Mãe! Vem ouvir...
Mãe!
Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei. (...)
Almada Negreiros, Confidências
minhas mágoas profundas
viagens que nunca fiz
caminhos que não percorri.
Vem ouvir...
Mãe! Senta-te a meu ladoe ouve-me em silêncio...
Lembras-te?
Sonhavas-me mil carinhos
de fadas e duendes rodeada
enquanto poisavas sob
meus cabelos
miosótis azuis e rosa
e soltavas teus sortilégios sábios
abençoando-me em cálidos olhares.
Mãe! Passados que são os anos
teus anseios aprisionados
ficaram das negras nuvens.
Chorarás tu por mim?
Depois de tantos afectos
nas tuas preces aspergidos
os deuses se quedaram
inertes e silenciados...
Mãe! Teus abraços eternos
de encontro a meu âmago
com laivos imensos
de ternura
eu guardo e venero
para sempre, Mãe!
Para ti Mãe
Miosótis (pseudónimo)
fragmentos de ternura, para ti Mãe que amavas flores de miosótis.
04.05.2008
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