Friday, November 04, 2016

#OutubroRosa : Um filme 'Já Sinto a Tua Falta' & um concurso 'S'aimer'






Já Sinto a Tua Falta/ Miss You Already
Catherine Hardwicke, 2015

Este ano, por motivos pessoais, não escrevi o post dedicado a Outubro Rosa, como sempre faço desde Outubro 2008. 

Sim, um pouco tardio eu sei, mas há infinito tempo para dedicar alguns pensamentos, melhor ideias ou factos sobre Outubro Rosa. Um filme e uma conferência, um concurso de fotografia.





Miss You Already
Catherine Hardwicke, 2015

Começo pelo filme Já Sinto a Tua Falta: Estreou no passado dia 3 Novembro. Está em exibição nas salas de cinema. Miss You Alreadyem português traduzido por Já Sinto a Tua Falta conta a história da amizade entre duas mulheres, Milly e Jessque vivem uma intensa viagem emocional quando uma descobre que tem cancro da mama.


O filme conta com Drew Barrymore (Jess), Toni Collette (Milly) e Jacqueline Bisset (mãe de Jess) no papel de três mulheres fortes que se esforçam para lidar com a doença da amiga, a sua própria, e a da filha.






Miss You Already
Catherine Hardwicke, 2015

Milly e Jess têm partilhado tudo desde os tempos da infância. Segredos, gargalhadas, roupas, namorados. Mas foram crescendo e tentam ser adultas.

Milly (Toni Colette) tem uma carreira de sucesso e vive numa belíssima vivenda da cidade. Tem marido, Kit e dois filhos.





Já Sinto a Tua Falta/ Miss You Already
Catherine Hardwicke, 2015

Jess (Drew Barrymore), por seu lado, trabalha como urbanista e vive com o namorado Jago num boémio barco atracado num dos canais londrinos.

A amizade entre as duas continua tão sólida como antes. Mas Milly, a bem-sucedida profissional vê a sua longa amizade com Jess testada quando descobre que tem cancro de mama. 

Assim, enquanto sofre a provação da quimioterapia e mastectomia, Jess começa o tratamento de fertilização. E dá-se como que um fenómeno de simbiose cósmica na amizade entre as duas mulheres, dando a Jess um triunfo pessoal (engravidar) enquanto Milly sofre um terrível reverso.





Já Sinto a Tua Falta/ Miss You Already
Catherine Hardwicke, 2015

Já Sinto a Tua Falta / Miss You Already é um filme dramático  sobre o cancro ligado ao medo que tantas vezes nos assola o coração. Baseia a sua trama na amizade destas duas mulheres, na sua complexidade emocional, na sinceridade quase cirúrgica, e na sua vontade espontânea de rir, não importa a situação.







Um filme com um excelente elenco que conta Drew Barrymore, Toni Colette. E ainda Dominic Cooper - A Minha Semana com a Marilyn, Capitão América - e Paddy Considine (Orgulho, Macbeth) que interpretam os homens na vida destas duas amigas, e Jacqueline Bisset (Bem-Vindo a Nova York) no papel da mãe de Milly




 Catherine Hardwicke, Toni Collette e Morwenna Banks
créditos: Jeff Vespa/Getty Images

A realização é de Catherine Hardwicke, mais conhecida pelo seu trabalho na saga juvenil Twilight. Conta com argumento da actriz e escritora britânica Morwenna Banks, produção Sheryl Crow (cantora que admiro há alguns anos) e Trudie Styler, produtora e mulher de Sting, entre outros nomes. 

Mulheres que viveram de perto o drama do cancro da mama.

Vivemos em nossos corpos, cada segundo das nossas vidas. E, no entanto, por vezes, temos tão pouco contrôlo sobre eles.

Uma história com que qualquer uma de nós se pode identificar. Não vi ainda. Mas tenciono ver, dado que apoia a luta contra o cancro.






"Os desafios que a Oncologia enfrenta irão marcar profundamente a sociedade nas próximas décadas. De acordo com as projeções nacionais e internacionais, a evolução demográfica e a exposição a factores de risco determinarão um aumento da incidência de doenças oncológicas."

2º Congresso de Sobreviventes de Cancro a Liga Portuguesa Contra o Cancro pretende promover um espaço de informação e de partilha, através da abordagem de temáticas de relevante interesse e dirigidas aos sobreviventes, cuidadores, voluntários, profissionais de saúde e população em geral. 

As inscrições são gratuitas.




