Sunday, March 19, 2006

Lunar



Foto: Lee Jae Won | Reuters



"Sou aquele que sonhou com tudo aquilo que é proibido sonhar. Sou aquele que é todos estes e muito mais do que estes e que caminha por um passeio deserto, o nevoeiro, o brilho morrente da luz na água fina da chuva, sob um céu cinzento, sob a lua como um ponto para onde tudo se dirige.

A manhã ainda é lunar (...)

José Luís Peixoto, Lunar, Antídoto, Setembro 2003


Miosótis (pseudónimo)


fragmentos da noite lunar

19.03.2006
Copyright ©2006-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com®


19 comments:

JL said...

Olá,

Venho aqui, em primeiro lugar, deixar um agradecimento pela visita e comentário deixado lá no "Observatório".
Não sendo este o lugar adequado para tecer comentários ao comentário, para não me tornar indelicado, decido correr esse risco apenas para dizer que:
- Não há nenhum juízo de valor no meu texto. Há, isso sim, um juízo de factos. Não é a minha intenção crucificar ninguém. Até porque o visado já terá pago ou estará a pagar o disparate. No entanto não me coibi de brincar e de ironizar.
Não pensei que esta minha análise pudesse fazer com que alguém depreendesse que não sou humilde nem humano. Julgo ter havido nas tuas palavras alguma precipitação. Até porque, curioso, a minha análise faz uma referência, ainda que implicita, à falta de humanismo e excesso de arrogância do visado. Bem sei que as questões de amor são muito mais complexas do que aparentam aos nossos olhos. Mas, honestamente, acho que nada justifica a atitude do homem em relação à sua Ex companheira. Se ela deixou de gostar dele não creio que uma vingança possa fazer com que volte a gostar.
Apesar de tudo isto espero que não vejas nestas palavras qualquer espécie de arrogância da minha parte. São apenas para um contributo à possível mudança de opinião. És livre, contudo, de a manter e de a dar. E se isso acontecer que não seja factor impeditivo para continuares a visitar o Observatório e a deixar de participar. Gosto de discussões dentro do respeito mútuo. Não sou dono da razão.
Obrigado e volta sempre.

miosotis said...

Sensibilizada pela tua visita, antes de mais!!

Qt ao meu comentário no teu blog, ficou bem explícito q concordava plenamente com a tua análise... mas, mas... discordava veementemente - aí sim !! - desses dois ou três termos q empregaste para definir o sujeito/actuante [qt a este, não pretendo continuar o jogo infeliz]!!

Volta a ler, por favor!! Agradeço...

Fui cuidadosa no q escrevi, sou-o sempre :)

Agora... delicadeza por delicadeza... ficava-te mt bem deixar um pequeno/insignicante comentário ao meu blog, para o bem ou para o mal, és livre pensador :)

Voltarei a visitar o teu sítio, ñ duvides!!
Espero q queiras fazer o mesmo no meu sítio/blog de paisagens interiores!!

saudações

Clife said...

Antídoto.

Tenho de o ler!

Tenho a certeza que vale a pena (:

***

JL said...

Cá vim... Com prazer! E voltarei, com certeza que sim. Concordando ou discordando :-)

Boa semana

miosotis said...

Sim, Clife o livro é mt bom!

Gostei imenso de o ler! Comprei-o mal foi publicado, penso q saiu ao mm tpo q o CD dos Moonspell [The Antidote], inspirado precisamente nesse trabalho musical!

O conto "Lunar" é lindo, doce e triste!

Gosto mt deste autor, tenho lido tudo o q tem publicado dd "Morreste-me"!

bjs

miosotis said...

Duplamente sensibilizada, JL!

saudações

Anonymous said...

