Sunday, June 29, 2008

Esparsos descansos




Dom Quijote| Salvador Dali
http://www.google.pt/images

Se as coisas são inatingíveis... ora!

não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!


Mario Quintana, Das Utopias 
(1906-1994)


fragmentos da noite de domingo em esparsos descansos, após uma semana de alienatórios dias... ao som de Incubus, Drive, Acoustic)





Miosótis (pseudónimo)


fragmentos da noite com flores

29.06.2008
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Monday, June 23, 2008

Amy Winehouse, a Voz !






Amy Winehouse
créditos: Autor não identificado
via TVI

Amy Winehouse está internada e sofre risco de vida devido a um enfisema pulmonar, obstructivo crónico provocada pelo consumo de álcool e droga, que lhe poderá arruinar a voz e levá-la à morte.

Por vezes, perguntamo-nos como seres que parecem ter tudo - presença física, voz, fortuna, fama - se autodestroem até ao limite.

Uma voz impressionante, um ser frágil em total desalinho, caminhando irreversivelmente para o abismo!

Gosto profundamente de a ouvir! Ela toca todas as sonoridades impossíveis em qualquer estilo! Uma voz que chega das profundezas de um ser sem retorno.

Em dueto com Mick Jaegger Ain't To Proud for Beg...








No lindíssimo tema de jazz Teach Me Tonight, em Jools Holland show...







A voz em todo o seu esplendor! Amy em Stronger Than Me, também em Jools Holland show...






Não é preciso acresentar nada. Apenas ouvir.


Miosótis (pseudónimo)


fragmentos da noite com flores para uma voz que dificilmente se repetirá! Ela é simplesmente única!

23.06.2008
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Sunday, June 15, 2008

Tarde de chuva em tons rosa-acinzentado




Jacquelyn Martin
/AFP 2008

http://news.yahoo.com/photos

E ela abriu a janela, espreguiçou-se languidamente, aspirou em profundas sorvedelas, os aromas que subiam do rio cintilante e daquelas árvores frescas, fragrantes, coloridas em tons rosa-bombom, em jeito de orla veneradora do deslumbrante cenário aberto, sereno, ondulante, imenso, à sua frente.

O céu estava tranquilo, nuvens soltas como flocos de branco algodão-doce deslizavam sobre o imenso horizonte e seus olhos quedaram-se absortos, como que invadidos por aquela acalmia universal que vinha depositar-se em si, esparsamente. E então...

Mergulhada de frente
p'ra minha alma solidão,
vejo passar as nuvens soltas
leves brancas translúcidas
como meu coração.
Meus olhos vestidos
de um céu rosa-pastel claro

aquele rosa-claro pastel

com que sempre me cubro

quando contigo sonho!

E são tantas tantas as vezes
que me quedo no infinito

azul celeste.



foto: António Paulo (2006)



Ficção em dia de intransigente silêncio, quando o firmamento vestido de pardo inverno e lacrimoso tempo se transmuta para escorraçar meus pensamentos.

O cheiro a nostalgia dispersa-se no ar húmido e chuvoso. E assim, permaneço selada, trancada, sem espaço ao sonho e ao universo.

Se o vento ignora o meu sentir por que sopra cenários serenos, imaculados, diluídos nos sons das gotas minúsculas que teimosamente caem desse céu que deveria estar engalanado de tons quentes numa tarde de quase verão?!~

Miosótis (pseudónimo)
(reescrito a partir de um mote, 18.08.2005)



fragmentos em tarde chuvosa

15.06.2008
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Monday, June 02, 2008

Uma noite de domingo : I Am Sam, um filme a rever !





I am Sam
Jessie Nelson, 2001





Sean Penn & Dakota Fanning
I am Sam 
Jessie Nelson, 2001


I am Sam... o filme que preencheu esta minha noite de domingo! A luta de um pai carinhoso, apesar das limitações, e de uma filha que adora o pai e luta por ficar com ele.






A história de Sam Dawson (Sean Penn), um homem com deficiência intelectual acentuada que cria a filha Lucy (Dakota Fanning) abandonada pela mãe, Rudy (Laura Dern) uma sem abrigo. Com uma grande ajuda de seus amigos, também com deficiência e uma vizinha gentil mas agorafóbica, Annie (Dianne Wiest), que cuida de Lucy quando Sam não pode. 




Sean Penn & Dakota Fanning
I am Sam 
Jessie Nelson, 2001


Porém, assim que faz 7 anos Lucy começa a ultrapassar intelectualmente seu pai, e esta situação chama a atenção de uma assistente social que quer Lucy internada em um orfanato. 

