Sunday, February 22, 2015

Vamos assistir aos Oscars?




The Grand Budapest Hotel

E chegamos à noite dos Oscars. A noite de todas as estrelas. E de todos os sonhos.

Vi uma parte dos filmes nomeados. Impossível ver todos, já que a maioria, tirando The Grand Budapest Hotel, que estreou na primavera de 2014, vieram para as salas há praticamente mês e meio. Nem tanto.



Ralph Fiennes
The Grand Budapest Hotel

A propósito, não percam The Grand Budapest Hotel que foi reposto. Delicioso. E esteticamente muito bonito. Interpretações fabulosas. Ralph Fiennes, indescritível!


Sienna Miller, Clint Eastwood, Bradley Cooper

Não pude ainda ver American Sniper,  embora Clint Eastwood seja um dos meus actores-realizadores favoritos. Não vi Birdman or (The Unexpected Virtue of Ignorance), dois actores Edward Norton (um dos melhores actores da sua geração), Michael Keaton, realizador de culto . Nem tão pouco Selma ou Whiplash.



The Imitation Game

Vi The Imitation Game, The Grand Budapest HotelThe Theory of Everything, Still Alice. Dois baseados em factos verídicos, um terceiro baseado num livro. 



Aliás, A Teoria de Tudo contempla esses dois aspectos. Baseado em factos verídicos e retirado de um livro. Um filme excepcional. A não perder!



Still Alice/ O meu nome é Alice
 Richard Glatzer, Wash Westmoreland, 2014
http://www.imdb.com/


Stil Alice impressionou-me profundamente. Aliás, todos os espectadores que assistiam naquela tarde, mantinham-se em silêncio completo.

Um doença que aflige muitos familiares e que continua sem ter respostas. Independentemente da idade em que se pode manifestar. E das características das pessoas e seu modus vivendus.





Julianne Moore é merecedora do 'Oscar para Melhor Actriz', para o qual está nomeada.

Enfim. Suponho que vi alguns dos principais nomeados. E sinto-me preparada para assistir à cerimónia via televisão, esta madrugada.

Vamos lá ver cinema, ouvir falar sobre cinema, ver os nomeados, ouvir as canções, ver os filmes animados.

Ver a cerimónia, tenho a certeza que me vou divertir, encantar. Cinema é magia.
E ver o trabalho de Neil Patrick Harris. Suponho que fará uma excelente apresentação. 

Embora não seja fácil superar a Ellen Degeneres e a sua selfie viral.

Miosótis (pseudónimo)

22.02.2015
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Monday, February 09, 2015

Dias simples fazem excelente fim-de-semana





Sim, dias simples fazem fins-de-semana excelentes. Tempo azul, luminoso adentrando-se pelas janelas. Digo tempo azul, porque quando olho o céu, imenso azul, digo tempo azul, em lugar de tempo lindo. Pequenas coisas, o nosso imaginário guarda.

Sábado, pequeno-almoço de frente para o sol, as janelas altas, grandes, abrem-se para o sol, já muito luminoso para esta época do ano. 

Zapping canais televisão, com paragem obrigatória em CineBox, meu programa de sábado de manhã. Além de notícias sobre cinema, entrevistas. Ouvi Jane HawkingFelicity Jones. E decidi. Teoria de Tudo, o filme a ver.

À tarde rotina habitual, descontracção, ler jornais digitais. Gosto deste gesto habitual.

E um pouco de leitura, um ritual bem diferente. Adoro livros, ando sempre agarrada a um livro, ou mais. Vai dependendo dos meus instantes. E do tempo. Importante o tempo nas leituras que fazemos.



The Theory of Everything, 2014

Depois, cinema. The Theory of Everything, ou A Teoria de Tudo já fazia parte da minha lista de filmes. Tenho uma imensa admiração por Stephen Hawking. Uma  das mentes mais brilhantes da nossa era. 

E já vira um filme My week with Marylin que incluí no post O Tempo dos silêncios (2012) em que o actor  me chamara a atenção. Ele tem uma interpretação fabulosa no papel de Stephen Hawkings.

