Showing posts with label yoga. Show all posts
Showing posts with label yoga. Show all posts

Thursday, June 11, 2020

Yoga, filosofia ancestral






via Casa da Alma
''A espiritualidade não vem da religião.
Vem da nossa alma.''
🌈🙏 


 "Yoga does not transform the way we see things, it transforms the person who sees."

B.K.S. Iyengar

O Dia Mundial do Yoga celebra-se este mês, a 21 de Junho. A palavra Yoga significa união.

Tranquilidade, sintonia corpo e alma, bem estar infindável, associado a uma respiração fluida. Pranayama.
A união estabelece-se entre a alma individual e a alma universal. Tentamos ir de encontro, buscando no nosso íntimo, o divino que há em nós.






"O primeiro dos bens, depois da saúde, é a paz interior."

François La Rochefoucauld
O Yoga é uma filosofia ancestral que teve origem há 5,000 anos na India. Trabalha corpo, mente e espírito. 

A prática do Yoga potencializa o equilíbrio, a força, purificação física e energética, flexibilidade muscular e articular, concentração, foco e equilíbrio emocional, potencializado pela meditação.


E foi a prática que me levou a um grupo de yoga ao ar livre. Pessoas que não conhecia, sem ligações a nenhum dos elementos. Muito menos ao casal dinamizador das sessões e sua filha, 4 anos, Alma. Supunha eu...

Que me teria levado até eles? O acaso. Mas há acasos? Não. Acho que não. A lei da atracção da universalidade da alma 'humana'. Talvez.

Se o yoga leva ao crescimento da nossa consciência. E é um caminho de auto-conhecimento cujo destino é a união com tudo e todos. Aqui estava o acaso.

O yogi, vim a saber depois, é amigo de um familiar próximo. A yogy, filha de uma colega de curso da faculdade que deixara de ver há muitos anos, após terminarmos o curso. E Alma, a pequenina yogy que participava à sua maneira, das nossas práticas, seguindo os pais, sua neta.

Soube desta ligação há um ano, em reencontro de celebração aniversário de final de curso. Matilde com quem pouco contacto tivera, durante o curso, passou a ligar-me quase diariamente. Compreendi o que nos uniu naquele momento da vida. Um mês depois. Matilde, avó de Alma morreu. Faz um ano. 

Om Shanti! 
Sanskrit: ॐ संस्कृतम्

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores para Matilde

11.06.2020
Copyright ©2020-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com

Sunday, September 17, 2017

Um dia de domingo em Setembro







E voltou Setembro. Despeço-me com tristeza do verão. A minha estação favorita. Não aprecio o Outono, apesar das tonalidades lindas que nos traz. 

As manhãs estão muito mais frescas, embora o solinho ainda ande por aqui. As noites já pedem um agasalho.

De manhã, acordei com a ideia de dar um passeio, mas ao sair para a varanda, um arrepio me percorreu. Que frio! Nem pensar em tomar pequeno almoço na varanda, como me habituara.

Voltei para dentro. Preparei alguma fruta. E fiz então uma curta prática de Ashtanga yoga.

Sinto-me bem logo pela manhã a praticar yoga. Aproximo-me da janela. Abro-a. Respiro profundamente. Inspiro, expiro com lentidão. Fecho os olhos, deixo o pensamento passar sem o deter. Até que ele quase se esfuma.

Medito um pouco, conecto-me comigo, com a minha respiração. Então numa das dessas inspirações, dei comigo a ter consciência da enorme gratidão pelo momento.

Gratidão por poder respirar. Gratidão por ter saúde. Gratidão por poder observar as manhãs. 

Gratidão, por ver o sol no céu dando inicio a mais um dia. Dando inicio a mais uma oportunidade de Ser.  

Gratidão por ter Tempo. Gratidão por poder sentir o calor do sol, mesmo que mais ténue. Gratidão por poder observar as gaivotas que definitivamente vêm fazer seus ninhos na cidade, nos nossos telhados. Os pássaros voltam ao entardecer. E â noite ouvem-se entre o arvoredo.

Ao longo dos dois últimos meses assisti ao nascer, crescer, aprender a voar de duas crias de gaivota. Um casal de gaivotas veio aqui poisar seu ninho. Os filhotes ganharam asas para a liberdade, mesmo em frente aos meus olhos. Gratidão por ver. Eram o meu bom dia! 

Até que quase no final de Agosto, tomaram o rumo da liberdade. Fiquei grata por elas.

E depois sim. Preparei pequeno almoço, primeiro ritual, fruta. Enquanto se prepara a máquina para um bom café. Bom, o aroma do café que perdura. 

Sentei-me a degustar o meu pequeno almoço. Enquanto isso, fui passando os olhos por algumas redes sociais. Ler notícias do dia. E visitar alguns amigos virtuais ou não. Fiz zapping por alguns instantes.

E andei por aí. Agora no final de tarde, com o sol a entrar pela janela virada para o arvoredo que persiste e bem, reflicto.

Por vezes, queremos muito algo, ficamos presos a isso. E não nos apercebemos que a vida nos traz muitas outras coisas. Aprendi isso e cada vez mais, nestes últimos dois anos. 

A perda de familiares, de amigos, em circunstâncias dolorosas me fizeram tomar a vida de outro jeito.

A alegria de encontrar um grupo de prática de Ashtanga yoga ao ar livre num jardim público, onde reinava a serenidade e o arvoredo entre pássaros e pavões, trouxe-me a cura energética que parecisava, depois daquele triste acontecimento de Julho. 

Fiquei grata ao grupo, à oportunidade que me foi dada de o encontrar, de partilhar momentos de muita serenidade, bem estar, paz.

Se confiarmos no Universo, as coisas que se cruzam no nosso caminho, são sempre melhores do que pensámos! 

Aceito as leis do Universo. Aceito que existe um plano maior para nós. E deixo fluir a Vida e o que ela te traz no momento.

"A vida não está por ordem alfabética como há quem julgue. Surge... ora aqui, ora ali, como muito bem entende, são miga­lhas, o problema depois é juntá-las, é esse montinho de areia, e este grão que grão sustém?"

António Tabuchi, Tristano Muore, 2004

Miosótis (pseudónimo)

16.09-2017
Copyright ©2017-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com®

Wednesday, September 14, 2005

Meditação : Outono






credits: Yoga Vidya


Pela manhã, percorro o caminho solitariamente. Cada espaço envolve a minha consciência e transforma minhas emoções em pequenas partículas de raios de sol timidos, suaves, que se escondem na mancha azul desbotada, mesclada de nuvens de algodão, dando início a uma nova estação. A Natureza prepara-se para hibernar. Outono adentra-se.


Ao final do dia, na minha prática de yoga em grupo, sento-me de frente para os pequenos postigos semi-abertos de uma cave, virada para o arvoredo de um quintal. Recolho-me. Poiso o meu olhar transparente nesses minúsculos retalhos de verde, antes de me afastar. Cerro os olhos. O verde continua lá, no meu pensamento.

Um verde que já não é tão alegre. Mais suave. Começam a aparecer os cambiantes de amarelo e castanho.


Os sons da prática entram, trazidos pelo cântico da brisa, doces, em final de tarde, acompanhados de aromas de eternidade.


O Outono prepara seu manto para recolher os seres mais delicados. 


Miosótis (pseudónimo)


fragmentos da noite com flores

14.09.2005

Copyright ©2005-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com