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Monday, July 29, 2013

Uma tarde de domingo : O Último Samurai, o filme de valores a rever



the


The Last Samurai
Edward Zwick, 2003

The Last Samurai, o filme que preencheu uma pausa da minha tarde de domingoO dia apresentava-se fresco, e nada melhor do que render-me ao conforto do sofá. E deixar-me seduzir pela banda sonora de Hans Zimmer num épico que retrata a cultura japonesa de uma época. A ética dos Samurais.

"Courage. Loyalty, Honour"

Impossível não rever! Não sei quantas vezes já o vi em televisão, depois de ter ido a uma sala de cinema (2004) que fez jus à grandiosidade deste filme. 

Um retrato romântico da dizimação da cultura e valores dos últimos Samurais num Japão que ansiava pela modernidade.



Tom Cruise 
The Last Samurai 
Edward Zwick, 2003

A banda sonora, os valores da lealdade de tradições milenares, próprias de uma cultura impregnada de honra e dignidade. A magia de doces afectos vivenviados na intimidade. Com interpretação fabulosa de Tom Cruise. Um grande actor, esquecido dos Oscars.


O Último Samurai teve quatro nomeações para os Oscars, três nos Golden Globes, uma das quais para Tom Cruise como Melhor Actor, consagrado nos MTV Movie Awards, e distinguido numa extensa lista.

Curta sinopse: 

Após o regresso do jovem Imperador ao poder central no Japão, o governo passou a contratar generais e engenheiros ocidentais para treinar e equipar o seu exército contra os Samurais (Restauração Meiji). 




The Last Samurai 
Edward Zwick, 2003

Durante a estadia entre os Samurais, o capitão Nathan Algren acaba, aos poucos, por se apaixonar pela cultura e valores dos Samurais e passa a apoiá-los contra as Forças Imperiais e a ocidentalização desenfreadada do país.

Os japoneses afirmam que Saigo Takamori, morto aos 50 anos, em 1877, foi o último Samurai. O último grande mestre-de-armas que, com a espada na mão, lutou até à morte, para preservar os fundamentos marciais da casta guerreira.

A ética do Bushido - o código do guerreiro que ele representava - estava para desaparecer na avalanche da modernidade.







The Last Samurai 
Edward Zwick, 2003

Aos olhos do povo, porém, que lhe admirava a bravura e a dignidade, sacrificou-se como um herói na defesa da Kokutai, a originalíssima cultura dos japoneses. Por isso até hoje a sua estátua continua no 上野公園 - Ueno Park de Tóquio.




The Last Samurai 
Edward Zwick, 2003

Pela esplêndida banda sonora de Hans Zimmer, pela beleza e serenidade das imagens em tempo de acalmia - um contraste brutal com a batalha final -, pela simbologia das cerejeiras, recomendo.

"The perfect blossom is a rare thing. You could spend your life looking for one, and iy would not be a wasted life."

Katsumoto, The Last Samurai

Um encantamento para o olhar, um refúgio para a alma, uma história profundamente sensível, banda sonora de inefável qualidade. É Hans Zimmer









Katsumoto: "Do you believe a man can change his destiny?"

Algren: "I believe a man does what he can until his destiny is revealed."


Numa  tarde de domingo, já com aromas de Outono.

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores

28.07.2013
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Thursday, April 02, 2009

A Maurice Jarre : cinema, música, vida !





Ghost 
Gerry Zucker, 1990
https://www.imdb.com/





Ghost 
Patrick Swayze & Demi Moore
Gerry Zucker, 1990
https://www.imdb.com/

Hoje uma notícia me abalou no silêncio que venho mantendo! Os afectos movem-nos a dedicar à música, ao cinema, à literatura, à arte em toda a sua dimensão, uma parte da nossa vida. 

Raramente um bom filme existe sem uma excelente banda sonora. Aqui entra Maurice Jarre.






