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Sunday, January 22, 2017

Um dia de Domingo !






via iStock


E domingo veio enroscar-se no interior da casa, de mim, na veemência de Janeiro. Pequeno almoço, tardio, na manhã calma.

De novo, o canto mais íntimo. E falo de mim, das coisas que faço, dos lazeres preguiçosos. Como este de domingo.

Dia de sol. Lindo. Céu azul límpido. Muito frio, lá fora. Abro as janelas para expirar profundamente. Zen. Mas depressa me retiro, Um arrepio de frio. Estremeço.

Um pouco engripada, conservo-me quente. Camisola confortável. Uma manta acolhedora. Faço um café bem aromatizado. Pego num livro.

Dia de preguiça lânguida, um jeitinho de fazer pouco, invento paisagens pelas palavras que leio.





Beleza Colateral / Collateral Beauty
David Frankel/ Allan Loeb, 2016

E solto-me até outras imagens. Vêm de mansinho, algumas passagens do filme que ontem vi. Beleza Colateral. Três conceitos abstractos dão mote a uma história de vida. Um filme dramático com um pouco de magia. 

Tempo. Amor. Morte.





Collateral Beauty
David Frankel/ Allan Loeb, 2016


Beleza Colateral aborda uma temática muito difícil. No entanto, de forma delicada. Mostra-nos a tristeza e a dor profundas. Mas também a beleza que podemos ver em tanta coisa à nossa volta.

Sugere outras emoções. Alegria? Deixa uma boa mensagem. Esperança.

O dia está frio. Repito. Aconchego a manta, no sofá. 

Escolho o Tempo, hoje. E a beleza de ter este dia.


Miosótis (pseudónimo)

22.01.2017

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Saturday, May 17, 2008

Tudo o que Perdemos: filme






Things We Lost in the Fire
Susanne Bier/ Allan Loeb, 2007
http://www.imdb.com/


Uma proposta que vale a pena, o filme de Susanne BierTudo o que Perdemos tradução de Things We Lost in the Fire.

Não é um filme fácil ou confortável em dias mais intranquilos. É, sem dúvida, uma excelente história, numa narrativa bonita, humana, um diário de perdas e reencontros em que 're'aprendemos a valorizar as pessoas!

“It’s about catharsis and recovery,” he proclaims. “That’s all I say. That is what it’s about. But it’s also about friendship.”

Allan Loeb




Things We Lost in the Fire
Susanne Bier/ Allan Loeb, 2007


A vida de Audrey Burke (Halle Berry) fica despedaçada com a inesperada morte do marido. Devastada, Audrey procura um ombro no melhor amigo do seu marido, Jerry Sunborne (Benicio del Toro), um antigo advogado que se enredou numa espiral de droga e azar. Juntos, esforçam-se por reequilibrar as suas vidas.

Things we lost in the fire realizado por Susanne Bier tem como actores Halle Berry e Benicio Del Toro nos papéis principais.





Things We Lost in the Fire
Susanne Bier/ Allan Loeb, 2007

Só por si, este último, levar-me-ia a não perder este filme. 
Até porque não são muitas as vezes que temos a oportunidade de o ver actuar! 

Benicio Del Toro tem uma interpretação brilhante neste drama poderoso! Não deixa, no entanto, de ser bem acompanhado por Halle Berry.

Os dois conseguem passar todas as emoções inerentes à situação de cada uma das suas personagens, num esforço comum de recuperação, tornando o filme muito real!






Produzido por Sam Mendes, o realizador de “American Beauty” (1999) ou “Road to Perdition” (2002), sem dúvida outra referência a não esquecer!

“It’s a very moving, touching original story,” he says. “It’s very rare to find movies that, on the one hand, are personal stories about human beings interacting, but on the scale necessary to be a motion picture as opposed to a piece for television.”

Sam Mendes

De imediato interessado no script de Allan Loeb, Mendes partiu em busca do realizador ideal. Neste caso, realizadora!


“I felt that it needed a very distinctive voice in terms of a director,” he says. “I wanted it to be as personal a piece of filmmaking as it was a piece of screenwriting".

Comparando-a a Fernando Meirelles,
Alejandro González Iñárritu e outros talentosos realizadores contemporâneos de países de língua não inglesa, nela encontrou receptividade imediata.

“Like Susanne’s work, their movies tend to have a similar aesthetic… handheld, a little rougher, grittier and very distinctive…not as conventional as some equivalent moviemaking in this country and my native England,” 


Sam Mendes

Bier que buscava o argumento ideal para fazer a sua iniciação no cinema americano, ficou profundamente agradada com o script de Loeb e deixou-se envolver pela trama psicológica de duas pessoas atingidas pelo drama da perda. 

“I’m always interested in what happens to people in extreme situations. I felt this story was familiar, but at the same time it made me curious…because it was about something that really could happen,” she says. “And I also loved the idea of working with Sam Mendes, which I thought would be stimulating and a lot of fun.”

Susanne Bier





Benicio Del Toro | Halle Berry
http://www.imdb.com/

Del Toro fez uma séria pesquisa sobre dependência de drogas, para esta sua interpretação. Falou com médicos especializados, e frequentou sessões dos NA (Narcotic Anonymous).

“I think it was Kurt Cobain who said something along the lines that people need to get high to feel the enthusiasm that they felt as a kid,”

Benicio Del Toro

Outro ponto alto do filme: a banda sonora do argentino Gustavo Santaolalla bem conhecido pelos trabalhos em The Motorcycle Diaries, Babel e Brokeback Mountain, e do sueco Johan Sodergvist.

“This is not a message movie. I hate message movies. But I do like stories with content, and I do like stories which, though they appear to be deceptively simple, stay with you after you’ve seen them and spark discussion.”


Susanne Bier



... mas é sem dúvida uma história que nos prende, nos faz reflectir, nos motiva a debater...




Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores

17.05.2008
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