Showing posts with label Portishead. Show all posts
Showing posts with label Portishead. Show all posts

Saturday, March 29, 2008

Portishead : lembranças

~



Beth Gibbons*


Devo confessar que um dos meus profundos desgostos destes últimos dias se prende com o facto de não ter podido assistir a nenhum dos concertos dos Portishead, banda que se apresentou esta semana, no nosso país! Uma das minhas bandas de culto dos anos 90! E passaram tão perto!






Portishead, Coliseu do Porto






Portishead, Coliseu do Porto



Lembro ter escrito este texto, numa noite de Janeiro de 2006...






Beth Gibbons*
via Arte Sonora


De vez em quando, gosto de revisitar músicas que ouvi durante um certo espaço de tempo e que por cansaço onírico, ou outras torrentes de sentires, fui arrumando na estante das emoções.


Mas há dias ou fases de vida - não sei - algo redesperta, e pego neste ou naquele álbum para 're'ouvir com fervor, determinada melodia. E descubro novas vibrações.


A voz de Beth Gibbons nesta composição - Glory Box - toca-me tão profundamente que atinge o âmago de minh'alma. E os sons orquestrais que se lhe contrapõem, dão-lhe um lancinante ênfase!









Foram efectivamente muito marcantes estes sons na minha vida! E permanecem!


Y. Noites do Amanhecer (blog desactivado)

28.01.2006


Cansaços, desencantos, angústias ou acalmias se seguiram a esses tempos! Mas, os Portishead continuam bem perto de minhas devoções.


Saltar as datas que antecipadamente anotara numa memória de afectos fez-me sentir uma enorme perda... como se não pudesse recuperar a magia que a este grupo me liga!


E quando me deparei com estas notícia , num artigo sobejamente apetitoso, de Gonçalo Frota, fiquei horas a ouvir os Portishead no Youtube!


"O entusiasmo perante temas como Glory Box, Numb, Wandering Star, Over, Only You ou Cowboys foi mesmo tanto que no final de cada sequência vocal exuberante de Gibbons (que mantém a sua belíssima voz de quem podia estar a contar os seus desaires amorosos sentada no bar do hotel mais próximo) a assistência explodia em gritos e assobios.







Portishead, Coliseu do Porto
créditos: Miguel Barros
via Pinterest


(...) excelente actuação de toda a banda, comandada por Adrian Utley na guitarra e Geoff Barrow (na percussão, bateria electrónica e deejaying).

Gonçalo Frota


Devoção absoluta... pode-se ler! Não duvido! Teria sido o meu único sentimento se tivesse lá estado! 


Me perdoem a exuberância de imagens! Para compensar a ausência.





Portishead, 2008


Uma banda que desapareceu completamente, apesar da incrível excelência musical.


Miosótis (pseudónimo)


fragmentos da noite com flores

31.03.2008

actualizado 01.08.2026
Copyright ©2008-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com® 



Sunday, September 03, 2006

Músicas e vozes que perduraram






Thom Yorke / Radiohead
4e Festival Rock en Seine 2006 
créditos: Stephane de Sakutin/APF
via Yahoo.News


Há grupos alternative pop-rock que têm lugar cativo em meus afectos musicais.

Posso citar The Verve, Skunk Anansie, Portishead, James, Radiohead. Quase todos dos anos 90 mas que em curto lapso de tempo se decompuseram. 


Que terá levado carreiras tão promissoras, em plena ascensão, grandes sucessos, a um tempo de ruptura prematuro?

Modernidade? Parca estrutura de grupo? Sucesso desequilibrante? Individualismo?


Se pensarmos em bandas como os Stones ou os U2 (anos 80) que continuam a tocar juntos há dezenas de anos, é no mínimo um fenómeno curioso.

Enfim, tudo não passa de extrapolação, mas imbuída de muita nostalgia pelo  desaparecimento de grupos extraordinários.


Facto concreto. Todos os vocalistas, precisamente o elemento que mais notoriedade tímbrica deu aos grupos, tentam uma carreira a solo. Fácil de entender.





Richard Ashcroft

É o caso de Richard Ashcroft, Skin, Beth Gibbons, Tim Booth e Thom Yorke.

Fico sempre na expectativa, quando sei que publicam trabalhos. Mas longe da sua intertextualidade musical, dificultam o despertar das emoções a eles ligadas. Perde-se a mística.


Todos estes grupos fazem sem dúvida parte do meu imaginário afectivo musical. Todas estas vozes, contextualizadas na sua génese, tocam profundamente em minha sensibilidade.

O sentimento continua fiel, mas serenamente virado para os temas originais, em grupo.

Thom Yorke publicou há pouco um álbum e esteve presente no 4e Festival Rock en Seine 2006.

Será que conseguiu trazer de volta tempos de músicas e afectos, momentos intensos, plenos de criatividade? Não sei...

É natural que encante os novos fãs pela fama que o cerca. Mas os fãs que o acompanharam nos anos de notoriedade dos
Radiohead... duvido!

A imortalidade de temas como Plastic Tree, Creep, com versões unplugged particularmente felizes continuam a soar, para sempre, como Radiohead.



"Como é estranho gostarem de nós assim."

Pedro Paixão, Boa Noite,
Edições Cotovia, 1993

(ano de publicação do 1º trabalho de Radiohead Pablo Honey do qual faz parte o meu tema favorito, Creep)

Miosótis (pseudónimo)

fragmento da noite com flores

3.09.2006

Copyright ©2006-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com®