**Estivesse onde estivesse, Ela, tão certo como eu viver, estaria. Bastava recordá-la. Não seria uma daquelas memórias estáticas, mas uma lembrança tão real, onde conseguia até sentir o seu perfume inebriar a saudade, ouvir o seu riso ecoando nas divisões vazias onde reinventámos a infância em tardes de amor sem mácula, escrevendo nas paredes as mãos dadas e os sonhos, os cabelos ao vento e a praia deserta, e os pés nus sobre a areia desse deserto que me conquista quando não a ouço, qual sereia, chamar-me ao mar. Envolvo-me de onda e espuma como quem se veste de um nimbo, talvez porque na cor dos seus olhos viva uma chama interdita ao mundo, reflexos cristalinos de um mundo perfeito. Ainda a recordo de cabeça pousada no meu peito, escutando o compasso do meu coração, olhos fechados e um sorriso maior que o Cosmos. Os meus dedos e o seu cabelo são pares perfeitos num conto de fadas, em valsas lânguidas de carinho derramado. Adormeci. Ou apenas naufraguei na saudade, eu que sempre sofri de aversão à nostalgia, aqui me rendo por força d’Ela.** ++ Seth ++

Tacitus said...

Bonito sem dúvida...um beijo doce.

miosotis said...

Anónimo... como lamento q tenhas vindo poisar em sítio de meus sentires, este texto profundo e belo, anonimamente :((

A sua doce e poetica intensidade bateu espraiadamente em minh'alma, tal como vaga q vem beijar areia doirada em fins de tarde de maresia!

bjs_oceanicos

miosotis said...

Tacitus, q bom (re)ver-te pelo 'fragmentos de meus sentires'!!

Lindo, sem dúvida, este conto "Lunar"!

E a imagem de "Pierrot Lunaire" adapta-se tão bem a estas paisagens!

bjs_azuis

Anonymous said...

'Amor' é apenas outro nome para esse inescapável temor pela morte. O mais próximo da Eternidade a que se pode aspirar jaz justamente nas memórias e no sangue que se perpetuam.

E o anonimato não deverá ser nunca entendido pela medida de um estereótipo poeirento, que o classifica como clara falta de coragem. Na verdade e na essência, o anonimato pode escudar as melhores intenções, mas sem a carga dramática de um interlocutor familiar.

Para além do facto de nem todos nós optarmos por colocar a nossa alma em pequenos expositores numa avenida virtual, seja por pudor ou preservação, seja por manifesta falta de tempo para dedicar a um empreendimento.

Indiferente de tudo isto, as palavras não têm rosto, mas têm dedos que nos tocam, e as minhas guardam uma carícia, um afago da alma, doce da tua cor.

++Seth++

miosotis said...

Mt sensibilizada!!
Nada substitui a caricia serena e doce de dedos q nos tocam a alma!

Anonymous said...

Já contei as pétalas:
mil beijos rubros ao vento,
e tu vivendo os espinhos.

Porque arremessas a palavra,
se não existe silêncio que te defenda?

Já contei os beijos:
mil pétalas pairando
ou mil pétalas flutuando sobre a água.
Tu, sangrando os espinhos,
o medo da mágoa
e eu, de sonhos em flor.

++ Seth ++ beijo d'alma soprado nos zéfiros

Eli said...

:)

miosotis said...

Eli, sensibilizada pelo teu :)

Eli said...

Obrigada!

Há bocado passei aqui com pouca calma e apenas sorri.

Agora quero dizer-te que, mesmo que as manhãs sejam lunares, eu prefiro a noite, com ou sem lua.

Espero que estejas bem e que sorrias, para não ser só eu quando leio o que escreves!

:)

AmigaTeatro said...

:)

miosotis said...

Eli, duplamente agradecida por teres voltado ao meu sítio de sentires!

Tb gosto mais da noite, mas se for enluarada e cheia de estrelas, prefiro! Tornam o o Universo mais profundo!

Obrigada pelo teu cuidado e pelos votos de sorrisos em minha vida.

E pq sorris qd lês o q escrevo ou publico?!?

miosotis said...

Amigateatro, mt sensibilizada pela tua visita e sorriso deixado!