
Fotolog JQuental
E porque tenho andado em volta de Pessoa, fujo ao inverno tormentoso que me persegue, num dia-a-dia soturno, brumoso, pardacento.
Crio então em mim um cenário imaginário e aí busco refúgio na beleza do instante!
Os singelos pequenos nadas que fazem dos nossos sentidos uma plêiade de fragrâncias, luminosidades coruscantes, serenas paisagens.
A luz do sol entra pela floresta,
Uma sombra de vento passa e esquece
E o filósofo mudo a encosta desce
Do ensombrado monte
Ora a luz toca-o, como a uma fonte
Ora a folhagem fecha o horizonte
Paz que há nos campos soergue a folha verde
Comoção imprecisa que se perde
E não teve razão,
Como vós a angústia se ergue em medos
E falece no peito o coração
E porque tenho andado em volta de Pessoa, fujo ao inverno tormentoso que me persegue, num dia-a-dia soturno, brumoso, pardacento.
Crio então em mim um cenário imaginário e aí busco refúgio na beleza do instante!
Os singelos pequenos nadas que fazem dos nossos sentidos uma plêiade de fragrâncias, luminosidades coruscantes, serenas paisagens.
A luz do sol entra pela floresta,
Uma sombra de vento passa e esquece
E o filósofo mudo a encosta desce
Do ensombrado monte
Ora a luz toca-o, como a uma fonte
Ora a folhagem fecha o horizonte
Paz que há nos campos soergue a folha verde
Comoção imprecisa que se perde
E não teve razão,
Como vós a angústia se ergue em medos
E falece no peito o coração
Fernando Pessoa, A luz do sol entra pela floresta
In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006 Casa Fernando Pessoa
In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006 Casa Fernando Pessoa
Miosótis (pseudónimo)
fragmentos da noiteNorah Jones, My Blueberry Nights
05.12.09
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