Sunday, August 13, 2006

Leituras em azul indigo



Templo Poseidon/Atenas
Fotografia: Aris Messinis/AFP
http://news.yahoo.com/photos


O azul indigo tem uma simbólica que gostaria de referir com esta citação:

Think of me. I am the colour of silence. You hardly notice me, but without me you all become superficial. I represent thought and reflection, twilight and deep water. You need me for balance and contrast, for prayer and inner peace.

(autor desconhecido)

Talvez seja por estar em fase azul indigo que me impeço de escrever sobre meus sentires.


Deixo pequenos excertos de leituras feitas, outras iniciadas. Espero que possam fruir, tendo por imagem de fundo esta fabulosa panorâmica. Cativou-me pelo tom do azul em noite de lua cheia.

"O olfacto podia ser a terceira frente, a fronteira desconhecida para atacar o modo de entrar no subconsciente das pessoas sem que elas dêem por isso. Mais poderoso do que as palavras ou imagens, desconhecido, inexplorado, diferente."

Radhika Jha, Aroma
Publicações Dom Quixote, 2001

"Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para vos tirar do lugar onde estão. Sonhem com as estrelas para que possam pisar pelo menos a Lua. Sonhem com a Lua para que possam pisar pelo menos os altos montes. Sonhem com os altos montes para que possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações."

Augusto Cury, Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes
Editora Pergaminho Lda., 2006

"A Irlanda é um país de poetas e de lendas, de sonhadores e rebeldes. E a música envolve todos por completo. São melodias para dançar ou chorar, para a batalha ou para o amor. Em tempos antigos, os harpistas viajavam de um lugar para outro, (...) Os harpistas e os seanachais - os contadores de histórias - eram bem recebidos por toda a parte, [...]. O dom que espalhavam pela Irlanda era sempre apreciado, mesmo nos palácios do mundo das fadas, sob as verdes colinas.

(...)
pegou numa partitura e sentou-se ao piano. Com alguma dificuldade, mordendo o lábio, encontrou o dó médio no meio do teclado. Lentamente começou a tocar, uma nota de cada vez.

Era adorável, é claro. Tudo o que Shawn compunha era lindo. (...) Ele acrescentara palavras àquela melodia, como fazia com frequência. Brenna limpou a garganta e tentou adaptar a voz a cada nota.

À noite, quando estou sozinho e a lua derrama
as suas lágrimas,
sei que o mundo voltaria a ser maravilhoso
se estivesses aqui.
Sem ti, o meu coração fica vazio,
apenas com a lembrança que guarda.
Tu só tu existes dentro de mim, à noite,
quando a lua chora.

Brenna parou. Suspirou já que não havia ninguém que a ouvisse. As canções de Shawn deixavam-na sempre comovida, mas desta vez era um pouco mais profundo. E um pouco mais genuíno.
Lágrimas da lua pensou ela. Pérolas para Lady Gwen. Um amor que pedia mas que não podia ser atendido."

Nora Roberts, As Lágrimas da Lua
Saída de Emergência, Edições Fio da Navalha, 2006


"Não chegara ainda à adolescência, quando o Papagaio Verde adoeceu, (...) 
Um dia, quando arquejante da rua e das escadas, cheguei à varanda e o Papagaio Verde estava inerte, (...) Levei-o para a sala, deitei-o nas almofadas, puxei a cadeira para junto do piano, e, enquanto com os dedos da mão esquerda lhe apertava a pata, toquei só com a direita a música de que ele mais gostava. As lágrimas embaciavam-me as teclas, não me deixando ver distintamente. Senti que os dedos dele apertavam os meus."

Jorge de Sena, Homenagem ao Papagaio Verde e outros contos
Público, 2004

" - Mais uma metáfora - alvitro eu.
- Exactamente. Uma recíproca metáfora. As coisas no exterior são projecções do que tens dentro de ti, e o que tens dentro de ti é uma projecção do que te rodeia. Por isso, quando entras no labirinto exterior que te cerca, estás ao mesmo tempo a penetrar no teu labirinto interior. Uma odisseia perigosa, sem sombra de dúvida."