Gosto de filmes baseados em livros. E embora não conhecesse esta biografia de Jane Hawking, primeira mulher, saber que os dois deram todos o apoio a esta biopic, fiquei ainda mais curiosa. Premiado nos Golden Globes e com nomeações para os Oscars 2015? A escolha certa.

Sala cheia, (hum! não é coisa que me agrade muito), mas bom! - não me posso queixar, uma plateia disciplinada. Perto de mim, alguém comovido, quase ao longo de todo o filme. 

Também eu me deixei emocionar em algumas cenas. Impossível não sentir que por trás do filme, existem vidas reais. E sofrimento, por entre alegrias. E muita coragem, por mais romanceada que nos possa ser apresentada.




Domingo. Ah! Domingo foi um dia deliciosamente preguiçoso. Acordar com sol, café bem fresco, e preparar um Brunch apetitoso.  Um hábito 'estrangeirado' que adoro! Sou fã, aos domingos.

Durante a tarde, afazeres gerais de domingo, preparação da semana, com pausas na varanda, já que a tarde se mostrou tão amena.

Pronta então para recomeçar. Dias simples, mas que fizeram um fim-de-semana excelente.

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores

08.02.2015
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Saturday, January 24, 2015

E hoje fez-se alegria





Street Art

E hoje fez-se alegria. Sol entrando pelas janelas, brilhante, desde a manhã. Sol mais quente. E céu azul! 

Mum! Que bom abrir a varanda e aspirar o sabor da temperatura tão amena. E saio lá fora. O café tem um outro sabor. Sorvo por curtos gestos, usufruindo do aroma que se solta. Livre.

Saúdo o sol. Recolho-me, olhando lá longe o horizonte. Em paz.

Baixo-me para as plantas. Retiro as folhas secas, húmidas mas sem vida. A chuva, o gelo. Sabe-me bem mexer neste pedacinho da natureza pendurada na cidade. Trato-a com carinho. A natureza.

Olho as gaivotas, longínquas. Tornaram-se citadinas. Um ou outro pássaro voa mais próximo, ainda descrente de uma primavera fora do tempo. Sereno.

E dou por mim afagando as folhas novas verde-água tenras que teimam em nascer, enquanto sigo o pássaro até o perder de vista. Lá bem longe.

2014 foi um ano triste, duro mesmo. Eu sei - me dirão - duro é ter fome e não ter que comer, ou ter frio e não ter onde dormir. Eu sei, sou privilegiada.

Então travo meu queixume. E olho de frente este sol que me invade. Respiro. Profundamente. Absorvo o que a atmosfera me doa.

Hoje há sol, de novo! E fez-se alegria.


Ainda bem que sempre existe outro dia.

E outros sonhos.
E outros risos.
E outras pessoas.
E outras coisas.

Clarice Lispector

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos de uma manhã com flores

24.01.2015
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Wednesday, January 07, 2015

E chega o dia




credits : Jodi McKee

E chega o dia em que temos que desmontar a árvore de natal. É um pouco triste. Habituámo-nos a ver a sala mais alegre, luminosa. E quando chegámos a casa ao final do dia, fugindo do frio gélido que se faz sentir lá fora, é bom ver aquele cantinho iluminado, as luzes que ligam e desligam, imprimindo um briho mágico às noites de Dezembro. 

A sala vai ficar mais triste. dir-se-ia mais vazia, menos aconchegante. E o acto em si é tristonho, é como o desfazer de um sonho que durou até ontem, noite de Reis.

E o pior, é mesmo retirar um a um os enfeites vermelhos, os laços doirados, ver o chão, as mãos, as roupas cheios de brilhantes. Instala-se assim uma pequenina nostalgia no olhar. 

depois fechar os ramos, melhor hastes, despidos, solitários, que se vão dobrar para que o pinheiro possa caber de novo na caixa de cartão. Nem sempre fácil fazer a árvore entrar de novo, ficar tristemente aguardando até ao próximo Natal.  E as luzes? Tarefa difícil dobrar os fios, dado que a siamesa que por aqui habita, se entretém, emaranhando-se neles aos saltos, com divertida alegria.

