Saturday, October 18, 2008

Outubro Rosa



www.zazzle.com


[...]
Às vezes abro a janela e encontro o
jasmineiro em flor. Outras vezes encontro
nuvens espessas[...]

Cecília Meireles, A arte de ser feliz

Outubro Rosa assinala a Luta Mundial Contra o Cancro da
 Mama.





Na sequência do prémio Dardos atribuído por aArtmus...





“Com o Prémio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web. Quem recebe o “Prêmio Dardos” e o aceita deve seguir algumas regras:

1. Exibir a distinta imagem;

2. Elencar o blog pelo qual recebeu o prémio;

3. Escolher quinze (15) outros blogs a que entregar o Prémio Dardos.”


Escolher é subjectivo, mas como pouco público feminino tenho por leitoras, repasso-o em homenagem às mulheres, estendendo-o aos homens, meus leitores, os que ainda não foram nomeados...



Fios Dourados, Multiolhares, Virtualmente em azul, Art of love, poetaeusou, Esboços de Nus, Humores, Cripta de Ravnos, O Profeta, Insight... my life, O Melhor Blog sobre o Nada, no sentido... Alfazema azul, Paradoxos, (A)palavrA(r)


Miosótis (pseudónimo)


fragmentos de esperança nesta luta contra a dor e o sofrimento


18.10.2008


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Saturday, October 11, 2008

Le Clézio, Nobel da Literatura 2008




Jean-Marie Gustave Le Clézio
foto: JPGuilloteau | L'Express

"Je ne suis pas certain de la durée de la littérature de façon générale. C'est une question quasi-biologique, de rythmes naturels auxquels la société humaine est soumise - c'est peut-être ça, l'écologie."

JM LeClézio, L'Express



Le Clézio, prix Nobel de littérature 2008 por lemondefr


“É preciso continuar a ler romances porque na minha opinião é uma boa maneira de questionar o mundo actual sem receber respostas demasiado esquematizadas ou automáticas. Um romancista não é um filósofo, não é um técnico de uma língua oral, é alguém que acima de tudo escreve e que no meio do romance levanta questões”

Le Clézio

euronews.net

Em 28 Dezembro 2005, publiquei em fragmentos da noite um excerto de um livro de Le Clézio que lera durante as férias. Chama-se Mondo et autres histoires.

E dado que na altura poucos leitores deste blogue se detiveram nesse excerto, permito-me repeti-lo. 

Afinal, Jean-Marie Gustave Le Clézio recebeu no passado dia 8 Outubro o Prémio Nobel da Literatura 2008, tornou-se o 14º escritor francês a ser distinguido com um Prémio Nobel de Literatura, 23 anos depois de Claude Simon.

"author of new departures, poetic adventure and sensual ecstasy, explorer of a humanity beyond and below the reigning civilization"

Nobel Prize

Suponho que vale a pena, para os que nunca leram Le Clézio, conhecer um pouco da escrita do autor e sentir-se assim motivado a fazer uma primeira abordagem à sua prosa.


Gallimard Folio
"... Mondo aimait bien faire ceci: il s'asseyait sur la plage, les bras autour de ses genoux, et il regardait le soleil se lever. À quatre heures, cinquante, le ciel était pur et gris, avec seulement quelques nuages de vapeur au-dessus de la mer. Le soleil n'apparaissait pas tout de suite, mais Mondo sentait son arrivée, de l'autre côté de l'horizon, quand il montait lentement comme une flamme qui s'allume. Il y avait d'abord une auréole pâle qui élargissait sa tache dans l'air, et on sentait au fond de soi cette vibration bizarre qui faisait trembler l'horizon, comme s'il y avait un effort. Alors le disque apparaissait au-dessus de l'eau, jetait un faisceau de lumière droit dans les yeux, et la mer et la terre semblaient de la même couleur. Un instant après venaient les premières couleurs, les premières ombres.

(...)


Quand le soleil était un peu plus haut, Mondo se mettait debout parce qu'il avait froid. Il ôtait ses habits. L'eau de la mer était plus douce et plus tiède que l'air, et Mondo se plongeait jusqu'au cou. Il penchait son visage, il ouvrait ses yeux dans l'eau pour voir le fond. Il entendait le crissement fragile des vagues qui déferlaient, et cela faisait une musique qu'on ne connait pas sur la terre."

Le Clézio, Mondo et autres histoires, Gallimard folio, 1978

Miosótis (pseudónimo)

fragmentos da noite com flores

11.10.2008

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