Haruki Murakami, Kafka à beira-mar
Casa das Letras/Editoral Notícias, 2006


Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores, som de Eliane Elias, Time alone, Dreamer, BMG Music, 2004


15.08.2006

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Wednesday, August 09, 2006

Hiroshima : tributo






créditos: Kyodo News/AP

http://news.yahoo.com/photos



Rosa de Hiroshima

Pensem nas crianças

Mudas telepáticas

Pensem nas meninas

Cegas inexatas

Pensem nas mulheres

Rosas alteradas

Pensem nas feridas

Como rosas cálidas

Mas, oh não se esqueçam

Da rosa da rosa

Da rosa de Hiroshima

A rosa hereditária

A rosa radioativa

Estúpida e inválida

A rosa com cirrose

A anti-rosa atômica

Sem cor, sem perfume

Sem rosa, sem nada

Vinicius de Moraes | Gerson Conrad



A luz. A luz! Continuo a acreditar no inefável poder da luz, como 're'encaminhadora da Humanidade.



Miosótis (pseudónimo)


fragmentos da noite com flores, ao som de Rosa de Hiroshima, Ney Matogrosso - ao vivo - USM, 2004

9.08.2006
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Thursday, August 03, 2006

A Casa do Lago : um filme sempre revisitado !









Sandra Bullock
The Lake House (2006)
https://www.imdb.com/


"How do you hold on to someone you never met?"


Apesar das críticas negativas, eu não reneguei os princípios que me levam a escolher um filme. As minhas próprias preferências. E a minha subjectividade.





The Lake House 
Alejandro Agresti (2006)
https://www.imdb.com/

Dois actores que muito aprecio, Sandra Bullock e Keanu Reeves. O realizador Alejandro Agresti não me dizia assim tanto. Mas a história parecia-me mais do que uma simples história de amor.

Li há pouco tempo que se trata de um remake de um filme coreano Il Mare (2000)

Vira a apresentação dest novo filme. Algo me tocou de imediato. O encantamento! E decidi ir vê-lo ao cinema. Como sempre, ao final da tarde de sábado.





Sandra Bullock & Keanu Reeves
A Casa do Lago | The Lake House (2006)

Duas pessoas, uma médica e um arquitecto correspondem-se e comunicam de uma forma diferente. Duas vidas intercruzadas num assomo do destino, dois sentires que pulsam em ritmo igual, embora em tempos cruelmente desfazados.

- What day is it there?

-
April 14, 2004

- No! It's April 14, 2006


Através de uma correspondência mágica, via caixa de correio da Casa da Lago /The Lake Houseum espaço de conexão extraordinário, sem limites nem barreiras do verosímel... ou não.

Nem tudo é palpável. Há sentimentos que ultrapassam a ideia terrena.





Sandra Bullock & Keanu Reeves
A Casa do Lago | The Lake House (2006)

Kate e Alex habitam-na, com dois anos de distanciamento. Espaços percorridos em sintonia de sentires. Pequenos gestos, afectos mútuos, sedutores momentos.

- I'm sometimes feel as I'm invisible. As no one can see me at all.

- I never felt that way when I lived at Lake House. I'ts the only place I felt most as my trueself.(...)

Kate e Alex confiam-se na mais infindável intimidade. A da alma. Segredos, sonhos, dúvidas, paralela solidão. 





Sandra Bullock & Keanu Reeves
A Casa do Lago | The Lake House (2006)

E apaixonam-se. Não uma paixão só física, palpável. A paixão da essência que de cada de um se desprende - fragrâncias d'alma - numa extraordinária, inexplicável e linda afectividade, que aos olhos da maioria, soará irreal.

- You have a girlfriend?

- Oh! You'll think I'm crazy. It's more real to me anything I never knew...





Sandra Bullock & Keanu Reeves
A Casa do Lago | The Lake House (2006)


Tenho uma filosofia muito própria, partilhada por alguns outros seres. Comungo do sentimento forte e profundo que atravessamos várias vidas. E que há espaços que já vimos, seres com quem já nos cruzámos e de quem indubitavelmente nunca nos separaremos até ao [re]encontro.

- It's a kind of a long distance relationship...

Poderia aqui deixar a minha perspectiva sobre este afecto não materializado, mas vivenciado tão intensamente por dois seres que se conhecem, se sentem mutuamente nos ínfimos recantos d'alma, e se desencontram tragicamente- Ou não!?


