Uma proposta que vale a pena, o filme de Susanne Bier, Tudo o que Perdemos tradução de Things We Lost in the Fire.
Allan Loeb
Não é um filme fácil ou confortável em dias mais intranquilos. É, sem dúvida, uma excelente história, numa narrativa bonita, humana, um diário de perdas e reencontros em que 're'aprendemos a valorizar as pessoas!
“It’s about catharsis and recovery,” he proclaims. “That’s all I say. That is what it’s about. But it’s also about friendship.”
Allan Loeb
Things We Lost in the Fire
Susanne Bier/ Allan Loeb, 2007
A vida de Audrey Burke (Halle Berry) fica despedaçada com a inesperada morte do marido. Devastada, Audrey procura um ombro no melhor amigo do seu marido, Jerry Sunborne (Benicio del Toro), um antigo advogado que se enredou numa espiral de droga e azar. Juntos, esforçam-se por reequilibrar as suas vidas.
Things we lost in the fire realizado por Susanne Bier tem como actores Halle Berry e Benicio Del Toro nos papéis principais.
Só por si, este último, levar-me-ia a não perder este filme. Até porque não são muitas as vezes que temos a oportunidade de o ver actuar!
Benicio Del Toro tem uma interpretação brilhante neste drama poderoso! Não deixa, no entanto, de ser bem acompanhado por Halle Berry.
Os dois conseguem passar todas as emoções inerentes à situação de cada uma das suas personagens, num esforço comum de recuperação, tornando o filme muito real!
Produzido por Sam Mendes, o realizador de “American Beauty” (1999) ou “Road to Perdition” (2002), sem dúvida outra referência a não esquecer!
“It’s a very moving, touching original story,” he says. “It’s very rare to find movies that, on the one hand, are personal stories about human beings interacting, but on the scale necessary to be a motion picture as opposed to a piece for television.”
Sam Mendes
De imediato interessado no script de Allan Loeb, Mendes partiu em busca do realizador ideal. Neste caso, realizadora!
Sam Mendes
De imediato interessado no script de Allan Loeb, Mendes partiu em busca do realizador ideal. Neste caso, realizadora!
“I felt that it needed a very distinctive voice in terms of a director,” he says. “I wanted it to be as personal a piece of filmmaking as it was a piece of screenwriting".
Comparando-a a Fernando Meirelles, Alejandro González Iñárritu e outros talentosos realizadores contemporâneos de países de língua não inglesa, nela encontrou receptividade imediata.
“Like Susanne’s work, their movies tend to have a similar aesthetic… handheld, a little rougher, grittier and very distinctive…not as conventional as some equivalent moviemaking in this country and my native England,”
Sam Mendes
Bier que buscava o argumento ideal para fazer a sua iniciação no cinema americano, ficou profundamente agradada com o script de Loeb e deixou-se envolver pela trama psicológica de duas pessoas atingidas pelo drama da perda.
“I’m always interested in what happens to people in extreme situations. I felt this story was familiar, but at the same time it made me curious…because it was about something that really could happen,” she says. “And I also loved the idea of working with Sam Mendes, which I thought would be stimulating and a lot of fun.”
Susanne Bier
Del Toro fez uma séria pesquisa sobre dependência de drogas, para esta sua interpretação. Falou com médicos especializados, e frequentou sessões dos NA (Narcotic Anonymous).
“I think it was Kurt Cobain who said something along the lines that people need to get high to feel the enthusiasm that they felt as a kid,”
Benicio Del Toro
Outro ponto alto do filme: a banda sonora do argentino Gustavo Santaolalla bem conhecido pelos trabalhos em The Motorcycle Diaries, Babel e Brokeback Mountain, e do sueco Johan Sodergvist.
“This is not a message movie. I hate message movies. But I do like stories with content, and I do like stories which, though they appear to be deceptively simple, stay with you after you’ve seen them and spark discussion.”
Miosótis (pseudónimo)
fragmentos da noite com flores
17.05.2008
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