
Perfume - The story of a murderer
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"Há uma força persuasiva no perfume que é mais convincente do que as palavras, do que a aparência visual, do que o sentimento e a vontade."
in O Perfume - História de um assassino, Patrick Süskind
Toda a leitura, mesmo em silêncio, é fantasiosa de sonoridades! As palavras ressoam, soltam-se em timbres que ecoam em nós como aromas de sonho e maravilhamento!
O Perfume
Patrick Süskind
Patrick Süskind
Editorial Presnça, 1994
O Perfume, romance do escritor alemão Patrick Süskind é um livro que permaneceu sempre no meu imaginário. Estranho e controverso, puro prazer de ler uma história envolta em fragrâncias.
Expressões me aromatizaram! Outras nuances do ser humano chegaram até mim!
Também eu não sou a mesma. Descobri cambiantes que, em outros momentos, não se mostrariam tão motivadores para se colarem aos meus sentidos.
A história da solidão humana impregnada de luxuriantes fragrâncias, pétalas de flores poisadas, transpostas para os odores que passam através do corpo e que só provêm da essência - a alma.
Perfume: The Story of a Murderer, 2006
E tudo isto para chegar ao filme - O Perfume - realizado por Tom Tykwer (2006) esplendorosamente narrado por John Hurt. Um dos mais talentosos actores.
Novas gradações, subtis aromas, grandes ensinamentos, perfumes que se soltaram em tons d'alma e deixaram os olhos dos espectadores inundados de beleza, apesar do macabro, num jogo de imagens que o realizador soube impregnar de estética.
Aspirei e ouvi todas as tonalidades, o ar que respirava, a cadência da brisa que aflorou, me tocou, atravessando-me numa dicotomia entre macia, aterradora, quente, gélida, acariciadora, agressiva.
Foi uma nova leitura! Fascinada, segui suspensa da imagem odorífica deslumbrante, pungente, de um ser tão humanamente triste e solitário.
E senti os odores, os aromas envolventes, a cada inspiração profunda, oscilante. Sinestesias de cheiros acres, ácidos, suaves, doces, enriquecidos com a especiaria dos sentidos.
O aroma de uma alma imensamente só ficou suspenso em mim sussurrante, perfumada pela sua imensa dor!
Fotografia de infindável perfeição estética, exuberante, visual e pictórica de Frank Griebe.
E assim passo da leitura para a música, um mundo de êxtase transbordando em sons, melodias, esparsas de profunda sonoridade.
Aspersão de fragrâncias visuais e sensitivas de incomensurável leveza.
As músicas, as leituras, os filmes são indissociáveis. Sonoridades, aromas, sentires longínquos de litanias e reminiscências.
Também eu não sou a mesma. Descobri cambiantes que, em outros momentos, não se mostrariam tão motivadores para se colarem aos meus sentidos.
A história da solidão humana impregnada de luxuriantes fragrâncias, pétalas de flores poisadas, transpostas para os odores que passam através do corpo e que só provêm da essência - a alma.
Perfume: The Story of a Murderer, 2006
E tudo isto para chegar ao filme - O Perfume - realizado por Tom Tykwer (2006) esplendorosamente narrado por John Hurt. Um dos mais talentosos actores.
Novas gradações, subtis aromas, grandes ensinamentos, perfumes que se soltaram em tons d'alma e deixaram os olhos dos espectadores inundados de beleza, apesar do macabro, num jogo de imagens que o realizador soube impregnar de estética.
Aspirei e ouvi todas as tonalidades, o ar que respirava, a cadência da brisa que aflorou, me tocou, atravessando-me numa dicotomia entre macia, aterradora, quente, gélida, acariciadora, agressiva.
Jean-Baptiste Grenouille/ Ben Whishaw
Perfume
Foi uma nova leitura! Fascinada, segui suspensa da imagem odorífica deslumbrante, pungente, de um ser tão humanamente triste e solitário.
E senti os odores, os aromas envolventes, a cada inspiração profunda, oscilante. Sinestesias de cheiros acres, ácidos, suaves, doces, enriquecidos com a especiaria dos sentidos.
O aroma de uma alma imensamente só ficou suspenso em mim sussurrante, perfumada pela sua imensa dor!
Perfume
Fotografia de infindável perfeição estética, exuberante, visual e pictórica de Frank Griebe.
E assim passo da leitura para a música, um mundo de êxtase transbordando em sons, melodias, esparsas de profunda sonoridade.
Aspersão de fragrâncias visuais e sensitivas de incomensurável leveza.
As músicas, as leituras, os filmes são indissociáveis. Sonoridades, aromas, sentires longínquos de litanias e reminiscências.
(...)
ou um oásis de silêncio a brancura de um lírio
que nascesse do seio do espaço
Branca dourada ou transparente
flexível como a água ou uma folha oval
apenas esboçada vacilando
luz misteriosamente pura
inacessível já voando para o alto.
António Ramos Rosa, Antologia Poética, Publicações Dom Quixote, 2001
Miosótis (pseudónimo)
fragmentos da noite, música de Tom Tykwer, Johnny Klimek e Reinhold Heil, executada pela Orquestra Filarmónica de Berlim
12.11.2006
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