Deixo isso para os que quiseram ver o filme...







No final, as luzes da sala iluminaram o espaço. Mas, permaneci no meu lugar por algum tempo. E como eu, outras pessoas. Tocados pelo mistério do invisível? Recolhidos na partilha com seres que cruzaram nossas vidas e que naquele momento ali estiveram?

Um sentimento de nostalgia ficou.

- How is your sunset?

- It's perfect!

- I wish you were here to share it with me...





Sandra Bullock 
A Casa do Lago | The Lake House (2006)


Hoje, ao fazer zapping, vi que a AXN transmitia as primeiras imagens. Afundei-me de imediato no sofá. Mais uma vez. Fiquei, até final. 

Revisitei com ternura, e uma certa nostalgia. Romântica? Um pouco. 


Miosótis (pseudónimo)



fragmentos da noite com flores, som de Somewhere Only We Know, Keane, 2004

3.08.2006

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actualizado: 25.06.2023


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Sunday, July 30, 2006

Que haya paz...






via Momentos únicos



Paz?

No, ni la menor idea

No conocemos.

Ah, si, una ciudad de Bolivia - La Paz.

Otra paz no, no sabemos.

Ah, claro, un cantante - Paz Martinez.

Otra paz, difícil.

Puede ser una actriz española, que hace películas in Hollywood, Paz Vega.

Si no un libro - " la guerra y la paz" de Léon Tolstoi

A lo mejor una marca de pipas, Pipa de La Paz.

No sabemos.

Ah, si, un slogan Love and peace. A veces se lo imprime en las remeras.

O un premio que si entrega anualmente, el Premio Nobel de la Paz.

Paz no, no la vemos.

Puede se algo q algunas veces en alguns lados.

Durante un tiempo determinado.

Pero tampoco por mucho tiempo.

Logo de pronto se perde. Después se gana y después se pierde.

Y de novo.

Lo que no se encuentra salvo que se busque.

Lo que no se busca tanto.

Algo así. No sabemos bien de la paz.

Ah claro, un tema de John Lennon, Give peace a chance.

O será un cárcel, en la Argentina, en el penal de Marcos Paz?

Otra paz no, no se nos ocurre.

Puede ser la Avenida General Paz.

Ah, no, una inscripción que se lee en las tumbas: " Que en paz descanse "!

Paz? La palabra nos suena, pero no sabemos.

No sabemos cómo se hace.

Deve dar demasiado trabajo.

Ni la menor idea de cómo conseguirla.

Parece que no importa tanto.

Si está, bien, y si no tambien.

Paz? Ah si, un poeta mexicano Octavio Paz.

Ah no, una cancion de navidad, " Noche de paz".

Puede ser una ciudad de una provincia argentina, Villa Carlos Paz.

O un son, el "en son de paz".

O un periodista chileno, Sergio Paz.

Claro, un poema de Amado Nervo " En paz" !

Ah lo mejor un club de golf, en California, La Paz Golf Club.

Entonces un día de septiembre, el Día Internacional de la Paz.

No queda otra: un río de Guatemala, el río Paz.

O la calle Ciudad de la Paz.

Y si no, no sabemos.

No será "pal" con "l" del sistema Pal; o "par", o en todo caso "pan", o "pack",

o "pay", o "paf"?

No será "Zap", un programa de televisión argentino de unos años atrás?

Tampoco "pez" con "e"?

"Paz" así como suena, no, no la ubicamos.

No se hoy mucho hablar de ella.

No hay ni notícias de ella por el momento.

No se sabe nada.

Se complica conorcela.

Quizá más adelante.

"Paz" assí como suena.

Paz?

Ah, paz, ahora si.

Eso que no existe en el mundo.

Claro, exactamente eso.

Lo que no existe en el mundo.

O que existe, en sueños.

En sueños.

Eso, la paz.


Mex Urtizberea, Autor (?)*

in jornal argentino La Nacion


Miosótis (pseudónimo)


fragmentos da noite com flores, ao som de La Cathrédale Engloutie, Claude Achille Debussy, piano Ronan O'Hara, colecção Royal Philarmonic, Público, 2005

29.07.2006

actualizado 01.11.2025
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*Nota: Foi o acaso (?) este texto vir ao meu encontro. Simplicidade aparente, mas grande sabedoria.

