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Sunday, September 03, 2006

Músicas e vozes que perduraram






Thom Yorke / Radiohead
4e Festival Rock en Seine 2006 
créditos: Stephane de Sakutin/APF
via Yahoo.News


Há grupos alternative pop-rock que têm lugar cativo em meus afectos musicais.

Posso citar The Verve, Skunk Anansie, Portishead, James, Radiohead. Quase todos dos anos 90 mas que em curto lapso de tempo se decompuseram. 


Que terá levado carreiras tão promissoras, em plena ascensão, grandes sucessos, a um tempo de ruptura prematuro?

Modernidade? Parca estrutura de grupo? Sucesso desequilibrante? Individualismo?


Se pensarmos em bandas como os Stones ou os U2 (anos 80) que continuam a tocar juntos há dezenas de anos, é no mínimo um fenómeno curioso.

Enfim, tudo não passa de extrapolação, mas imbuída de muita nostalgia pelo  desaparecimento de grupos extraordinários.


Facto concreto. Todos os vocalistas, precisamente o elemento que mais notoriedade tímbrica deu aos grupos, tentam uma carreira a solo. Fácil de entender.





Richard Ashcroft

É o caso de Richard Ashcroft, Skin, Beth Gibbons, Tim Booth e Thom Yorke.

Fico sempre na expectativa, quando sei que publicam trabalhos. Mas longe da sua intertextualidade musical, dificultam o despertar das emoções a eles ligadas. Perde-se a mística.


Todos estes grupos fazem sem dúvida parte do meu imaginário afectivo musical. Todas estas vozes, contextualizadas na sua génese, tocam profundamente em minha sensibilidade.

O sentimento continua fiel, mas serenamente virado para os temas originais, em grupo.

Thom Yorke publicou há pouco um álbum e esteve presente no 4e Festival Rock en Seine 2006.

Será que conseguiu trazer de volta tempos de músicas e afectos, momentos intensos, plenos de criatividade? Não sei...

É natural que encante os novos fãs pela fama que o cerca. Mas os fãs que o acompanharam nos anos de notoriedade dos
Radiohead... duvido!

A imortalidade de temas como Plastic Tree, Creep, com versões unplugged particularmente felizes continuam a soar, para sempre, como Radiohead.



"Como é estranho gostarem de nós assim."

Pedro Paixão, Boa Noite,
Edições Cotovia, 1993

(ano de publicação do 1º trabalho de Radiohead Pablo Honey do qual faz parte o meu tema favorito, Creep)

Miosótis (pseudónimo)

fragmento da noite com flores

3.09.2006

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Wednesday, March 29, 2006

Sons & Tonalidades




James
Fotografia Laurie Russinko

http://www.jamestheband.com


Não sei se pelo tempo chuvoso, se pela alma solitária, hoje apeteceu-me (re)ouvir James Live.
 

Há sons que mexem com as diferentes tonalidades de meu ser! Vozes que me chamam para diferentes viagens.


Não sou monocromática, tenho sons de muitas cores no meu imaginário e minha alma sente músicas de muitas expressões em fusão de sons. 

 
É como um livro! Há livros para momentos dispersos, para íntimos chorares, para expostas alegrias ao vento, para abertos lugares com encontros d'alma!


Livros e músicas vão de alma para alma! É o repescar de um sentir que vem bater-nos em cheio em mil paixões, ou simplesmente o entreabrir mansamente o espaço mais recôndito do nosso eu!

 
Mas a musica é o grito d'alma por excelência! É a expressão mais libertadora desta amálgama de seres e sentires que nos ocupa. É a implosão e a explosão! É a Alma em toda a essencialidade! É a eternidade! É a espiritualidade!


Há bandas que me expõem mais intensamente aos meus pulsares. Já falei neste blog de alguns grupos e sonoridades que me prendem! Variados!


Hoje, a alma pediu-me James! Uma banda ou grupo (não me prendo com essas pseudo definições) que aprecio incondicionalmente, pelos sentires que vai/vão rebuscar lá no âmago de meu ser! 
Se me perguntarem o que gosto ou gostava, já que a banda ou grupo, como lhe queiramos chamar se desagregou há poucos anos... acho que só falaria por metáforas usadas!

 
Tim Burton, o vocalista continua a solo. Mas... falta-lhe a fusão dos restantes tons/membros do grupo.


É como os Queen! A banda sem Freddy Mercury nunca mais pulsou aquela paixão que lhe dava o jeito musical próprio.


Beth Gibbons, vocalista dos Portishead! A magia das sonoridades desfez-se! 

 
E que será de U2 separada da inconfundível voz de Bono?!

 
Posso falar de alma no plural? Dualidade?! 
 
Há seres que só têm expressão em empatia com determinado(s) outro(s). E quando esta se desfaz, desfaz-se o encantamento, o despoletar de emoções, o explodir do Ser!


"Mil são as espécies dos homens, e mil os seus hábitos. Cada um tem o seu próprio querer, e vive com um sentimento que nem todos partilham." (...)

Nuno Júdice, Relendo Pérsio, Cartografia de Emoções


Miosótis (pseudónimo)
fragmentos da noite ao som de James, entre Say Something & Waltzing Along & Laid


29.06.2006

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