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Saturday, April 08, 2023

Páscoa mais leve !





credits: Country Living


Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

Mario Quintana, Canção do Dia de Sempre

Para que a Páscoa seja mais leve, para que a serenidade se afunde na alma, para que a delicadeza se espalhe entre as pessoas, inundada da visão das magnólias em flor, ao som do canto fresco dos pássaros. 

A Paz se adentre.


Miosótis (pseudónimo)

08.04.2023

Copyright ©2023-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com®

Saturday, March 13, 2021

Vem aí a Primavera com a flor da ameixieira !


 


Flor da ameixieira (baika)

 テーマ:花と自然


"Quando a velha ameixeira se abre, de repente, surge o mundo das flores desabrochando. No momento em que surge o mundo das flores desabrochando, a primavera chega.

Há uma única flor que se abre em cinco pétalas. Nesse momento de uma única flor, há três, quatro e cinco flores, centenas, milhares, miríades, bilhões de flores –flores incontáveis. Essas florações não são guarnecidas de um, dois ou incontáveis ramos da velha ameixeira. 

Uma flor de udumbara e flores de lótus azul são também um ou dois ramos das flores da velha ameixeira. Florescer é a oferenda da velha ameixeira.” 

Eihei Dogen, (永平道元)
in Plum Blossoms (Baika) 1200-1253
tradução do japonês medieval





Um velho tronco de ameixeira
pintura: Kaz Sensei

Eihei Dogen, budista japonês, e meste zen diz que quando o velho tronco da ameixeira, retorcido e envelhecido floresce, mesmo que ainda seja Inverno, ao vermos a flor da ameixieira, compreendemos que a Primavera está a chegar.

A flor da ameixieira (baika) brinda-nos com o poder da vida, ao sobrevivermos ao Inverno. Liberta uma fragrância pura, após suportar o ascético frio de Inverno, e enche-nos a alma de esperança e luz.

A doce e delicada flor da ameixeira aparece no final de Janeiro ou Fevereiro, meses antes da flor de cerejeira (sakura). Lembram? Outra floração simbólica.

No filme O Último Samurai há uma passagem alusiva a sakura, de grande significado. O renascer para além da morte.

Mas voltando a baika. Ao contemplarmos a flor da ameixieira vem-nos logo a imagem da Primavera. A nossa mente sente que a Primavera rompe do Inverno, como tentando libertar-se dos momentos mais sombrios. Tal como nós.

Este maravilhoso ensinamento zen, que de forma sucinta nos transporta ao nosso íntimo mais sensível, deve ser contemplado em toda a sua profundidade. 

Eihei Dogen em Plum Blossoms (baika) transmite-nos no néctar da sua beleza poética, um ensinamento meditativo delicado. O momento zen.

Que, em todos os momentos, tenhamos a força de romper com o Inverno que este ano foi tão rigoroso em tantos aspectos. E despertemos nossa mente para algo de belo que se aproxima.  

Sintamos que a Primavera com a sua luz e força, está em nós! 

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores

13.03.2021
Copyright © 2021fragmentosdanoitecomflores, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com®  

Saturday, April 04, 2020

Estou por aqui !






@dave_durden/ Pinterest


Quando vou à varanda e por lá fico, em silêncio a observar as plantas nos vasos,  e a perder o olhar no universo, reparo que nada mudou.

O Sol continua a brilhar - só hoje se escondeu - o vento continua a soprar e a levar as nuvens ao sabor da sua vontade. 

O verde voltou, esfuziante, cobrindo jardins em volta. E o arvoredo deixou de parecer fantasmagórico ao pôr-do-sol. Orgulhoso mostra-se emplumado de verdes folhas.

Os pássaros continuam a chilrear,  alegres em comunhão com outros pássaros, por entre a folhagem das árvores, lá em baixo. Á noite, continuam. Animação sonora, cortando o peso do silêncio das casas que nos rodeiam.


O mar, bem lá longe, parece sereno. Tenho saudade de ir ver o mar. Deixar  o olhar refugiar-se na sua tranquilidade, em dias de Primavera.


A Natureza continua seu ritmo, dir-se-ia indiferente ao flagelo que assola a Humanidade.

Premonitório o facto de não ter retirado a mensagem do canto direito, topo?

Precisamos da esperança, de nos atrevermos a sonhar, sem medos. Toda a humanidade. Abrir a porta. Sair. Rir com os amigos, abraçar a família, ouvir música. 

Voltar aqui para deixar uma mesagem negativista? Não. Já vivemos isso no dia-a-dia, no pesadelo que teima em prevalecer. Doloroso. Medonho.