Nele está a amargura ou cepticismo, como queiramos entender, do ser que já não acredita na paz, e através de jogos de palavras ou referências culturais - sempre partindo da palavra "paz" - alerta a Humanidade para os caminhos quase irreversíveis!

Não resisti em publicá-lo! Certamente foi para isso o acaso.


Reflexão. É preciso olhar a realidade! Pequenos actos podem levar a grandes acções.


Friday, July 21, 2006

Fragmentos da noite com flores : um ano








A Verdade

Tu és bonita.

Tu és feita de sol.

Eu amo-te.


José Luís Peixoto, A Casa, a Escuridão, Temas & Debates, 1ª ed. Outubro de 2002


Um ano passou, desde a noite de 21 de Julho 2005 em que iniciei este meu espaço mais intimista. E foi assim...

Fiquei preso a ti pelos teus olhos doces, um pouco tristes, pelo teu sorriso do tamanho do mundo. 

Pedro Paixão, Ladrão de Fogo, Prime Books, 1ª ed., Abril 2005

Do mesmo livro, retirei a inspiração para a frase de apresentação que escrevi. Corresponde ao que pretendia e continuo a querer passar de mim.

Atravessava um desespero feito de mágoas que deixaram marcas desalentadas na alma.

Um ser que amava partiu em grande sofrimento, apesar da luta guerreira que travei para o agarrar à vida. Não quis! Desistiu. E, no entanto, fora um inigualável lutador toda a sua vida!

Um amor verdadeiro, sereno, infinito, escrito na memória dos tempos afastava-se. Aí, parei! Deixei de escrever. Calei.

Sofri em mim, comigo passearam , à beira ouvida do mar, os desassossegos de todos os tempos. O que os homens quiseram e não fizeram, o que mataram fazendo-o, o que as almas foram e ninguém disse - de tudo isto se formou a alma sensível com que passeei de noite à beira-mar.


Bernardo Soares, O Livro do Desassossego, ed Ática, 1ª ed., 1982

Até que de mansinho, com a lentidão própria das almas recatadas, fui escrevendo alguns sentires.

Guardo a minha privacidade, bem precioso! É a minha essência! Não quero abrir mão.

Vamos deixando palavras que escolhemos para escrever, excertos que seleccionamos para exprimir alguns estados d'alma, imagens que visualizam a sensibilidade que nos toca. Deixamos, sem querer, passar pequenas résteas do que somos e do que sentimos.

São as impresssões digitais feitas de centelhas de sentimentos, afectos que teimamos resguardar, mas a força maior emanada da luz interior faz-nos soltar reflexos das fragrâncias do ser que somos. 

Transmitem a inteligência, as vivências, os afectos, mesmo que transfigurados. E, como tal, seja qual for a época e as circunstâncias, o importante é o pensamento que se solta, que reflecte a personalidade do ser.


Certo é. Não tento ser ou mostrar-me diferente do que sou, não forjei um arquétipo para fazer sonhar quem passa.

Tudo o que deixei entrever, eu Sou!

Vivo de utopias sim! E sou sempre eu, apesar das travessias de desertos. Longos.



Mesmo sabendo que o mundo acabaria amanhã, plantaria hoje a minha macieira.

Lutero, Sonhar! Ter fé! Helen Exley Giftbook, Editorial Estampa, 2002


Não quero terminar sem agradecer from the bottom of my heart a todos aqueles que poisaram palavras e o olhar em "fragmentos da noite com flores"


aos que deixaram suas pegadas ou não


aos que me dedicaram palavras de beleza sem par porque brotadas da alma


aos que me acolheram carinhosamente em seus espaços


aos que me amam sem me conhecerem nos caminhos que percorro


ao ser que é a sombra de meu ser e que afectuosamente vem, de vez em quando, poisar 
versos, escritos nos silêncios das noites lua de prata


O amor é uma companhia.

Já não sei andar só pelos caminhos,

porque já não posso andar só.
(...)

