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Thursday, June 10, 2021

O Mar & o Dia Mundial dos Oceanos





credits: Andre Kohn


"Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade."

Sophia de Mello Breyner Andersen, Mar Sonoro

«É o meu lugar. O lugar que me devolve as energias, e o relaxamento que preciso. O lugar onde me sinto em paz. Entrego as pesadas energias ao mar. Volto leve. Energias renovadas.

A beleza do mar enche-me de paz. A ver o mar. Como se fosse meu leito. Tranquilidade.  

O marulhar da água no vai-e-vem traz-me serenidade. É a minha terapia maior. Revitalizada.

Gosto de murmurar ao mar os meus segredos, as angústias, as alegrias. E as tristezas. Venho de alma lavada.

Adoro caminhar ao longo da praia, no verão. Gosto de ver o reflexo do sol espelhado no mar, a luz difusa que se espraia entre o firmanento e o mar.




World Oceans Day 2021



Por isso, respeito e venero o Dia Mundial do Oceanos tem lugar no dia 8 Junho, decretado pela pela ONU em 2008..

Mas é celebrado em inúmeros países, desde 1992, após a realização da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, no Rio de Janeiro.

Os oceanos cobrem mais de 70% do nosso planeta. É a nossa fonte de vida, o sustento da humanidade e de todos os outros seres vivos.





Os oceanos são a paz para a nossa alma, mas também a subsistência da Humanidade.

Ligados ao nosso bem-estar e à nossa própria sobrevivência, a conservação e o uso sustentável dos nossos oceanos é mais do que nunca uma necessidade vital.


"A day for humanity celebrate the ocean."

UN 


Miosótis (pseudónimo)

09.06.2021

Copyright ©2021-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com


Saturday, October 20, 2018

Outubro Rosa !






Pink October
crédits: Sabine Pieper


E, mais uma vez, desde 2008, aqui estou para apoiar uma cause que me é muito querida. Outubro Rosa.

O movimento conhecido como Outubro Rosa nasceu nos Estados Unidos, na década de 90, para estimular a participação da população no controlo do cancro da mama.

A data é celebrada anualmente com o objectivo de promover a consciencialização sobre a doença e partilhar informações sobre o cancro de mama. 






Um pouco por todo o mundo, durante este mês, a cor rosa alastra-se de modo a permitir sensibilizar a população mundial para a temática da prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama.

O Mês de Outubro é assinalado com duas efemérides: a 15 de Outubro assinala-se o Dia Mundial da Saúde da Mama e a 30 de Outubro o Dia Nacional de Luta Contra o Cancro da Mama. 

É no período compreendido entre estas datas que a Liga Portuguesa Contra o Cancro desenvolve o movimento Onda Rosa procurando incentivar à prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama.


(...)
Musa ensina-me o canto
Onde o mar respira
Coberto de brilhos
Musa ensina-me o canto
Da janela quadrada
E do quarto branco

Que eu possa dizer como
A tarde ali tocava
Na mesa e na porta
No espelho e no corpo
E como os rodeava (...)

Sophia de Mello Breyner, Musa, Ensina-me o Canto
in Livro Sexto, Obra Poética II, Editorial Caminho, 1991

Miosótis (pseudónimo)

20.10.2018

fragmentos de Outubro com flores Rosa
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Tuesday, April 15, 2014

Páscoa, um tempo sem pássaros





Cherry tree blossom
 Photo: CHSZ Preservation Society/AFP/Getty Images

Gosto do culto de Sakura. A flor de cerejeira associada ao éfemero da vida. A mesma filosofia que vi e me fez gostar do filme Último Samurai

Sei que as cerejeiras se situam perto dos templos budistas. 

Talvez por isso, monges e cientistas se unam em torno do mistério cósmico da cerejeira que cresceu de uma semente. Uma semente que permaneceu a bordo da International Space Station (ISS) durante oito meses. Acaba de florir, alguns anos mais cedo do que natureza prevê. E com flores surpreendentes. 

Falo da cerejeira junto do templo Ganjoji, na cidade de Gifu, Japão.

Porém, um outro mistério se adensa por cá. Que é feito dos pássaros? Esta primavera tardia, pouco segura, está ainda mais triste. Silenciosa! 

Não há pássaros. Os bandos de pássaros que costumavam cruzar bem perto da minha janela, em voos migração. E os pássaros que chilreavam nas madrugadas, nos ramos das árvores.

Que é feito dos pássaros? Por que não cantam eles? Cantaram prematuramente nas noites de Novembro?

Lembram, ainda a noite se mostrava fria, e já os pássaros rondavam por aqui, alta madrugada, chilreando alegres, pueris, perto da minha janela. Tinha mesmo um pássaro cantador que voltava a cada primavera.

Fugiram ao frio ? Emigraram para terras mais aprazíveis? Oh ! Não ! Fazem-me falta. Os pássaros, e os seus chilreios. Traziam-me alegria na noite, davam-me paz ao entardecer, força de viver a primavera pela manhã.

O silêncio prolonga-se. Instala-se. O silêncio é bom, eu sei, por vezes, quando cultivado no momento certo! Ouve-se a alma com tranquildade.

Mas já me perco na minha interioridade ! Sem pássaros, as pausas são ainda mais longas.

Neste tempo de primavera pascal que se anuncia, a ausência dos pássaros faz-nos repensar a vida. É como se a a natureza nos esquecesse, e nos mergulhasse na ausência das coisas belas que enchem o mundo.

Será uma Páscoa mais triste, com certeza . Como se não bastasse viver num país de semblantes cerrrados.

Senhor, trazei os pássaros de volta !

Para que a meditação de Páscoa seja mais doce, para que a serenidade do tempo se refugie na alma, com encantamento, ao som do canto fresco dos pássaros. E a paz se adentre.


Erguei o nosso ser à transparência 
Para podermos ler melhor a vida 
Para entendermos vosso mandamento 
Para que venha a nós o vosso reino 
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos (...)

Sophia Mello Breyner, A paz sem vencedores nem vencidos

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores
(introspecção de Páscoa)

15.04.2014
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Saturday, November 22, 2008

Encantamentos do olhar!




Fuxico | Adriana Banfi





Fuxico | Adriana Banfi



Pinturas acrílicas sobre papel japonês

Adriana Banfi


Pudesse Eu


Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes!
 
Sophia de Mello Breyner Andresen Poesia
Antologia Moraes Editores, 1970

 
Miosótis (pseudónimo)
fragmentos de uma tarde de sábado, céu azul-claro, cor de infinito sobre a cidade,  Drive, Incubus

22.11.08


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Licença Creative Commons  

Wednesday, February 14, 2007

Um dia supostamente diferente...







via Google Images Archive



Quando à noite desfolho e trinco as rosas

É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas. 


Sophia Mello Breyner Andresen, As Rosas, Dia do Mar



Miosótis (pseudónimo)


fragmentos da noite com flores em fragrâncias de rosas

14.02.2007

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Tuesday, July 04, 2006

Paixão ...





créditos: Firdia Lisnawati/AP
via Yakoo photos




O Mar


De todos os cantos do mundo

Amo com um amor mais forte e mais profundo

Aquela praia extasiada e nua

Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.



Sophia de Mello Breyner Andresen, Signo, 1994


Miosótis (pseudónimo)


fragmentos da noite com o mar nos olhos, ao som de Ben Webster, You're Mine, You!, Jazz Ballads, Membran Music Ltd. 2004

04.07.2006

actualizado 28.04.2026

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