Fica tudo demasiado triste a partir de hoje. Já uma pessoa se habituou a chegar a casa e a ver aquelas luzes que piscam tornando a sala toda imponente, mais quente.

Logo ao final do dia, quando regressar a casa e abrir a porta, não verei as luzes reflectirem-se nas paredes, iluminando até o hall da entrada.

É por isso que  não gosto muito da noite de reis. Embora a simbologia seja muito apelativa.  Marca a data para católicos, e ortodoxos, o dia para a veneração aos Reis Magos, que a tradição surgida no século VIII, converteu em Melquior, Gaspar e Baltazar.


credits: non-identified (?)

Lá comi os vagos de romã que deveria ter sete bicos, mas não encontrei quando entrei apressadamente no supermercado, amontoado de gente. A euforia das lojas e supermercados ainda não acabou? 

Pois a romã, segundo a tradição, deverá ter sete bicos, para os mais supersticiosos, para se ter dinheiro todo o ano, ou pelo menos, para que o dinheiro não falte. 

Miosótis (pseudónimo)

07.01.2015
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Monday, December 22, 2014

Tempo de Natal






crédits: Mark and Spencer

Natal de novo ! Nestas últimas noites, o pensamento vagueou, incerto na conjugação dos afectos. Uns se renovam outros se apagam. 

Foi um tempo de mudança ao longo dos meses. Pedaços de vida, sentido sufocado, algumas tristezas, mas  recomeço. Vulnerável. A golpes de coração.

Ciclos de vida, se diz. Não sei. Apenas colho, como quem poupa as lembranças. O passado se desvanecendo. O presente lentamente desenha algo. Impreciso.

É então Natal. Como dizer, tempo de luzes. Lá fora a música soa levando-nos para outros espaços. Melodias intemporais que trazem os sons da infância. Alegria. Sonho. Sons de ternura.

Natal! Adoro a luz das velas, os aromas da canela, a cor das romãs, o sabor das nozes. Tempo de paladares fortes.Castanhos da cor de avelã. E amarelos da cor de açafrão. A intensidade do gengibre. E tisanas ao final da noite, aromatizadas com mel.


Na casa, os espaços ficam mais acolhedores. O simples pinheiro de Natal ornamentado de luzes pequeninas e enfeites alusivos traz um pulsar mais perfeito?


Enfim, é Natal. Lá fora o sol dá um brilho diferente este ano. Que bom ! O azul na paisagem , torna as noites menos frias. Mais suaves. 

Já não lembrava um Natal assim! Na verdade, os desafectos ficam mais leves enquanto olho o azul do firmamento que se adentra pelas janelas.

Falar do maravilhoso é mais fácil. Que digo eu? Uma espécie de loucura? Não. 

Afundada no sofá da sala, vou desenhando com o pensamento a melhor maneira de recuperar o maravilhoso das noites de Natal. Em família.

De repente a mudança? Para melhor. Quem sabe?

Este ano, é urgente o encantamento. E o Natal aproxima-se com toda a tradição literária do maravilhoso nos contos de Natal.

Tempo de deixar minha mensagem. Paz. Saúde. Afectos. Para todos os que me visitam

O meu carinho muito especial vai para os amigos fiéis. Que vão rareando.

Tudo tem um recomeço. Ponham convicção, brilho no olhar. E deixem acontecer Natal. 

Felizes Festas !

Miosótis (pseudónimo)

22.12.2014
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Tuesday, December 16, 2014

Do espiritual na Arte : Kandinsky





Composition XIII, 1923
New York, The Solomon R. Guggenheim Museum

"Cada quadro encerra misteriosamente toda uma vida, com muitos sofrimentos, dúvidas, horas de entusiasmo e de iluminação. Para onde se dirige esta vida? Donde clama a alma angustiada do artista quando participa da criação? Que quer anunciar?"

