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Monday, December 30, 2024

Pensando o Novo Ano !








E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

(...)

David Mourão Ferreira, E por Vezes


Que trará o Novo Ano ?


É necessário desafiar o dia-a-dia, a forma como o abordamos e a vontade de criar diferentes maneiras de enfrentar novas vivências.

Quando ficamos quietos, o que recebemos? A luz do sol, o frio de neve, os pensamentos soltos sem qualquer definição. Apenas olhando...

O que é que queremos? E o que é que estamos a pensar?

Onde é que podemos arranjar as forças íntimas que precisamos para alterar posturas perante a vida?

Uma verdade! Perdi um pouco daquela alegria que me era peculiar. Que saía através do sorriso. Era alegre. Gostava da vida airosamente.

Obstáculos ? Dificuldades ? Solidão ! 

Nostalgia dos Natais cheios de azáfama com amor. Melancolia dos Novos Anos de doces e sentidas esperanças. 

Esta janela será a 'porta' entreaberta para o início de um Novo Ano? Será que a abro? Não o tenho feito.

O que me impede? Nada! Ou falta da gente que me amava e me enchia de carinho?!

Não basta sonhar. É preciso estar disposta, estar atenta, avançar. As oportunidades estão lá, - será? - é preciso saber onde e, sobretudo, saber como ir ao encontro.

 
Palavras de um ano, que se vê mesmo, estar a acabar. Ou sentimentos de um ano difícil?


Um horizonte, — a saudade
Do que não há de voltar;
Outro horizonte, — a esperança
Dos tempos que hão de chegar;
No presente, — sempre escuro,—
Vive a alma ambiciosa
Na ilusão voluptuosa
Do passado e do futuro

(...)


Machado Assis, Dois Horizontes


Bom Ano 2025 para os que passem por aqui.


Miosótis 

fragmentos da noite com flores


30.12.2024
Copyright ©2024-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com®
 

Sunday, September 01, 2024

Chegou Setembro ? Tão cedo !

 




When the winds of change blow... 


As asas da mudança sopram serenamente, Talvez mais serenamente do que as asas de Agosto. Ventosas em extremo.


Mas é verdade que Setembro já sopra melancolia. E eu deixo-me levar sem lutar contra essa melancolia que me arrasta inflexivemente para outras asas mais penosas. Inverno.


Só consigo pensar que o Inverno aí vem. Triste, escuro, e frio. Não gosto do Inverno.


Procuro todos os pedacinhos de luz que vão sendo mais escassos. A noite cai com muita pressa. 


Neste final de tarde que traz aromas outonais,  o sol ainda tenta resistir - depois de uma manhã cinzentona - mas já vai desmaiando em reflexos prateados sem cor definida. Neutra. Sem aquelas tonalidades esfuziantes.


Quieta, medito sem meditar.


E reescrevo os versos do meu poeta... deixou-nos este ano. No silêncio.


Em Setembro a contrução do ser torna-se mais fácil:
o outono, com a sua melancolia, empresta um estranho
perfume de terra ao espiríto.

excerto de "A contrução do ser"

Nuno Júdice, 
Cartografia de Emoções, 

Publicações Dom Quixote, Lisboa 2001, 1ª edição


Miosótis (pseudónimo)

01.09.2024
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Monday, October 10, 2005

Setembro volta



Foto: Johannes Eiselen /APF/DDP
 http://yahoo.news.com



Em Setembro a contrução do ser torna-se mais fácil:
o outono, com a sua melancolia, empresta um estranho
perfume de terra ao espiríto.

excerto de "A contrução do ser"

Nuno Júdice,
Cartografia de Emoções, 

Publicações Dom Quixote, Lisboa 2001, 1ª edição


Setembro já arrasta melancolia. E eu deixo-me levar como água que desliza em rio calmo. Final de tarde. Sol desmaiando em reflexos prata poisado na água. Quieta, medito.

Miosótis (pseudónimo)


fragmentos da noite com flores
10.10.2005
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