A partir de então Sam enfrenta um caso virtualmente impossível de ser vencido por ele, contando para isso com a ajuda da advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), que aceita o caso como um desafio com seus colegas de profissão.





Sean Penn & Michelle Pfeiffer
I am Sam 
Jessie Nelson, 2001



Impossível não rever! Pela magia dos afectos que dele se desprende, pela sensibilidade com que esta história é contada. E pela interpretação fabulosa de Sean Penn e de Dakota Fanning. Apoiada por utras duas grandes actrizes. Michelle Pfeiffer e Laura Dern.




Sean Penn
Matt Sayles/AP 2008


Esplêndida banda sonora dos Beatlescovers de cantores e grupos musicais da actualidade. Recomendo ouvir.

Uma ternura para o olhar, encantamento da alma, uma história profundamente sensível, nesta noite do 'Dia da Criança'.



Miosótis (pseudónimo)


fragmentos da noite com flores

01.06.2008
actualizado 25.05.2023

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Sunday, May 25, 2008

Sonhos em imagens




Fotografia retirada da Internet 
(sem referência de autor)
www.google.com

"Qualquer objecto (criado directamente pela natureza ou fabricado pela mão do homem) é um ser dotado de vida própria e gerador de uma multiplicidade de efeitos. O homem está constantemente exposto a estas «irradiações» psicológicas.

A «Natureza», ou seja tudo o que cerca o homem em constante mutação, faz vibrar constantemente as cordas do piano (alma ) através das teclas (objectos).

Consequência: a escolha do objecto nasce do Princípio da Necessidade Interior."
Kandinsky, Do Espiritual na Arte, 
Publicações Dom Quixote, 1987

Esta citação para chegar à compreensão da possível motivação na escolha das imagens com que vou povoando os meus espaços, que mais não são do que prolongamentos de um ser que se despoja de seus estados interiores. Não de todos. 

Impressões descompassadas, profundas de uma alma em tranquilidade aparente. O som velado e puro.

Então, que me segredam as imagens? Sonhos?





Vision
credits: Gregory Colbert


Sonhos. Não sei por que me meti pelo sonho! É uma estado tão difícil de exprimir! Sensações estranhas, ora doces ora amargas, que nos transportam, tantas vezes, para além dos tempos, de espaços!

Os sonhos sentem-se, vislumbram-se, guardam-se religiosamente em imagens ternamente construídas, algumas vezes ostentadas, tantas vezes escondidas, sentimentos que nos dão vida!

Mas, falar de sonho... para que me ponho eu a divagar sobre o impossível! Não sei! É impossível falar de sonhos!


The images depict a world that is without beginning or end, here or there, past or present.”

Gregory Colbert, Creator of Ashes and Snow


Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores, divagações de sonhos, som Ane Brun, Changing the Seasons

25.05.2008
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Saturday, May 17, 2008

Tudo o que Perdemos: filme






Things We Lost in the Fire
Susanne Bier/ Allan Loeb, 2007
http://www.imdb.com/


Uma proposta que vale a pena, o filme de Susanne BierTudo o que Perdemos tradução de Things We Lost in the Fire.

Não é um filme fácil ou confortável em dias mais intranquilos. É, sem dúvida, uma excelente história, numa narrativa bonita, humana, um diário de perdas e reencontros em que 're'aprendemos a valorizar as pessoas!

“It’s about catharsis and recovery,” he proclaims. “That’s all I say. That is what it’s about. But it’s also about friendship.”

Allan Loeb




Things We Lost in the Fire
Susanne Bier/ Allan Loeb, 2007


A vida de Audrey Burke (Halle Berry) fica despedaçada com a inesperada morte do marido. Devastada, Audrey procura um ombro no melhor amigo do seu marido, Jerry Sunborne (Benicio del Toro), um antigo advogado que se enredou numa espiral de droga e azar. Juntos, esforçam-se por reequilibrar as suas vidas.

Things we lost in the fire realizado por Susanne Bier tem como actores Halle Berry e Benicio Del Toro nos papéis principais.





Things We Lost in the Fire
Susanne Bier/ Allan Loeb, 2007

Só por si, este último, levar-me-ia a não perder este filme. 
Até porque não são muitas as vezes que temos a oportunidade de o ver actuar! 

Benicio Del Toro tem uma interpretação brilhante neste drama poderoso! Não deixa, no entanto, de ser bem acompanhado por Halle Berry.

Os dois conseguem passar todas as emoções inerentes à situação de cada uma das suas personagens, num esforço comum de recuperação, tornando o filme muito real!






Produzido por Sam Mendes, o realizador de “American Beauty” (1999) ou “Road to Perdition” (2002), sem dúvida outra referência a não esquecer!

