma comédia francesa a não perder !




Que mal fiz eu a Deus?
Philippe Chauveron, 2014


Que mal fiz eu a Deus, tradução de Qu'est-ce qu j'ai fait au bon Dieu é uma comédia de costumes bem ao estilo francês, sobre preconceitos e expectativas sociais. Fresca, sofisticada.

Fala dos fantasmas de uma geração que se julga preparada para enfrentar a nova realidade multiracial.

Os tempos mudam, os ideais também, mas isso não significa que se aceite a mudança tão facilmente, assim, sobretudo, se se for francês. 

Uma tradicional família francesa, católica, classe média alta, com quatro filhas. Isabelle, Odile, Ségolène fazem casamentos entre-culturas com Rachid (advogado, origem argelina), David (empresário, família judaica) Chao (gestor de origem chinesa), respectivamente. 




Qu'est-ce qu'on a fait au bon Dieu
Isabelle, Odile, Ségolénne e seus maridos 
Philippe Chauveron, 2014

Claude Verneuil, um notário 'gaulliste' e Marie, sua mulher, depositam agora suas esperanças de um casamento típico francês, em sua filha Laure, que continua solteira. 

Tudo o que queriam era que suas filhas tivessem casado com um francês, católico. E como estariam felizes, se as filhas já casadas o tivessem feito.

Os Verneil ficam então encantados quando Laure anuncia que vai casar com Charles, um católico. Finalmente! 





Qu'est-ce qu'on a fait au bon Dieu
Laure, Charles, pais
Philippe Chauveron, 2014

Mas eis que Laure aparece no restaurante com Charles, africano. E aí tudo se vai complicar. Não só para o lado da família da noiva. Do lado de Charles, o pai também complicará este casamento.

Marie Verneil cai em depressão, Claude Verneil faz tudo para sabotar o casamento de Laure com Charles, encontrando um aliado inesperado. O pai de Charles.






Qu'est-ce qu'on a fait au bon Dieu
Laure na igreja com pai e sogro
Philippe Chauveron, 2014

O humor desta comédia francesa, realizada por realizador francês, Philippe de Chauveron, gira à volta dos fantasmas da xenofobia dos franceses em relação à nova geração multicultural, rindo dos estereótipos da sociedade francesa. E nisso, os realizadores franceses são deveras excepcionais.

Mas não riem só de si. Fazem neste filme divertidíssimo, a observação das diferenças culturais. E ao vê-las em conflito, compreendemos facilmente que não são só os franceses que sentem uma certa antipatia pelo desconhecido. As famílias dos 'genros' também a exprimem.




Qu'est-ce qu'on a fait au bon Dieu
Chao, David, Rachid

Os actores são todos excelentes. O casal Verneil, uma delícia! Mas os quatro 'genros' também se esmeram. A credibilidade e o empenhamento que põem na criação das personagens é sem dúvida notável.

Bom, no final, tudo acaba em bem. Depois de uma série de cenas hilariantes, estas realidades culturais, com suas tradições, maneiras diferentes de pensar, fazem um esforço par se entender. E percebem que, na verdade, a única coisa que os estava a separar eram eles próprios.





Qu'est-ce qu'on a fait au Bon Dieu?
Philippe Chauveron, 2014

Filme muito divertido, inteligente, criativo, que nunca cai no ridículo, faz-nos rir de uma ponta a outra, pelas cenas magníficas e os gags imparáveis. Não temos tempo de nos refazermos, ao ritmo alucinante com que se e seguem. 

Sai-se da sala de sorriso bem rasgado!

Sofisticado humor francês que tira partido da própria língua, exigindo assim um certo conhecimento da língua francesa 'falada', para não perder pitada das verdadeiras intenções dos diálogos, bem como dos divertidos trocadilhos semânticos.






A não perder este filme de Philippe de Chauveron. Para uma noite bem passada, de final de verão.


Um dos melhores filmes, no género, em exibição! Europeu! 





Qu'est-ce qu'on a Encore fait au Bon Dieu?
Philippe Chauveron, 2019


Está agora em exibição um segundo filme desta comédia. Que Ma Fiz Eu a Deus, Agora?, título original Qu'est-ce qu'on a Encore fait au bon Dieu? 


Fui ver. Tal como pressentira, nada melhor do que Que mal fiz eu a Deus. Estas coisas não têm hipótese de resultar. Um grande sucesso deve ficar por aí. 


Se não viram o primeiro, tudo bem! Se viram, vão ficar decepcionados. Suponho. Como eu fiquei.

Bem melhor, Ibiza (2019) com o mesmo actor, Christian Clavier e Mathilde Seigner. Acreditem!



Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da com com flores

21.08.2014

actualização 25.12.2019
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Tuesday, January 22, 2013

Seis Sessões: o filme ! A ver !






The Sessions
Ben Lewin, 2012


Há muito não escrevo sobre cinema. E todos sabem como gosto de cinema. É assim como virar-me um pouco mais sobre mim, tempos de acalmia, sentada numa sala, em contra-luz com as imagens e as histórias que saltam para o olhar em completa sincronia. Coisas que me dão prazer.
Muitos filmes em cartaz! Os Oscars estão aí! E quando é assim, de repente, os filmes sucedem-se em ritmo acelerado.

Decidi-me por The Sessions! Lera alguma coisa sobre as personagens e interpretação dos actores, sabia que contava uma história baseada em factos verídicos. 

Precisava mesmo de uma história intimista, de sentimentos, e bem contada. Gosto de filmes de afectos.

As salas de cinema andam mais vazias. É natural. Mas mesmo assim, uma plateia seleccionada e interessada. Pessoas que estavam ali para aquele filme.