Voltei para poisar a esperança. Até para minha própria sanidade. E a de quase todos nós. Vamos todos ficar bem!

"Eu encontro esperança nos dias mais sombrios, e foco-me nos mais brilhantes. Eu não julgo o universo."

Dalai Lama


Miósotis (pseudónimo)

04.04.2020
Copyright ©2020-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com

Monday, June 11, 2018

Tivesse eu esse tempo !





créditos: Delphine Soucail (ilustradora)

Tivesse eu tempo. Tempo para o tempo que gostaria de ter. Tempo para as manhãs luminosas e o sol das tardes de Junho, nos final-dos-dias do tempo tépido, acariciador, próprio da estação do ano. Sim! É Primavera! 

Tempo? Eu tenho. O tempo é que não me dá esse privilégio. Continuam as temperaturas baixas, o céu cinzentão, o sol emigrado, a chuva insistente.

Que é feito da Primavera? As flores que se atreveram a desabrochar, airosas, coloridas, fenecem com a água das chuvas.

Os pássaros regressados com seu alegre chilrear, voltaram a emigrar.

Tempo para viver com alegria os dias luminosos que em vão persigo. As roupas leves, os recantos aromatizados dos jardins batidos pelo sol. Tivesse eu esse tempo. 

Tempo para me lembrar que há tempo para viver a Primavera que, talvez, chegue. No Verão?

Tempo para olhar para o calendário e aguardar que o dia em que hoje estou, chuvoso, pasmacentonão é o dia em que vou estar daqui a uma semana. 

Para aceitar que a noite chegue sorrateira, muito mais cedo do que é usual, nesta época do ano.

Para me deleitar nas ruas banhadas de sol num anoitecer tardio. Tivesse eu esse tempo 

Tempo para olhar para este tempo. Resignada. É quase Verão! Já repararam?

Tempo para aspirar devagar, viver devagar a atmosfera cálida. E aproveitar com deleite esse tempo que me aquece a alma.

Para reparar em tudo. E tanto que me passa por perto. Tivesse eu esse tempo. 

Tempo para ter o meu tempo de experienciar um renovado tempo com aroma a maresia. Como que por magia.

No fundo, o tempo tem-me tido a mim. E eu não tenho tido o tempo que gostaria de fruir. Todos nós, não?

A desforra há-de chegar. Quando houver tempo para isso tudo. Quando eu me esquecer que há tempos enfadonhos que nos roubam a esperança de dias leves.

Quando o tempo tiver mais tempo para mim. E eu menos tempo para ele...

Miosótis (pseudónimo)

11.06.2018
Copyright ©2018-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com® 



Saturday, April 08, 2017

Voltando a casa com flores de miosótis






A time to love twirl and dance

É bom regressar a casa, em dia tão primaveril quanto este. E regressar a casa, refere-se a regressar a este espaço digital que passou a ser meu esconderijo perfeito. 

A vida parece aqui mais tranquila. Os pensamentos, esses aquietam-se, deixando fruir das palavras sem amarras. Como os pássaros da Primavera que já rondam há alguns dias em volta desta janela bem alta.

Acordei. Respirei avidamente o ar que irrompia e trazia acalmia. Corri para a varanda. Ah! A Primavera voltou.

Uma aragem deliciosa bateu-me no rosto. A cor azul-bebé do firmamento envolveu meu olhar. Inspirei até a fundo do meu ser. A vontade de sorver as fragrâncias de um tempo que se compromete duradoiro, acariaciador. Bem estar. Divino planeta.

Atraída pela cor azul em contraste com o verde que se faz já um pouco por todo o espaço envolvente. Aromas campestres, na cidade. Essenciais.

Sensações repousantes, puras, como preces, leves.




Myosotis azorica

Inundados os olhos de litanias, a vida chamou-me. Entrei, e fui preparar meu pequeno almoço. Enquanto saboreava o café da manhã, de novo na varanda, abri uma rede social e deparei-me com uma notícia da Quercus, vinda dos Açores.

Foram descobertos "vários exemplares de Não-me-esqueças (Myosotis azorica), uma das plantas mais raras dos Açores e que em todo o mundo apenas pode ser encontrada neste arquipélago, nas ilhas das Flores e Corvo". Não havia registos desde 2001, segundo SPEA.

Voei de novo até à minha infância quando minha mãe que adorava as flores de miosótis me enfeitava os cabelos com um pequeno ramo de miósotis. 