“It’s a very moving, touching original story,” he says. “It’s very rare to find movies that, on the one hand, are personal stories about human beings interacting, but on the scale necessary to be a motion picture as opposed to a piece for television.”

Sam Mendes

De imediato interessado no script de Allan Loeb, Mendes partiu em busca do realizador ideal. Neste caso, realizadora!


“I felt that it needed a very distinctive voice in terms of a director,” he says. “I wanted it to be as personal a piece of filmmaking as it was a piece of screenwriting".

Comparando-a a Fernando Meirelles,
Alejandro González Iñárritu e outros talentosos realizadores contemporâneos de países de língua não inglesa, nela encontrou receptividade imediata.

“Like Susanne’s work, their movies tend to have a similar aesthetic… handheld, a little rougher, grittier and very distinctive…not as conventional as some equivalent moviemaking in this country and my native England,” 


Sam Mendes

Bier que buscava o argumento ideal para fazer a sua iniciação no cinema americano, ficou profundamente agradada com o script de Loeb e deixou-se envolver pela trama psicológica de duas pessoas atingidas pelo drama da perda. 

“I’m always interested in what happens to people in extreme situations. I felt this story was familiar, but at the same time it made me curious…because it was about something that really could happen,” she says. “And I also loved the idea of working with Sam Mendes, which I thought would be stimulating and a lot of fun.”

Susanne Bier





Benicio Del Toro | Halle Berry
http://www.imdb.com/

Del Toro fez uma séria pesquisa sobre dependência de drogas, para esta sua interpretação. Falou com médicos especializados, e frequentou sessões dos NA (Narcotic Anonymous).

“I think it was Kurt Cobain who said something along the lines that people need to get high to feel the enthusiasm that they felt as a kid,”

Benicio Del Toro

Outro ponto alto do filme: a banda sonora do argentino Gustavo Santaolalla bem conhecido pelos trabalhos em The Motorcycle Diaries, Babel e Brokeback Mountain, e do sueco Johan Sodergvist.

“This is not a message movie. I hate message movies. But I do like stories with content, and I do like stories which, though they appear to be deceptively simple, stay with you after you’ve seen them and spark discussion.”


Susanne Bier



... mas é sem dúvida uma história que nos prende, nos faz reflectir, nos motiva a debater...




Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores

17.05.2008
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Saturday, May 10, 2008

O lugar dos aromas



Fabrice Coffrini/AFP 2007



Fabrice Coffrini
/AFP 2007


http://news.yahoo.com


"Foi então que me atingiu um odor escuro e selvagem, forte demais para ser civilizado, poderoso em excesso para ser escondido. Um odor tão violento que só pode pertencer à noite ou àqueles momentos de solidão que não podem ser compartilhados.
(...)

O cheiro é um mundo... E também uma recordação."
Radhika Jha, Aroma
Publicações Dom Quixote, Junho 2002





Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite fresca, aromas e litanias

10.05.2008
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Sunday, May 04, 2008

Miosótis para minha mãe...




Mãe! Vem ouvir...
Mãe!
Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei. (...)

Almada Negreiros, Confidências


Mãe que deixaste de ouvir
minhas mágoas profundas
viagens que nunca fiz
caminhos que não percorri.
Vem ouvir...
 
Mãe! Senta-te a meu lado
e ouve-me em silêncio...
Lembras-te?
Sonhavas-me mil carinhos
de fadas e duendes rodeada
enquanto poisavas sob
meus cabelos
miosótis azuis e rosa
e soltavas teus sortilégios sábios
abençoando-me em cálidos olhares.

Mãe! Passados que são os anos

teus anseios aprisionados
ficaram das negras nuvens.

Chorarás tu por mim?


Depois de tantos afectos
nas tuas preces aspergidos
os deuses se quedaram
inertes e silenciados...
 
Mãe!
Teus abraços eternos
de encontro a meu âmago
com laivos imensos
de ternura
eu guardo e venero
para sempre, Mãe!
 
Para ti Mãe

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos de ternura, para ti Mãe que amavas flores de miosótis.

04.05.2008
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Thursday, April 24, 2008

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor 2008





Woman in Blue Reading a Letter
Johannes Vermeer

"A Língua Portuguesa é um "bem precioso" e os portugueses devem tratá-la melhor."

José Saramago, 23.04.08/ LUSA

[1922-2010]*

No Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor nada melhor do que trazer a esta comemoração dois autores portugueses que muito aprecio ler.

Há-de flutuar uma cidade

há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu... como seriam felizes as mulheres
à beira mar debruçadas para a luz caiada
remendando o pano das velas espiando o mar
e a longitude do amor embarcado

por vezes
uma gaivota pousava nas águas
outras era o sol que cegava
e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite
os dias lentíssimos... sem ninguém

e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta... dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua
assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão

[anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.]

um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade.