Maurice Jarre (1934-2009)
credits: Johannes Eisele/Reuters

Daí, hoje ter ficado bem triste ao saber que Maurice Jarre, célebre compositor francês, autor de inesquecíveis bandas sonoras morreu. Detentor de vários Oscars.

Tantas as bandas sonoras de filmes que permanecem no imaginário poético de muitos de nós! Poderia relembrar... Lawrence da Arábia, Doutor JivagoClube dos Poetas Mortos ou Ghost!

Ghost tem um particular lugar na minha memória poética. Acredito na vida para além da vida. E sinto que os entes queridos que partem, não se afastam definitivamente de nós.







E, como estou no campo da música, cinema, vida, vem a propósito. A RTP1 exibiu De-Lovely, um filme de carácter autobiográfico sobre Cole Porter, um dos compositores norte-americanos mais importantes de denominada canção americana, sempre intimista. 

Um verdadeiro clássico da música contemporânea norte-americana. O meu preferido, neste género de música! Canções imortais.






De-Lovely (2004)




De-Lovely/ Cole Porter
Kevin Klein &  Ashley Judd
Irwin Winkler, 2004

Fora ver De-Lovely ao cinema, quando passou em circuito comercial. Um encantamento para o olhar. E uma banda sonora de sonho. Esplendorosa, grandes cantores, muitos consagrados na música pop. E excelentes actores. 

Fiquei de novo presa ao filme, desta vez em frente ao tele
visor. Bem afundada no sofá, seguindo a história, ouvindo as melodias eternas. Afectos de alma! Amor! Sentimento que poucos se atrevem, hoje, a abordar.







O amor constrói-se nas diferenças! Mas há sintonias, sim! Não como jogo, mas como sentir comum que se frui, se partilha entre sorrisos, lágrimas, ou gargalhadas soltas!

O amor é transformador, 'redentor', enriquecedor! O autêntico. Aquele que perdura. Verdadeiro.


Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores

02.04.2009
Copyright ©2009-fragmentosdanoitecomflores Blog, fragmentosdanoitecomflores.blogspot.com®

Tuesday, March 20, 2007

Véu Pintado : filme, livro




The Painted Veil
John Curran, 2006
https://www.imdb.com/

"Most people cannot see anything, but I can see what is in front of my nose with extreme clearness; the greatest writers can see trough a brick wall. My vision is not so penetrating."

W. Somerset Maugham


O Véu Pintado, tradução de The Painted Veil, estava já na minha escolha cinematográfica. O actor principal Edward Norton, o facto de ser baseado num livro de W. Somerset Maugham - gosto sempre de reler os livros pelos olhos dos outros - a fotografia que me parecera lindíssima no trailer apresentado, e, como não podia deixar de ser, a banda sonora de Alexandre Desplat. Venceu os Golden Globe Awards 2007, entre outros prémios.





The Painted Veil
W. Somerset Maugham

The Painted Veil de W. Somerset Maugham (1925) é um dos clássicos que fazem parte das minhas referências literárias. 

O autor prima essencialmente pelo retrato que faz da sociedade inglesa da sua época, num estilo sóbrio e cuidado, próprio de um belo contador de histórias. Estas desenrolam-se, regra geral, em ambientes internacionais. 

A sua escrita é clara, sucinta, em tom resignado ou cínico, o que o torna peculiar e inconfundível!

"I have never pretend to be anything but a story teller. it has amused me and to tell stories and I have told a great many."

Somerset Maugham, Creatures of Circumstance, 1947




Kitty & Walter
Naomi Watts & Edward Norton
 The Painted Veil
John Curran, 2006

https://www.imdb.com/


Passada nos anos 20, a história conta-nos a vida de um jovem casal - Walter e Kitty - que casam pelas razões erradas. Uma história clássica para a época. Um casa por amor, Walter, o outro, Kitty, para fugir à autoridade materna.

Walter, colocado em Xangai, faz com que o casal viva momentos de ruptura, quando Walter descobre a infidelidade de Kitty. Decide então voluntariar-se e apoiar como médico bacteriologista, o surto de cólera que varre a China. Parte para uma aldeia remota chinesa, levando consigo a mulher.