Mas não queria que a melancolia se abatesse sobre meus sentimentos. Não. Sacudi a cabeça polvilhada de sentires, naquele espaço suspenso na infância. 

E levantei os olhos cor-de-canela. O céu estendia-se por cima da minha cabeça, cor das flores de miosótis azuis. Entreguei-me ao universo por algum tempo. Survi, mais uma vez, todos os sentires imersos na paisagem.


Miosótis (pseudónimo)

08.04.2017
Copyright ©2017-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com® 


Tuesday, May 10, 2016

Quero arrumar o Inverno : coisas simples





via Stagetecture

Estamos no mês de Maio? Chove torrencialmente, o frio agudiza-se à noite. E as pessoas parecem  andar de novo mais cabisbaixas. Até eu. Quero arrumar com o Inverno de vez. Decididamente. Isto é lá céu de Primavera.

Nada melhor do que começar pela pequena varanda. Meti-me no carro, fui até ao horto. Aquele perto do mar. Estava tão primaveril!

Foi fácil fazer a escolha. Uns potes vidrados, brancos. Vão bem com o beige claro da tijoleira. E com as nuvens brancas no céu azul.

Peguei em dois ou três vasos de pelargónios, gosto dos que se soltam pelos potes. Um ou duas petúnias. Ah! Não resisti às aromáticas. Mas essas ficam no interior, área da cozinha. Uma espécie de mini jardim de Inverno suspenso.

Bom sentir o aroma que se desprende quando as noites estão mais quentes. Como na semana passada. Semana passada? Parece que já foi há uma eternidade. 

Mas já me estou a distanciar. Pensamentos são tão leves. 

Chegada a casa, muni-me dos meus utensílios de jardinagem, e lá fui para a minha pequena varanda. Mudei os vasos pelos potes brancos, replantei algumas flores que sobreviveram ao Inverno bem rigoroso. E juntei as flores fresquissímas que trouxera do horto.

No final olhei deliciada! Minha gata acompanhou-me naquela tarefa... de espalhar tudo o que tirara de murcho ou sem graça. Deitou-se depois na tijoleira já limpa, a fruir daquela nova paisagem. 

Uma varanda renovada com sabor a Primavera.

Ao fim da tarde, sentei-me em frente à porta que dá acesso à varanda. E fiquei por ali, esquecida do portátil aberto. Apenas admirando a minha pequena maravilha com aromas de Primavera.

Memórias de uma tarde de calor. Foi há uma semana. Não dá para acreditar! Hoje ouve-se a trovoada que se aproxima. E chove por entre as nuvens.

Espero que esta chuva não dê cabo do novo e lindo visual da minha varanda. E dado que não me apetece ter mais Inverno, aguardo que a natureza se lembre que Maio já começou e todos nós queremos o Sol de volta.

Miosótis (pseudónimo)

10.05.2016
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Sunday, April 10, 2016

Abril é já aqui ?






Days Spring/ blessed & grateful


Gosto de Abril ao-pé da Primavera e que deixa o outro-pé no Inverno. Gosto de sentir que caminhamos ao ritmo e som dos pássaros e ventos amenos. Os ventos, esses, têm andado desabridos.

Mesmo assim, os pássaros voltaram, e não abandonam as primeiras folhagens. Recolhem-se à espreita de algum raio-de-sol distraído. Oiço-os chilrear na azáfama do seu aconchegamento, nas noites ainda inóspitas.

Abril é um mês um pouco inconstante. Temos dias lindos. E temos outros frios e chuvosos. Mas nem mesmo esta inconstância faz com que eu goste menos de Abril. Tento agarrar-me às pontas da Primavera.

Abril, para mim, é já um mês luminoso. Gosto de sentir os dias mais longos, a temperatura a subir. Alongo o olhar para além da janela. 

Adoro ver as flores despontar. Túlipas, lilases, jacintos, alfazemas, numa fusão de cores que anunciam a Primavera. 

As árvores começam a ter mais folhas e o verde tenta dominar a paisagem. A natureza desabrocha.

Os meus dedos parecem ter andado perdidos, distantes do teclado. Ainda em gesto suspenso. E fico na dúvida. Digito as palavras certas para início de Primavera? Ou estão ainda presas ao Inverno?

A criatividade que por vezes vem, quase se esvanece. É que lá fora o Inverno assenta na noite fria.

Os pensamentos alternam entre desânimo, tristeza, e lufadas de esperança. Em que me fico? Um pouco como o tempo. Em suspenso.

Miosótis (pseudónimo)

10.04.2016

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Friday, March 06, 2015

E hoje chegou a Primavera !