Al Berto, Há-de flutuar uma cidade
[1948-1997]


*Nota: O Centenário de José Saramago celebrou-se em 2022 com um vastíssimo programa nacional e internacional

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos culturais em noite tardia, Dia ou parte dele, entre livros e algumas leituras.

24.04.2008
actualizado 23.03.2023
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Sunday, April 20, 2008

Meditando sobre Virginia Tech...






Virginia Tech school vigil
credit: Charles Dharapak / AP







Office of Recover and Support
https://www.recovery.vt.edu/



There is no fire like greed,
No crime like hatred,
No sorrow like separation,
(...)


words of the Budha

O sofrimento alheio também nos incomoda. Incomoda-nos quando o presenciamos e nos deixamos tocar por ele. Incomoda-nos quando nos pomos no lugar dos outros e imaginamos o seu sofrimento.

via Tsering Paldron. União Budista


Não é possível esquecer o horror do massacre em Virginia Tech School no dia 16 de Abril de 2007.









Vês?
- Veio o destino apartar-nos;


António Botto, Vês? Canções


Miosótis (pseudónimo)


fragmentos da noite com flores, meditação sobre o sofrimento humano

20.04.07
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Friday, April 11, 2008

Momentos...






Flower on the water

Yoshiko


"Mas há mais alguma coisa... Nessas horas lentas e vazias, sobe-me da alma à mente uma tristeza de todo o ser, a amargura de tudo ser ao mesmo tempo uma sensação minha e uma coisa externa, que não está em meu poder alterar."


Bernardo Soares, Livro do Desassossego,

Atica, 1972


Miosótis (pseudónimo)
fragmentos da noite, som do filme Youth without youth, Francis Ford CoppolaOsvaldo Golijov (banda sonora)

13.04.08
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Saturday, March 29, 2008

Portishead : lembranças

~



Beth Gibbons*


Devo confessar que um dos meus profundos desgostos destes últimos dias se prende com o facto de não ter podido assistir a nenhum dos concertos dos Portishead, banda que se apresentou esta semana, no nosso país! Uma das minhas bandas de culto dos anos 90! E passaram tão perto!






Portishead, Coliseu do Porto






Portishead, Coliseu do Porto



Lembro ter escrito este texto, numa noite de Janeiro de 2006...






Beth Gibbons*
via Arte Sonora


De vez em quando, gosto de revisitar músicas que ouvi durante um certo espaço de tempo e que por cansaço onírico, ou outras torrentes de sentires, fui arrumando na estante das emoções.


Mas há dias ou fases de vida - não sei - algo redesperta, e pego neste ou naquele álbum para 're'ouvir com fervor, determinada melodia. E descubro novas vibrações.


A voz de Beth Gibbons nesta composição - Glory Box - toca-me tão profundamente que atinge o âmago de minh'alma. E os sons orquestrais que se lhe contrapõem, dão-lhe um lancinante ênfase!









Foram efectivamente muito marcantes estes sons na minha vida! E permanecem!


Y. Noites do Amanhecer (blog desactivado)

28.01.2006


Cansaços, desencantos, angústias ou acalmias se seguiram a esses tempos! Mas, os Portishead continuam bem perto de minhas devoções.


Saltar as datas que antecipadamente anotara numa memória de afectos fez-me sentir uma enorme perda... como se não pudesse recuperar a magia que a este grupo me liga!


E quando me deparei com estas notícia , num artigo sobejamente apetitoso, de Gonçalo Frota, fiquei horas a ouvir os Portishead no Youtube!


"O entusiasmo perante temas como Glory Box, Numb, Wandering Star, Over, Only You ou Cowboys foi mesmo tanto que no final de cada sequência vocal exuberante de Gibbons (que mantém a sua belíssima voz de quem podia estar a contar os seus desaires amorosos sentada no bar do hotel mais próximo) a assistência explodia em gritos e assobios.







Portishead, Coliseu do Porto
créditos: Miguel Barros
via Pinterest


(...) excelente actuação de toda a banda, comandada por Adrian Utley na guitarra e Geoff Barrow (na percussão, bateria electrónica e deejaying).

Gonçalo Frota


Devoção absoluta... pode-se ler! Não duvido! Teria sido o meu único sentimento se tivesse lá estado! 


Me perdoem a exuberância de imagens! Para compensar a ausência.





Portishead, 2008


Uma banda que desapareceu completamente, apesar da incrível excelência musical.


Miosótis (pseudónimo)


fragmentos da noite com flores

31.03.2008

actualizado 01.08.2026
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