Concours photo S'aimer Estée Lauder 2016
crédits: Solenne Charriot/ Nantes (44)

Outubro Rosa é o mês de luta e prevenção contra o cancro da mama, uma campanha mundial anual, organizada pelas maiores associações de luta contra o cancro da mama. Teve como precursora Estée Lauder no lançamento da campanha Pink Ribbon

Anualmente realiza-se Estée Lauder Pink Ribbon Photo Award. "S'aimer", tema da edição 2016 do Concours Estée Lauder Pink Ribbon Photo Award, juntou perto de 300 fotógrafos, profissionais, amadores, oriundos de toda a França. 

A visitar a Galeria de Nomeadas. Uma lição de coragem. Enorme!


Miosótis (pseudónimo)

04.11.2016

actualizado 25.10.2021
Copyright ©2016-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com® 


Friday, September 23, 2016

Ah! Outono. Morreste-me duas vezes





Outono
créditos: João Freitas Farinha


A vida tem-me silenciado. As palavras tornam-se cada vez mais parcas. E o sorriso que foi radioso, vai-se esvaindo. Levemente.

Mesmo aqui, neste espaço de desabafo, dos desassossegos constantes, sinto-me vazia. 

Hesito, escrevo o quê? O que me vai na alma? Mas está lá tão fundo. E as palavras? Não se soltam. Bloqueadas. Não tentam sequer revoltar-se, gritar: 

Anda! Abre lá o que te dói, te magoa! Solta-te! Exprime o que sentes! Nós falamos por ti!

Não. Nada. Nem este Outono que entrou lindo, sereno, me inspira, me reanima e leva a escrever. Abro a folha web. E fecho. Saio de mansinho. Desligo computador.

Procuro o refúgio, em olhar frágil, no firmamento que hoje se voltou a pintar de azul-pastel. Nem os aromas da brisa me aliciam. 

Tonalidades desfragmentadas. Outono em suspenso. Alma suspensa. Por um fio.

Busco a poesia. Releio Pessoa. E reaparece Outono. Volto então com poema de Pessoa. Na alma? A névoa dos afectos.


Uma névoa de Outono o ar raro vela

Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.

Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.

Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]

Fernando Pessoa, (5.11.1932)
in Poesias Inéditas (1930-1935)


Afasto-me. Até me reencontrar. Procurar de novo o equilíbrio. A superação do que me dói. 

O tempo o dirá. Há vidas fustigadas, sem fim.

Miosótis (pseudónimo) 

fragmentos da noite com flores

23.09.2016
Copyright ©2016-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com® 


Sunday, August 28, 2016

O Meu Lugar





Ilha Formosa, Algarve
créditos: John Gallo

Rodear-me da serenidade que a natureza emana, faz-me renascer. Todas as preocupações e desassossegos se desvanecem. Ficam bem distantes. E regresso à minha simplicidade interior.

O meu lugar preferido? A praia. Claramente. Já o escrevi tantas vezes! Praia, mar, muito mar. Sem ventos desnorteados. Praia bem serena. Mar tranquilo. Sim, mas que me permita ouvir o marulhar da água adentrando-se pelo areal. E sol, sol quente.

Assim, sim. O verdadeiro significado de estados, sentimentos de paz. Liberdade, tranquilidade, felicidade, gratidão. 

Mostra-me, a magia, a benção que é a vida. Pega-se à pele, à alma. O perfeito mergulhar do sol no mar, no nosso corpo, vai trazendo o relaxamento aos sentidos, ao pensamento. 

E deixo-me ficar. Quieta. 

Na magia de um lugar-paraíso, olho em volta respirando cada lufada marítima, aquele cheiro a maresia quando há mais algas no areal.

De vez em quando cerrro os olhos, para que a imagem da imensidão permaneça no meu subconsciente. Perdidos, divagando sobre praias longínquas, seres distantes, lugares magníficos. Flui a imaginação do amor, da esperança, da certeza de poder ver o mundo.

O horizonte é feito de promessas.

No entanto, do que sinto, por agora, posso afirmar que ali na praia, sou mais eu. A minha essência se reencontra.

Na praia permaneço, em busca da serenidade que só lá aflora e se transforma.

É na praia, de frente para o mar que me inspiro. Leio, não oiço música, ou melhor oiço a melodia da água do mar. As gaivotas que sobrevoam ou os pequenos pássaros que começam a aparecer com mais abundância. Isto se tudo à volta for silêncio. Não sou contra a presença de outros. Mas como seria bom se respeitassem que ali vimos buscar serenidade e fruir dos sons da natureza.

É ali, num cantinho do Atlântico que melhor sinto a vida. 

É ali que corro sem destino, apesar de quieta. Que escrevo pinceladas de pensamentos que acorrem. Livres, soltos. 

Quando uma aragem mais fria reaparece, com a proximidade do pôr-do-sol,  e a chegada da lua, reúno as poucas coisas que tenho comigo, e preparo-me para voltar.