Livetoastshop

Hoje acordei com a Primavera! Ah! Apaguei o silêncio das manhãs nebulosas, e saudei de coração solto, o sol que teimava entrar na casa. 

Corri de imediato os cortinados, abri as janelas! E sorri para o infinito, desenrolando os meus pensamentos mais leves.

"Le temps est comme un poème dont les vers s'achèvent par des rimes différentes."

Proverbe arabe

Concordam que se adapta claramente ao que se sente em dias como este, de despertar a Primavera?

Até o verde que desponta se tornou mais verde. E as flores, tímidas, se abriram coloridas.

Fui então preparar o café. Abri depois a porta da varanda. E lentamente fui sorvendo a bebida da manhã, em gestos largos, como que saboreando melhor o aroma que pairava.

Luminosos espaços avistei à minha frente. Tudo brilha na paisagem cidade-campo.

Meu imaginário já era outro. De turbulento, passara a sereno, até alegre, numa aprazível pausa, olhando a limpidez do céu cor azul-claro. Aquele céu de dias límpidos que anunciam a Primavera.

E  baxinho, murmurei "Good morning Beautiful" como o título de uma canção country que se ouvia há uns anos. Produz um efeito de fusão instantâneo com os mistérios da vida. 

Hoje, afasto tudo bem longe. E vou para a rua. Caminhar.

Não sentem já o aroma? Por favor, não andem distraídos! Um dia assim é para aproveitar de uma ponta de sol à outra. Nada de sombras em dias como este.


Sei que a vida, o sol, me esperam lá fora. E soltar os sentimentos de bem estar fazem um bem inegável à alma. Alguém me verá sorrir?

Good morning Beautiful!


Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores

06.03.2015

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Tuesday, April 15, 2014

Páscoa, um tempo sem pássaros





Cherry tree blossom
 Photo: CHSZ Preservation Society/AFP/Getty Images

Gosto do culto de Sakura. A flor de cerejeira associada ao éfemero da vida. A mesma filosofia que vi e me fez gostar do filme Último Samurai

Sei que as cerejeiras se situam perto dos templos budistas. 

Talvez por isso, monges e cientistas se unam em torno do mistério cósmico da cerejeira que cresceu de uma semente. Uma semente que permaneceu a bordo da International Space Station (ISS) durante oito meses. Acaba de florir, alguns anos mais cedo do que natureza prevê. E com flores surpreendentes. 

Falo da cerejeira junto do templo Ganjoji, na cidade de Gifu, Japão.

Porém, um outro mistério se adensa por cá. Que é feito dos pássaros? Esta primavera tardia, pouco segura, está ainda mais triste. Silenciosa! 

Não há pássaros. Os bandos de pássaros que costumavam cruzar bem perto da minha janela, em voos migração. E os pássaros que chilreavam nas madrugadas, nos ramos das árvores.

Que é feito dos pássaros? Por que não cantam eles? Cantaram prematuramente nas noites de Novembro?

Lembram, ainda a noite se mostrava fria, e já os pássaros rondavam por aqui, alta madrugada, chilreando alegres, pueris, perto da minha janela. Tinha mesmo um pássaro cantador que voltava a cada primavera.

Fugiram ao frio ? Emigraram para terras mais aprazíveis? Oh ! Não ! Fazem-me falta. Os pássaros, e os seus chilreios. Traziam-me alegria na noite, davam-me paz ao entardecer, força de viver a primavera pela manhã.

O silêncio prolonga-se. Instala-se. O silêncio é bom, eu sei, por vezes, quando cultivado no momento certo! Ouve-se a alma com tranquildade.

Mas já me perco na minha interioridade ! Sem pássaros, as pausas são ainda mais longas.

Neste tempo de primavera pascal que se anuncia, a ausência dos pássaros faz-nos repensar a vida. É como se a a natureza nos esquecesse, e nos mergulhasse na ausência das coisas belas que enchem o mundo.

Será uma Páscoa mais triste, com certeza . Como se não bastasse viver num país de semblantes cerrrados.

Senhor, trazei os pássaros de volta !

Para que a meditação de Páscoa seja mais doce, para que a serenidade do tempo se refugie na alma, com encantamento, ao som do canto fresco dos pássaros. E a paz se adentre.


Erguei o nosso ser à transparência 
Para podermos ler melhor a vida 
Para entendermos vosso mandamento 
Para que venha a nós o vosso reino 
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos (...)

Sophia Mello Breyner, A paz sem vencedores nem vencidos

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores
(introspecção de Páscoa)

15.04.2014
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