via Google Images Archive
Fiquei preso a ti pelos teus olhos doces, um pouco tristes, pelo teu sorriso do tamanho do mundo.
Pedro Paixão, Ladrão de Fogo, Prime Books, 1ª ed., Abril 2005
Vinte anos passaram, desde a noite de 21 de Julho 2005 em que iniciei este meu espaço mais intimista. E foi assim...
"Atravessava um desespero feito de mágoas que deixaram marcas desalentadas na alma.
Um ser que amava partiu em grande sofrimento, apesar da luta guerreira que travei para o agarrar à vida. Não quis! Desistiu. E, no entanto, fora um inigualável lutador toda a sua vida!
Um amor verdadeiro, sereno, infinito, escrito na memória dos tempos afastava-se. Aí, parei! Deixei de escrever. Calei."
Um ser que amava partiu em grande sofrimento, apesar da luta guerreira que travei para o agarrar à vida. Não quis! Desistiu. E, no entanto, fora um inigualável lutador toda a sua vida!
Um amor verdadeiro, sereno, infinito, escrito na memória dos tempos afastava-se. Aí, parei! Deixei de escrever. Calei."
E pensei que pouco mais escreveria. Pensava em ficar por ali.
Mas outros seres meus partiram, e de coração desfeito, cá voltava eu para poder gritar sem ser ouvida.
Vinte anos passaram. Bodas de porcelana' ! Sim, Fragmentos da noite com flores reflete a elegância e a história única, frágil, como eu, como todos os que partiram, como todos os amigos que se afastaram ou abandonaram a blogosfera.
Sim, porque esta mudou. Virou influencer, quer para vender, quer para fingir que são o que escrevem, para captar alguém mais incauto
E chegou a IA! Essa Inteligència Artificial que pensa por nós (será?, que escreve por nós, que copia obras sagradas da literatura mundial e a seguir queima essas obras 'sagradas' pelo tempo.
Indestrutíveis? Janais poderão ser reescritas, Jamais poderão ser lidas, jamais poderão ser folheadas com aquele gesto de amor que nos leva a comprar um livro, a tactear as suas folhas, a sentir a fragância de cada página, a lê-lo num esquecimento do tempo.
Fiz tantos (pl)anos !
Cada vez escrevo menos, De mim, quase nada. Vou deixando palavras que algumas vezes não quero, outras sim me obrigam a deixá-las passar por entre os dedos.
Excertos que leio ou relembro de livros, histórias de filmes, résteas de pintura, música sempre, pessoas que me tocaram. E deixo, por vezes, exprimir alguns estados d'alma. imagens que visualizei sem as ver, A sensibilidade que me toca.
Sem querer, outras por querer, passo curtos momentos do que sou e do que senti ou sinto.
"São as impresssões digitais feitas de centelhas de sentimentos, afectos que teimamos resguardar, mas a força maior emanada da luz interior faz-nos soltar reflexos das fragrâncias do ser que somos."
Transmitem, por vezes a inteligência emocional que me guia, os afectos, as vivências não vividas.
Creiam! Não pretendo mostrar-me diferente do que sou. Tudo o que deixei e deixo (entre)ver, eu Sou!
Vivo ainda de utopias sim! Menos ? Não sei ! Uma certeza tenho. Sou eu. Sempre.
"Por quanto tempo ainda vou passando por aqui ?
A forma de calar. E ouvir no búzio
da orelha o piano de outro mar."
António Lobo Antunes, Livro de Poemas (póstumo)
D.Quxote, Junho 2026, !ªa edição
Miosótis (pseudónimo)
fragmentos da noite com flores, som Les heures douces mix Lunera
01.08.2026
Copyright ©2008-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com®