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Wednesday, January 06, 2016

Post-Ano : Turn your magic on !





créditos: Mario Sanchez Nevado

Entrei em 2016 sem uma lista de desejos de ano novo. Com o passar de cada ano, o meu desejo mais sincero é que consiga aproveitá-lo como se fosse o último, e saborear cada curto momento de serenidade ou beleza. Manter um equilíbrio entre tudo o que me deixa seduzida pela vida. E é tanto!

E porque nesta acrobacia, cada elemento tem um papel muito importante, deixei de ter o hábito de abdicar totalmente de um em detrimento dos outros. 

Em 2016, tal como até agora, não tenciono adiar sonhos, loucuras, desejos simples. Não tenciono pôr 'pausa' em quem sou, até porque nem existe em nós a a opção 'replay'.

Comecei o ano com alguns desafios e ansiedades. Daí estas considerações mais contemplativas do que simples votos de 'paz, saúde e alegria'. 

Mas claro que vos desejo tudo isto. Paz, saúde, alegria. Na medida de cada um de vós.
  
Não quero que 2016 seja o melhor ano da minha vida. Desejo antes que seja só mais um de tantos anos bons e, dentro do possível, farei uma gestão de escolhas compatível com a minha felicidade e a daqueles que me rodeiam.
                
Alguns dos melhores e dos piores momentos que me aconteceram na vida, rondaram as doze badaladas. Não sou supersticiosa, creio nos sinais, desconfio do destino, fujo dos azares, acredito nos acasos.

Cada data tem a importância que lhe damos e o que a preenche não depende do que aconteceu antes, mas do queremos fazer e/ou experienciar daí em diante.

É uma noite como tantas outras? Não é bem! A carga simbólica que lhe damos de renovação, não nos permite ver a noite de passagem de ano, como mais uma noite. Mas a noite!  Turn your magic on... aqui

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores
06.01.2016

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Saturday, May 10, 2014

Sem rumo, com sonhos




Meditation

Tenho andado desgarrada, arredia. Dias que nos deixam assim. Sem rumo. Sem querer de coisa alguma. Como quem fala só para si. Ou nem isso.

Sei sempre, mas muitas vezes esqueço. Esqueço vezes demais. 

De quando em quando, a melhor a mais pequena aventura, a maior felicidade do dia é não dizer nada. Apenas estender o olhar. E aquietar, sem medos.

Como quem está a olhar para as flores que se espalham nos jardins. Não longe do rio. Ou do mar.

Hoje vim aqui meditar sobre o que tenho, e gosto. Os dias grandes, meu tempo, o horizonte imenso, desanuviado, profundo no azul. 

Sonho, sim, absorvo o que me rodeia. Ou mais ainda. Mudei, sim. Não podemos permancer os mesmos. Mas não me preocupo em descodificar o significado do que sonho. Ou da mudança. Aparente paradoxo ? Talvez. 

O que sonho não me impede de andar para a frente. Alimento o meu sonho e tento deixar que ele se transforme à medida das mãos com que lhe toco e das com que me tocam. É a mudança. Transformação lenta, pausada, sem sobressaltos.

Continuo sentada, poisada na paisagem, mas apenas a posição é estática, pensamento, esse anda por aí vagueando, sereno, pela vida. 

Amo a vida. Não tenho muitas ilusões. Mas guardo sigilo sobre algumas que não largo. São minhas. Pertencem-me. Com elas cresci, me tornei mulher. E fui caminhando.

E todos os dias olho o que amo incondicionalmente - mesmo quando não tenho ânimo de continuar.

E respiro tudo isto, e o sonho navega em mim, em todo o meu ser, pela pele e pelos cabelos, alma e coração, e à medida que avanço mais, experimento melhor, o sonho altera-se comigo. 

Acarinho a vida, mesmo sendo contra a maré. Só porque sim. 

"Il faut savoir se prêter au rêve lorsque le rêve se prête à nous."

Albert Camus

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores

10.05.2014
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