Antes de abandonar a praia, olho longamente o mar e agradeço a vida. Sinto-me  abençoada de fruir da natureza. Porque pouco, é tão tudo

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores
28.08.2016
Copyright ©2016-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com® 


Monday, August 08, 2016

Ode aos Bombeiros de Portugal : os nossos heróis !





Bombeiros de Portugal | Norte do país
créditos: autor não identificado
via Google Images Archive



Estava-se em pleno almoço familar. No Minho, não muito longe da barragem do Ermelo e da Peneda Gerês. Num turismo de habitação de familiares por afinidade.

Eram talvez quase três horas da tarde. Esperavam-se outros familiares vindos de Braga e Guimarães. A mesa festiva posta ao ar livre. Por cima, um toldo imenso que protegia do sol abrasador. Festejava-se o aniversário de uma criança. Mas muitas outras se encontravam por ali. À mesa ou soltas pelos jardins ou na piscina. Turistas nacionais e estrangeiros.

O ar estava cada vez mais irrespirável, quase insuportável. Depois de ter visitado a casa encantadora pelo olhar de quem ama aquele espaço, como obra sua. Tão convidativo, elegante, pequenos recortes de bom gosto. 

Os jardins, a sala de convívio, os terraços envolventes, a piscina. Uma situação geográfica, no alto de uma colina, permite uma vista panorâmica das montanhas esplendorosas que a rodeiam.

Os quartos situados no interior da casa ou os quartos independentes, pequenas casa de pedra logo após os portões de ferro de acesso à Quinta, estavam todos ocupados.  Número reduzido, num ambiente intimista.

Requintes de um turismo rural de habitação acima da média. Bom gosto, equilíbrio paisagístico de imensa qualidade. Interior intimista.

Sentados à mesa, no terraço posterior à casa, a tijoleira quente e um ar abafado. De repente, varrido por ondas de calor intenso que fizeram voar tudo o que de mais leve se encontrava na mesa. 

As cores que pintavam o céu, no início de uma intensa tarde de sol, tornaram-se cada vez mais escuras, quase negras, muito feias.


Repentino, como uma folha que se solta, começámos a avistar um fumo denso a alguns metros, numa colina. E num ar de sopro, as chamas quentes romperam da paisagem à nossa frente. Aumentando a cada minuto. Ventos fortes, sem direcção, descontrolados.

Retirámos tudo. Refeição, cadeiras, toldos, espreguiçadeiras penduradas entre árvores. Entrámos em casa. Nem assim estava fácil. À volta tudo ardia. Embora ainda a uma certa distância. 

Telefonou-se para o 112. Antenderam de imediato. Responderam que não tinham mais bombeiros ou meios disponíveis. Os incêndios irrompiam por todo o norte do país.

E nós, ali tão perto. No silêncio campestre, perturbado pelos fortes ventos que traziam até nós o som das chamas de fogo intenso, do crepitar das árvores e vegetação a arder.

Tão triste. Tão triste aquele silêncio, aquela paisagem serena, perturbados pelo monstro de um incêndio florestal. Houve casas que começaram  a ficar em perigo, ouviram-se os primeiros gritos dos habitantes locais, no meio daquele inferno que se abriu ali tão perto.

Inquietos, todos nós de nariz no ar, novas tentativas de ligar ao 112, sem resposta. Passados talvez vinte a trinta minutos, ouvimos o barulho de um helicóptero. Ali, na região há água em abundância. A barragem do Ermelo, a cascata do Tahiti, barragem da Caniçada. Até a piscina foi disponibilizada.

Respirámos mais aliviados, as crianças acalmaram, embora recolhidas na casa para evitar fumos tóxicos.

O helicóptero fez primeiro uma volta de reconhecimento e depois foi um vai-e-vém de cestos de água espalhados ao longo da já grande massa de chamas. Chamas que mal se apagavam, voltavam a reacender pelo poder dos ventos quentes, fortes, que continuavam a soprar.

Alguns dos homens da família partiram afoitos, voluntários, no apoio aos locais e ajudaram alguns a abandonar as casas ou prestaram auxílio aos que tentavam proteger bens.

Até que os rodados de dois tanques de bombeiros se fizeram ouvir na estreita estrada em pedra rural que dava acesso mais aproximado ao foco de incêndio. Mais tarde, mais dois se juntaram.

Aqueles homens e mulheres, voluntários na sua maioria, com um dia de intenso calor às costas. A luta sem esmorecer contra desumanidade de pessoas que não limpam os seus matos. Ou de alguns, bem sabemos, que põem fogo que tem a seu favor os ventos fortes, as altas temperaturas que numa lufada de vento, lavra terrenos,  ameaça pessoas, animais, casas e outros bens.