Detesto entrar numa sala de multidões, muita pipoca, algum barulho. Ali não, independentemente do nível etário que era variado, todos silenciosos, expectantes, interessados.

Afinal, é para fugir do stresse diário, que sempre que posso, em final de tarde de fim-de-semana, me instalo tranquilamente num lugar silencioso em volta, recolhida, frente ao grande ecrã de som digital. Cinema é mesmo em sala de cinema. 




Seis Sessões
Ben Lewin, 2012


The Sessions, que em português foi traduzido para "Seis Sessões", (não sei muito bem qual a lógica da tradução de títulos de filmes), mas enfim, não é a mais adequada. Pode induzir em erro, porque na realidade não é bem assim. Deixarei que entendam quando forem ver. Aconselho vivamente.

O filme apareceu no Sundance Film Festival (2012) e arrebatou alguns prémios. Se não viu The Sessions, não deixe de ver.

Pelo trailer que vira há umas semanas, fui remetida para dois outros filmes, franceses por sinal, realizados por autores diversos. Intouchables (2011) que no nosso país saiu com o título "Amigos Inseparáveis" com os excelentes actores François Cluzet e Omar Sy e um outro menos recente (2007) mas inolvidável Le Scaphandre et le Papillon com Mathieu Amalric.

Voltemos entáo a The Sessions:

Mark O'Brien (personagem real) interpretada por John Hawkes é um escritor, poeta e cronista, profundamente católico que, ainda criança, contraira poliomielite. Devido à doença, perdeu os movimentos do corpo, com excepção dos da cabeça. Decide tirar um curso universitário. No entanto, tem  uma vida repleta de limitações, entre elas a de sair de sua própria casa, seus pulmões não aguentariam trabalhar sozinhos mais do que três, quatro horas. Daí viver entre uma maca e um aparelho apelidado de "pulmão de aço". 




Cheryl Green | Helen Hunt
The Sessions
Ben Lewin, 2012

É neste mundo limitado que Mark procura uma terapeuta de sexo (Helen Hunt) e contrata seis sessões de terapia sexual.

E aqui começou a minha dúvida. Como falar ou escrever sobre um filme que fala de sexo sem ser vulgar, perguntava-me! Mas o filme não fala de sexo. E muito menos de sexo vulgar. Fala de afectos.

Pois bem, The Sessions, é um filme feito de sentimentos, e consegue responder à questão, de uma forma natural, com momentos de terno humor, e sem falsos preconceitos. 

Um padre, Father Brendan (William H. Macy), surge também no filme, como a voz de uma consciência 'avaliadora' dos actos e pensamentos de Mark. Uma voz humanizada de um elemento da religião católica que gostei profundamente de ver. E com um bom sentido de humor.




Father Brendan (William H. Macy)
& Mark O'Brien (John Hawkes)
The Sessions
Ben Lewin, 2912

Mark passa os dias entre o trabalho em casa e as visitas à igreja Aí conversa com o padre Brendan (William H. Macy), seu amigo pessoal. Sentindo-se incompleto por desconhecer o sexo, Mark decide finalmente passar por uma terapeuta sexual. Cheryl Cohen Greene (Helen Hunt) é uma especialista em exercícios de consciência corporal, que o vai ajudar a conhecer melhor o seu corpo e a despertar para sensações.






Cheryl Greene (Helen Hunt
& Mark O'Brien (John Hawkes)
The Sessions
Ben Lewin, 2012

Um filme onde o sexo é ou parece ser o tema central, mas desengane-se. É muito mais do que isso. É uma história de vida, em que o sexo entra, normal, e é tratado de uma forma tão natural, tão carinhosa e doce, como raramente se tem oportunidade de ver.





Cheryl Greene (Helen Hunt
& Mark O'Brien (John Hawkes)
The Sessions
Ben Lewin, 2012


A história da vida de Mark O'Brien é profundamente comovente e, ao mesmo tempo, surpreendentemente divertida. Um homem que contraira poliomielite quando criança, ficando paralisado dos músculos, e que aos 38 anos, decide perder a virgindade.

Mas enquanto as sessões decorrem, vemos que não era só sexo que Mark procurava. Sexo é apenas o começo para o afecto que ele não tinha. Mark busca acima de tudo uma ligação emocional. Este foi provavelmente um dos aspectos mais significativos da sua vida.


A história real do jornalista e poeta Mark O'Brien, é poderosa, comovente e por vezes, extremamente divertida.

Helen Hunt e John Hawkes são dois actores brilhantes que concedem à história a naturalidade necessária e encantadora de um filme de afectos. Uma história de vida.

Hawkes (Mark O'Brien) acabou por confessar que desempenhar uma personagem com tantas restrições físicas o intimidara. 

"Mas a personagem é tão humana, tão cheia de vida, tão engraçada - irresistível  na realidade."


A já premiada actriz Helen Hunt desempenha a personagem Cheryl, a  terapeuta de sexo. Confesso que não sabia da existência desta profissão. 

A qualidade de sua actuação é tão convincente que está nomeada pela Academia para 'Melhor Actriz'.

É surpreendente que John Hawkes não tenha também sido nomeado para 'Melhor Actor' pela sua fantástica interpretação.






O filme é baseado no artigo escrito por Mark O'Brien intitulado "On Seeing a Sex Surrogate.

Uma história linda, comovente, luminosa, e cheia de humor, interpretada por dois belíssimos actores. O filme é realizado por Michael Lewin

Uma excelente banda sonora que não se sobrepõe à história, permanece discreta, mas interessante.

 
"It's a rare film that emphasises sex and disability, while accepting that they're a normal part of life."

Nicholas Barber, The Independent

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores

21.01.2013
actualizado 30.06.2024
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