Kandinsky, Do Espiritual na Arte, 
Publicações Dom Quixote, 1ª edição, Lisboa, 1987


Wassily Kandinsky, pintor russo é homenageado pelo Google com um Doodle no dia do 148º aniversário do artista.





Composition IX, 1936
Paris, Musee National Art Moderne, Centre Georges Pompidou

Kandinsky é um dos meus pintores favoritos e já me referi a este enorme precursor  da pintura abstracta, que usou as cores como uma expressão de emoção, ligando muitas vezes o processo da pintura à composição da música.

Pintura e música, duas expressões de maior liberdade que elevam a nossa sensibilidade ao grau mais absoluto do infinito.





Dominant Curve, 1936
New York, The Solomon R. Guggenheim Museum

E cores. Sim, as cores transportam emoções. A pintura abre-nos as portas a fugas intensas do quotidiano.

Olhos presos na pintura, a alma desprende-se e vai, solta, livre, em busca das emoções que tantas vezes atrofiamos no dia-a-dia.

É como que uma aventura que ultrapassa qualquer preconceito e nos arrasta para campos intensos, fragmentos de sentimentos, mitigando a dor do trivial.

É um universo muito próprio que criamos entre a obra e o nosso íntimo, sereno, como um peregrinação espiritual do sagrado que há em nós.

Só posso sentir-me grata aos criativos de Google, que por momentos me transportaram numa curta viagem, em noite de chuva, ventanias fortes.


"Color is the keyboard, the eyes are the harmonies, the soul is the piano with many strings. The artist is the hand that plays, touching one key or another, to cause vibrations in the soul."

Wassily Kandinsky


Miosótis (pseudónimo)
fragmentos da noite com flores

16.12.2014
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Wednesday, December 10, 2014

As Mulheres no Dia dos Direitos Humanos





Este ano, em Portugal, foram assassinadas em média quatro mulheres por mês, no contexto de relações de intimidade, segundo dados divulgados hoje, Dia Internacional dos Direitos Humanos.


Uma mulher é assassinada por semanavítima de violência doméstica. Desde o início do ano e até ao final de Novembro, já foram assassinadas 40 mulheres no contexto de relações de intimidade e outras 46 foram alvo de tentativa do mesmo crime. Em Portugal.



Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres é assinalado todos os anos a 25 Novembro. Desde 2007 que este espaço, também um espaço de causas humanitárias, tem divulgado dados e acções que levem à reflexão.

Não foi possível divulgar o Dia para a Eliminação da Violência contra as Mulheres em Novembro.

Hoje, no Dia Internacional dos Direitos Humanos esta reflexão enquadras-se perfeitamente.

O relatório sobre violência contra mulheres e crianças foi divulgado hoje, dia 09 Dezembro 2014, pelo OMA (Observatório de Mulheres Assassinadas), no âmbito do Dia Internacional dos Direitos Humanos, que se assinala anualmente a 10 de Dezembro.

credits : European Commission


Também a violência contra as mulheres tem estado nas preocupações da União Europeia, já outros países da Europa padecem deste flagelo.


"Neste inquérito, as mulheres foram questionadas sobre as suas experiências de violência física, sexual ou psicológica, incluindo actos violentos perpetrados por um parceiro íntimo - violência doméstica -, bem como sobre a perseguição, o assédio sexual e o papel desempenhado pelas novas tecnologias nos abusos sofridos."
Maria Teresa Horta | As Meninas

Maria Teresa Horta acaba de lançar um livro de contos, As Meninas. Maria Teresa Horta traça, ao longo de trinta e dois contos, uma vasta e prodigiosa galeria de "Meninas". Quase todas negligenciadas, quando não abandonadas e maltratadas, que se entregam à imaginação, à magia ou à leitura salvadoras. 

"Meninas que são ela, mas que também são outras, inventadas ou recriadas, mas sempre reflexo do que se tem feito ao longo dos séculos a quem nasce mulher."

O meu tributo aqui fica. Zero Tolerância na Violência contra mulheres e jovens adolescentes!

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores

10.12.2014
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