créditos: Carl de Souza/ AFP 2010
Para ti, Mãe
Mãe que deixaste de ouvir
minhas mágoas profundas,
viagens que nunca fiz,
caminhos que não percorri.
Vem ouvir...
Mãe! Senta-te a meu lado
e ouve-me em silêncio...
Lembras-te?
Sonhavas-me mil carinhos
de fadas e duendes rodeada
enquanto poisavas sob
meus cabelos
miosótis azuis e rosa
e soltavas teus sortilégios sábios,
abençoando-me em cálidos olhares.
Mãe! Passados que são os anos,
teus anseios aprisionados
ficaram das negras nuvens.
Chorarás tu por mim?!
Depois de tantos afectos
nas tuas preces aspergidos,
os deuses se quedaram
inertes e silenciados...
Mãe!
Teus abraços eternos
de encontro a meu âmago
com laivos imensos
de ternura
eu guardo e venero
para sempre, Mãe!
Miosótis (pseudónimo)2008©
fragmentos da noite com flores
01.05.2011
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