Alberto Caeiro, O amor é uma companhia, O Pastor Amoroso
, 10-07-1937


Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores, um ano, ao som de Ben Webster, Tenderly, Jazz Ballads, Membran Musics Ltd., 2004

21.07.2006

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Tuesday, July 18, 2006

Shadow of a woman





créditos: Filippo Monteforte/APF
http://news.yahoo.com/photos


Não te prendas à respiração,

ao contar do pulso, às pequenas matemáticas de que

o tempo do homem depende. A memória que deixares

está para além dele; e algo de ti permanecerá,

mesmo que o não saibas, nalgum canto secreto,

no riso ou no choro de quem te lembrar.
(...)

Nuno Júdice, O amor eterno, Cartografia de Emoções
Publicações Dom Quixote, 1ª ed., 2001


Sombras

Os dias de sonho desvaneceram-se!

Houve tempo de paisagens pintadas

em tons de afectos doces, serenos

E o coração esvoaçava solto e feliz.


Momentos partilhados,

intimidade desenhada em tons puros

sem laivos de incertezas.


Trocavam sorrisos leves

o prazer feito delícia

de sentimentos em uníssono.

E bastava o esboçar de um olhar

para o outro pressentir a alma

a chama íntima, quase cândida

de gestos límpidos quase étereos

sentidos à flor da pele

com dedos inundados de ternura.


Como pássaros soltos,

seguiam-se a cada instante

juntos enfrentavam

as nuvens, os ventos, as litanias

e com o brilho do sol posto

rumavam ao luar, acreditando

que a vida lhes permitiria

ficar juntos enraizados.


Miosótis (pseudónimo)

©texto original sob mote de Nuno Júdice

fragmentos da noite com flores, som One U2 features Mary J Blige

18.07.2006

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Thursday, July 13, 2006

Emoções: as flores de Bach





Flores de Bach
http://www.biocyber.com.mx

"Se llaman flores de Bach a serie de 38 essencias naturales extraidas de flores silvestres de la région de Gales en la Gran Bretaña, cuyas propriedades curativas fueran descubiertas por el médico galés Edward Bach entre los años 1923 a 1946. A esta serie de remedios son usados en la Terapia de las emociones." (...)

flores de Bach

Movia-me a curiosidade! Estariam estas flores associadas ao compositor?

E o que encontrei foram perfumes de flores silvestres! Em número de trinta oito essências, segu
ndo Edward Bach (1886-1936), médico, bacteriólogo, homeópata e investigador, que encontrou a terapia baseada em remédios florais.

Veio-me então ao pensamento a frase de uma lenda ligada a Isabel, rainha de Portugal, mulher do rei português D. Dinis: - São flores, senhor...

Minh'alma ficou presa nas paisagens interiores e no afago suavizado das pétalas que libertam serenidade.

Aspergi meus sentimentos translúcidos, tranquilizei um pouco meus desassossegos!


Quanta magia se desprenderá desta terapia de essências das flores de Bach? 

Fragrâncias remisturadas de aromas e sentires, flutuando na brisa sedutora das emoções.

E que momentos de bem estar intimista poderão despertar? Segredos...

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores, voz de Enya, If I could be where you are, Warner Music UK ltd, 2005


13.07.2006
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Sunday, July 09, 2006

The King of Blues : B.B. King !






créditos: Fabrice Coffrini/AFP


40º Festival de Jazz de Montreux 2006
via Yahoo.News


"BB King and his guitar Lucille, on a final tour in Europe, has bid an emotinal farewell to fans at the Montreux Jazz Festival, where the "King of Blues" has performed for more than 20 years."

Copyright 2006 Reuters


Sem dúvida o maior in the blues, BB King ao vivo no 40th Montreux Festival, um dos festivais mais referenciados do mundo da música de jazz... e não só!

Montreux Jazz Festival começou em 30 de Junho 2006. Prolongar-se-à até 15 de Julho 2006!

A programação é vasta e muito variada. Ao longo de 16 dias desfilarão nomes como
Deep Purple, BB King, Sting, Santana, Diane Krall e muitos outros.


Nos palcos do auditório Stravinsky, Casino e Miles Daves Hall, vários estilos de música: electrónica, classic rock, MTB, reggae, pop e claro, jazz! 