Sem se deter demasiado na questão política que envolve um país vivendo já algumas convulsões com o império britânico, a trama centra-se sobretudo nas relações interpessoais, apanágio deste sagaz contador de histórias, Maugham.

Mais do que a história em si, demasiado clássica, embora tipifique uma determinada época, a minha motivação centrava-se bastante na beleza das imagens, em serenas paisagens, feitas em Beijing, numa estética rara do fotógrafo Stewart Dryburgh. O mesmo que se juntou a Michael Nyman no lindíssimo filme The Piano (1993).





Edward Norton
 The Painted Veil
John Curran, 2006
https://www.imdb.com/

Edward Norton
é um actor muito carismático! E embora não aprecie muitas vezes o tipo de personagens que interpreta, não posso deixar de concordar que se trata de um actor de grande qualidade. Sóbrio, quase impermeável, o seu olhar transmite um distanciamento quase absorto de sentimentos. A sua sensibilidade raramente tr
ansparece.

Vira-o há pouco tempo no filme
The Illusionist numa história que me agradou profundamente. Aí, Edward Norton mostra-se mais humanizado.

Também aqui, Norton, apesar de manter aquela postura tipicamente britânica, necessária à personagem que interpreta, acaba por deixar fluir alguns sentires na sua relação com as crianças, no hospital, onde faz investigação.






Naomi Watts

 The Painted Veil
John Curran, 2006

https://www.imdb.com/

Naomi Watts, no papel de uma mulher mimada da alta sociedade londrina, extrovertida, fogosa e pouco adaptada à sua época, deixa transparecer a ligeireza e futilidade próprias à sua personagem.

Mas ao longo do filme, e colocada perante a dura e pungente realidade que vive na aldeia chinesa, altera o seu comportamento. E acaba por se oferecer para apoiar as freiras no convento, ligado ao hospital, onde seu marido, para além das funções de investigador, presta assistência médica aos doentes terminais.

Aí, demonstra uma alegria esfuziante na sua relação com as crianças chinesas, internas no convento, a quem ensina música num piano desafinado. O piano é uma das sonoridades bem em evidência ao longo do filme, em trechos de grande sensibilidade!






 The Painted Veil
John Curran, 2006

https://www.imdb.com/

E revela-se, quando toma conhecimento que seu marido está mortalmente afectado pelo vírus epidémico que tanto ajudou a debelar, demonstrando uma dedicação e carinho ilimitados.

O filme desenrola-se num ambiente de grande tranquilidade, onde até os momentos mais dramáticos são vividos com distanciamento e alguma frieza, o que o torna desagradável, por vezes. E o final aparece assim, quase que abruptamente.

É uma história de amor, sim, mas que não chamará o grande público. Aliás, a sala estava quase vazia!


Realizado por John Curran que com Edward Norton fez um trabalho de grande maturação e estudo aprofundado da época, denota uma intenção comum de dar a conhecer um país e sua civilização, a China, nos anos 30.

Um filme de qualidade! Sem dúvida!

"This is one of the finest films of the year"
Chicago Sun-News


Miosótis (pseudónimo)


20.03.2007
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Sunday, June 11, 2006

Olhar imaginário ...







credits: Lucy Pemoni/AP
http://news.yahoo.com/



Olhar imaginário

Como serias tu
se eu te quisesse
tanto, tanto!

Mover-te-ias
raiva
angustia
encanto?

Ou como melodia
me cantarias
desejo
ternura
longos beijos
de maresia

Verde azul
gestos finos
espelhos de sol
refúgios

corais...

Doces sorrisos

desembarcariam
nas ruas mudas
de meus sofrimentos.


texto poético original©Miosótis (pseudónimo)


fragmentos em noite com flores, lua cheia prata, som Safe Passage, Hans Zimmer, The Last Samurai

11.06.2006

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