 
Vieira do Minho
via Google Images Archive

Já bem no final da tarde, passado o maior perigo, sentei-me neste recanto lindo que dá para a piscina e para a paisagem, rodeada de alguns familiares e amigos dos mais novos, que entretanto chegaram para um mergulho na água azul-límpido da piscina. Juntaram-se também alguns turistas, hóspedes da quinta.

O propriétário preparou para todos os familares e amigos um saboroso refresco, cheio de fruta e bem fresco, o que apreciámos, saboreando cada pequeno golo com apreço. Agradecidos.


Abandonámos a Quinta de Turismo de Habitação ao início do anoitecer, depois de sentirmos que estávamos livres para poder circular. No caminho de regresso, eram muitos os veraneantes que saíam da barragem do Ermelo, da Peneda Gerês. E outros locais paisagísticos onde se pode encontrar arvoredo e água para um dia aprazível em plena natureza. O Minho.

Foi tão triste, no meio de uma paisagem magnífica, onde  o silêncio da natureza reinava, ver o céu azul ofuscado pelos fumos dos incêndios, o cheiro a campo desbravado pelo odor de fumo a queimado. 

É tão doloroso pensar naqueles bombeiros, homens e mulheres, que lutam contra o fogo, tantas vezes, pondo a sua vida em risco. Com pouco descanso, falta de alimentação e o corpo a desidratar. Exaustos, mas não vencidos.




Bombeiros de Portugal | Norte do país
via Google Images Archive

Um bem haja a todos os Bombeiros do meu país. A todos aqueles que deixam as suas casas, as suas famílias para ajudarem os outros. Sem críticas. Não abrem a boca contra os possíveis culpados. 

Acredito que fazem o melhor que as forças físicas permitem. Exaustos, o cansaço estampado no rosto, perante tanta adversidade. Força, coragem, abnegação.





Bombeiros de Portugal | Norte do país
créditos: Nelson Garrido
via Público


Que sejam encontrados os culpados, que  a justiça legal seja mais severa com os que não limpam os seus terrenos, e depois são atingidos pelo seu próprio erro, pondo em risco também os que cumprem e limpam. 

 sobretudo justiça legal com quem pratica actos criminosos de fogo posto. 

Bem-haja, a todos os bombeiros do meu país! 

Miosótis (pseudónimo)

08.08.2016

actualizado 05.08.2024
Copyright ©2016-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com® 

Sunday, July 24, 2016

Relembrando Amy Winehouse ! Uma voz que não se esquece !





Amy Winehouse
credits: Getty Images

"Love is a losing game."

Amy Winehouse, Love is a Losing Game

Foi em 24 Julho 2011. Nessa noite, ninguém acreditou. Amy Winehouse, tantas vezes com morte anunciada nas redes sociais, morreu nessa noite. A notícia era agora real.

Fiquei chocada. A maldição do 27? Não sei, mas começa a fazer algum sentido. 

Amy Winehousetanto desencanto na voz, o olhar perdido. Entravanha-se em nós. A voz, o olhar.

Fui seguindo a sua carreira. Cedo compreendi que Amy não resistiria por muito tempo.




Amy Winehouse
Mark&NNSP.Okoh/Camera Press

Hoje quero relembrar Amy Winehouse. Uma voz que não se esquece! Na sua página de Facebook, gerida pelo pai, suponho eu, ou familiares, nem uma palavra de saudade, de ternura. Nem uma canção sua. O vazio. 

Apenas publicidade a tee-shirts a favor da Fundação Amy WinehouseNa página Facebook Amy Winehouse Foundation, mais publicidade. E só mais abaixo, uma mensagem, talvez ali deixada por amigos ou admiradores.




"It doesn’t feel possible that it’s been 5 years since we lost our Amy, but sadly it has. The only thing that makes the loss remotely bearable is that we are able to help so many beautiful young people across the world in her name." 





Amy
Asif Kapadia, 2015

A foto do documentário Amy, do realizador Asif Kapadia, baseado em testemunhos, fotografias, vídeos, documentos reais, não mente em relação à família. Especialmente ao pai que tudo fez para que o documentário não saísse.

Mais uma criança, tal como Michael Jackson, muito talentosa, explorada pelo pai, prematuramente, e uma mãe passiva?





Amy/ Asif Kapadia, documentary
Oscars 2016
Asif Kapadia, 2015

Amy, do realizador Asif Kapadia é um testemunho de vida chocante. Grito surdo que poucos ouviram. Saímos da sala de cinema constrangidos. Magoados.

A voz que tanto me enche a alma? Sim continuo a ouvi-la. A sua essência perdura em cada canção que relembro. 

"Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos."

Miguel Esteves Cardoso, Último Volume

Miosótis (pseudónimo) 
fragmentos da noite com flores
24.07.2016 
Copyright ©2016-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com®