créditos: Filippo Monteforte/APF
ao contar do pulso, às pequenas matemáticas de que
o tempo do homem depende. A memória que deixares
está para além dele; e algo de ti permanecerá,
mesmo que o não saibas, nalgum canto secreto,
no riso ou no choro de quem te lembrar.
(...)
Nuno Júdice, O amor eterno, Cartografia de Emoções,
Publicações Dom Quixote, 1ª ed., 2001
Os dias de sonho desvaneceram-se!
Houve tempo de paisagens pintadas
em tons de afectos doces, serenos
E o coração esvoaçava solto e feliz.
Momentos partilhados,
intimidade desenhada em tons puros
sem laivos de incertezas.
Trocavam sorrisos leves
o prazer feito delícia
de sentimentos em uníssono.
E bastava o esboçar de um olhar
para o outro pressentir a alma
a chama íntima, quase cândida
de gestos límpidos quase étereos
sentidos à flor da pele
com dedos inundados de ternura.
Como pássaros soltos,
seguiam-se a cada instante
juntos enfrentavam
as nuvens, os ventos, as litanias
e com o brilho do sol posto
rumavam ao luar, acreditando
que a vida lhes permitiria
ficar juntos enraizados.
Miosótis (pseudónimo)
fragmentos da noite com flores, som One U2 features Mary J Blige
18.07.2006





















