Sunday, August 22, 2010

Jardins... com corpo e alma



http://www.elle.fr/


Não vai há muito tempo que falei de uma iniciativa em França que levava à fruição de jardins e espaços verdes de um modo inovador! 

Pois desta vez descobri que na localidade de Chaumont-sur-Loire está a decorrer o "19e Festival International des Jardins", até 19 Outubro, sob a temática "Jardins corps et âme

Corpo, alma, razão já os cantei,
estreme  e  sem me isentar em pseudónimos.
Antífrases de mim as assinei.
Contrários indaguei: eram sinónimos, (...)

Natália Correia, O Espírito é tão real como uma Árvore
in Inéditos (1976-1979)
Banco de Poesia, Casa Fernando Pessoa

Deixo a descrição na língua original, para que nada se perca do encantamento:
"À Chaumomt-sur-Loire on est loin des parterres de tulipes et de bégonias ! Un piano est planté au milieu d’un champ de pavots, hommage à Billie Holiday, dont la voix surgit comme par magie de l’instrument. Un ange passe… On sautille sur les souches d’arbres bleues et rouges imaginées par le chorégraphe Benjamin Millepied, on fait un voeu en accrochant à un bambou un ruban de couleur, et, le dimanche, on termine avec un four o’clock tea, abrités derrière un mur de tasses en porcelaine. Une vraie promenade arty green. "


Digam lá! Quanta poesia!! Um piano no meio de um campo de papoilas dormideiras, e ouvindo a voz de Billie Holiday... como por magia?!

Acrescento alguns títulos temáticos que exaltam o corpo e a alma, como " Un divan  au Japon", "L'Arbre à prières", "Cupidon s'en fout", "Bon thé, bon genre"... inspiradores!




Só pelo vídeo, uma vontade imensa de partilhar de tais instantes! E servirem-me uma tisana no meio desta paisagem!

Acresce dizer que durante todo o verão o Domaine de Chaumont convidou vários artistas para este "Festival International des Jardins".

Anne et Patrick Poirier, dois dos artistas convidados, espalharam por aqui e por ali as suas obras como se fossem fragmentos poéticos de uma história que o visitante-espectador pode inventar...






Eu adoraria passear-me nestes espaços cheios de fragrâncias frescas, ornamentados poeticamente como que por encanto com a magia da música e outras artes! O aquietamento perfeito para a alma e para o corpo. 

Fui criança, indo por um carreiro,
a caminho do mar, mão na outra mão,
entre árvores, pedras, insectos e aves.
moda a Natureza me coube nas pupilas,
mestra de sentimentos , e eu discípula. [...]

Fiama Hasse Pais Brandão, Fui criança indo por um carreiro
in Elegíacos, 
Banco de Poesia, Casa Fernando Pessoa


Miosótis (pseudónimo)
Fragmentos da tarde com flores em espaços soltos

22.08.10
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Crédits: video MyTF1


Thursday, August 05, 2010

Marylin Monroe: um tributo






Marylin Monroe
credits: Milton H. Green/ Archive Images, 1954

Faz hoje 48 anos que Marylin Monroe foi encontrada morta em sua casa. Nunca se soube verdadeiramente as razões da sua morte. Mas, sem sombra de dúvida que a diva se perdeu nos meandros da fama que fez dela o mito da sex symbol do séc. XX. 

Uma mulher lindíssima que personificou o glamour dos anos 50 de Hollywood.

Suponho que Marylin era muito mais do que a beleza vazia de conteúdos que os produtores de cinema fizeram dela. Mas a fama tem um preço. E o seu foi muito trágico.

Lutou deseperadamente por um lugar mais meritório onde a sua inteligência pudesse minimamente brilhar, mas não lhe foi dado esse direito.





Marylin Monroe
credits: Getty Images

Hollywood ironizou  dos seus esforços para se tornar uma actriz dramática. Mas ainda assim, casou com um dos grandes dramaturgos norte americanos, Arthur MillerPulitzer Prize. Outros intelectuais lutaram ao lado de Marylin, e elogiaram seus talentos. 

Surpreendeu, muitas vezes, a imprensa com observações assertivas e comentários plenos de espírito e humor.





                             
           Marylin Monroe
credits: Milton H. Green/ Archive Images, 1954   

Se olharmos bem fundo na expressão do seu olhar, nesta foto, facilmente identificaremos um sentimento de profunda perda, de quase devastação interior. 

Um misto de beleza, inocência, sensualidade, e muita vulnerabilidade fizeram desta mulher uma figura iconográfica que Andy Warhol imortalizou Marylin





Turquoise Marylin Monroe
Andy Warhol (1962)

Andy Warhol pintou várias versões de Marilyn Monroe, usando diferentes cores, tamanhos e formatos.

Baseou-se numa fotografia do último filme de Marylin e criou-o depois da morte da actriz, no mesmo ano. 

O, Time
Be Kind
Help this weary being
To forget what is sad to remember
Loose my loneliness,
Ease my mind,
While you eat my flesh.

Marylin Monroe (poetry)


Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores
 
05.08.2010
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