BB King & Claude Nobs

B.B. King, o rei do Blues com 80 anos, apresentou-se no dia 3 Julho, no auditório Stravinsky - A Night with BB King & Friends.

Sem dúvida, deve ter sido uma noite inolvidável, em sons in blues.

Um concerto memorável como este - B.B. King anunciou ser esta a sua última tournée à Europa - merecia ser transmitido para que todos os apreciadores do rythm & blues fruissem de momentos em que a beleza musical, impregnada de mística afectiva pairaram nos palcos de Montreux!

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores, ao som da voz de Elis Regina, tão aclamada no Festival Jazz Montreux, 1982, tema Folhas Secas.

11.07.2006


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Tuesday, July 04, 2006

Paixão ...





créditos: Firdia Lisnawati/AP
via Yakoo photos




O Mar


De todos os cantos do mundo

Amo com um amor mais forte e mais profundo

Aquela praia extasiada e nua

Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.



Sophia de Mello Breyner Andresen, Signo, 1994


Miosótis (pseudónimo)


fragmentos da noite com o mar nos olhos, ao som de Ben Webster, You're Mine, You!, Jazz Ballads, Membran Music Ltd. 2004

04.07.2006

actualizado 28.04.2026

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Sunday, June 25, 2006

Figura de Mulher





crédtios: http://www.artwanted.com



Aonde te escondeste

Amado, e me deixaste soluçando?

Como o servo correste,

Ferida me deixando;

Tinhas partido, quando saí clamando.


S. João da Cruz (1542-1591), Poesias completas
trad. José Bento, ed, Assírio & Alvim

As imagens despertam em nós recônditos infindáveis de alma e nostalgias! 

Reparar nas pequenas plantas poisadas na natureza que teimam em respirar no meio de uma paisagem profunda de silêncio?

E na mancha de firmamento que se ergue bem lá no horizonte, deixando espreitar pela janela o mundo da imensidade cósmica?



Parada em frente à janela
uma figura de mulher
desenhada na paisagem
abre seus pensamentos
em tons de azul sonhados
esperanto de sentidos.

Serena, sensível, olhar
macio e translúcido,
percorre as distâncias
do amor silencioso e mudo.
Num gesto aveludado
odorífero, sensual,
seu olhar se assemelha
a flor de lótus.

Ilusão de um medo
Rima de um sentimento.


©Miosótis (pseudónimo)

fragmento da tarde com flores, aromas de estio

25.07.2006

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Monday, June 19, 2006

Pensamento budista




http://news.yahoo.com/photos

"A realidade é um círculo infinito, e cada ponto da sua circunferência é ao mesmo tempo o centro , o ponto de partida, e o ponto de chegada."


Hogen Yamahta, On the open way


Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite de silêncios com aromas de buganvília

19.06.2006

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Sunday, June 11, 2006

Olhar imaginário ...







credits: Lucy Pemoni/AP
http://news.yahoo.com/



Olhar imaginário

Como serias tu
se eu te quisesse
tanto, tanto!

Mover-te-ias
raiva
angustia
encanto?

Ou como melodia
me cantarias
desejo
ternura
longos beijos
de maresia

Verde azul
gestos finos
espelhos de sol
refúgios

corais...

Doces sorrisos

desembarcariam
nas ruas mudas
de meus sofrimentos.


texto poético original©Miosótis (pseudónimo)


fragmentos em noite com flores, lua cheia prata, som Safe Passage, Hans Zimmer, The Last Samurai

11.06.2006

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Wednesday, June 07, 2006

Frutos e aromas




http://www.saveursdumonde.net


Frutos

Pêssegos, peras, laranjas,

morangos, cerejas, figos,

maçãs, melão, melancia,

Ó música de meus sentidos,

pura delícia da língua;

deixai-me agora falar

do fruto que me fascina,

pelo sabor. pela cor,

pelo aroma das sílabas:

tangerina, tangerina.


Eugénio de Andrade, Poesia, Ed. Fundação Eugénio de Andrade

Aliteração consonântica sugerindo sensações de infinitas combinações, num toque de frescura em cálida noite, ao som de Paradise (Tease Mix), Nookie Featuring Larry Heard *

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com aromas frutados de poesia

07.06.2006

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* Cafe del Mar, Volume cinco, 1998