Monday, January 23, 2006

Paisagens intemporais





Petra
Fotografia: Vivian Ronay

http://www.petraphotos.com



«Bible stories, lost cities - Lawrence of Arabia, Jordan...»





Buscava esta tarde, eventos ligados aos meus humildes prazeres de constante aperfeiçoamento cultural e humanístico, quando embati nesta paisagem que me sufocou pela imponência singular! Uma das maravilhas desconhecidas do Mundo!

Gosto de civilizações longínquas! Percorro frequentemente esses espaços distantes, exóticos, coloridamente humanos, impregnados de fragrâncias de povos e costumes.

Entrei na Jordânia através desta espantosa imagem!! Petra! Um desfiladeiro atravessado diariamente por populações distantes. Os Beduínos! 

Retive a respiração por espantamento! Maravilhada perante tão intensa beleza transcorrida da erosão dos ventos e das areias, sustive em cadência a contratempo, o leve sopro que me dá a vida. 

Beleza natural, divina! Inalcansável à mão burilada do Homem! Nenhum artesão por maior que se apresente, poderá delinear tão intensa e eterna obra de arte! 

Prisioneira na paisagem transcendental, impelida pelo filamento de luz, ergui o olhar no firmamento fragmentado. 

A mais balsâmica sensação de liberdade! E o grito estancou-se em mim!

Miosótis (pseudónimo)

texto original)

fragmentos da noite com flores

23.01.2006

Licença Creative Commons



9 comments:

Tacitus said...

Os mais belos recantos deste mundo são algo que poucos podem apreciar...adoro viajar e é tão bom descobrir locais mágicos como este que descreves. Nota 5 para o texto!

Cursed said...

Belíssima paisagem, de facto. Uma pérola ímpar dos paraísos intocados que (felizmente) ainda restam do que foi cinzelado pela mão insondável da Natureza.

Apreciei de facto a tua descrição absolutamente vertiginosa, e dei por mim de respiração tolhida e de imaginação a acariciar a ideia de uma viagem até à Jordânia...

Saudações,

.:Memories:.

miosotis said...

Olá Tacitus, eu tb reagi desse modo qd me deparei com esta paisagem... É de facto belíssima!
Sensibilizada com a tua visita e o teu comentário.

miosotis said...

Memories, mt sensibilizada pela tua visita, de novo!
O que sentiste ao ler o meu texto... foi o meu maravilhamento perante tão espantosa paisagem! É gigantesca na sua beleza ímpar!
Só a "mão" da Natureza é capaz de burilar com esta mestria! O homem apenas imita...
Obrigada :)
saudações_azuis

Cursed said...

Caríssima amiga Miosotis,

Porquê uma nota invariável de melancolia?

"Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma"

Saudações,

.:Memories:.

miosotis said...

"Memories", agradeço teu recadinho simpático e amigável. Não sei se alguma vez deixei transparecer assim tanta melancolia, e mt mais "invariável"?!? Não sei, talvez... ou apenas tentaste ler nas entrelinhas :)
De qq modo, sensibilizada pelo apoio e pela "citação" sp belíssima!

saudações_azuis

P.S. Gostei do "carissima"... "molto italiano" ;)

Cursed said...

Caríssima Miosotis [em bom ítalo-português ;)]

Não sei ler nas entrelinhas, nunca o soube. Se me sobram vontade e preserverança, faltam-me não raras vezes a sensibilidade e a percepção das coisas mais pequenas e óbvias. É um facto que a subtileza constitui um desafio, e partindo desse pressuposto, mais facilmente procuro o ofuscante esclarecimento, pois afinal "a necessidade aguça o engenho". Infelizmente, vejo-me sucessivamente confrontado com algo de limitativo na interpretação dos outros. Mergulho na semântica, e disperso-me pelos diversos sentidos; entendo a melodia, a cadência, o compasso emocional ou racional. Ainda assim, não consigo ler as minudências mais claras e visíveis, talvez porque esteja já demasiado obstinado em procurar a profundidade.

Lamento se a minha percepção me iludiu mais uma vez, levando-me a crer nessa "nota de melancolia". Não foi por qualquer ímpeto menos claro que deixei aqui o comentário anterior. Foi com o intuito de procurar ser útil em caso afirmativo. Porque ajudar outrém é sempre a melhor forma de nos ajudarmos a nós mesmos.

Saudações,

.:Memories:.

miosotis said...

Amigo "Memories"... gosto mais do que Carissimo! É mais aconchegante!

Bom olhos te vejam/leiam de novo em "fragmentosdanoite"! Bem-vindo, portanto!

Permite que discorde, de algumas afirmações... não quero com isso, abrir hostilidades, longe de mim!
Estamos a tentar descodificar mensagens que utilizando as palavras, falseiam os sentires e/ou as emoções.

As palavras têm sempre a duplicidade do conceito "Significado/significantes! Falo
em conceitos de Línguistica, já que os utilizas com desenvoltura, tenha-se o exemplo "semântica" :)

Ler nas entrelinhas não é de modo algum "coisa pequena e óbvia" muito menos "minudências claras e visíveis"! Exige perseverança, atenção e muita sensibilidade literária e humana! E tu tem-las, já que além de escreveres mt bem, citas variadas vezes autores de fundo!

Quanto ao entender os outros... é sempre tão difícil!! Se até para nos entendermos a nós próprios!!!

Procuras a profundidade... não és unico...

Quanto a deixares esse comentário ou outro, não serás nunca sujeito a juízos de valor! Parto do princípio da emotividade/sensibilidade quando leio os raros passantes neste blog!

Não é um espaço fácil, o meu, reconheço, legível a primeiras ou fugazes sensações!
São ideais que aqui deixo despojando-me de alguns sentimentos, profundos, impressões de carácter intimista, preferências/sentires pessoais ligados à multiplicidade da arte e da minha vida.
Daí que tenha tão poucos "passantes comentadores"!
Também, não foi com o intuito de encontrar eco nos outros, mas sim pelo simples gosto e/ou necessidade de escrever coisas que sinto e gosto!

No entanto, quando um ser pára e lê com mais interesse e "me" gosta do jeito que sou e transpiro, fico feliz quando se exprime!
Por isso, mais uma vez, muito sensibilizada!

saudações_azuis

www.gotas_de_orvalho.blogs.sapo.pt said...

Vertiginosa imagem, maravilhoso mundo este que ainda permite a diversidade. A geodiversidade. E a sociodiversidade de olharmos para este mundo (de muitas pulsações possíveis). Rente à morte, porque o ser humano é um ser que tende para a morte. Por isso somos capazes de poesia. Assim.